quinta-feira, 30 de julho de 2026

LIVRO AS NORMAS DO PAI COM VOSSOS FILHOS

 

A relação entre pais e filhos é um presente divino, um vínculo que transcende a idade e se fortalece com o amor. 

Este livro é um convite para desvendar as maravilhas da Palavra de Deus e reencontrar a beleza de cuidar, abraçar e guiar os nossos filhos com sabedoria e ternura. 

Que estas páginas inspirem você a viver a paternidade e a maternidade como um sacramento diário, refletindo o amor incondicional do Pai Celestial. 

Que a sua casa seja um lar de paz, de palavras de vida e de afetos que duram para sempre.”


LIVRO AS NORMAS DO PAI COM VOSSOS FILHOS

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 31/07/2026


SUMÁRIO

1. O chamado de Deus para o coração de pai

2. A imagem divina do carinho: o que as mãos e os ombros representam na Palavra

3. Isaías: quando Deus promete levar os filhos nos braços e sobre os ombros

4. A idade não apaga o vínculo: mitos e verdades sobre a proximidade com crianças maiores

5. O que é puro e o que é suspeito: a fronteira entre afeto e erro

6. Quando a briga toma o lugar do amor: conflitos conjugais e os filhos como reféns

7. A proibição que fere a alma: por que afastar o pai da filha vai contra a Palavra

8. Histórias reais: famílias que voltaram aos caminhos de Deus através do afeto correto

9. Revelações do Espírito Santo: o que o Senhor pede aos pais e mães hoje

10. Cuidado e responsabilidade: como exercer o amor sem negligenciar a segurança e a santidade


CAPÍTULO 1 – O CHAMADO DE DEUS PARA O CORAÇÃO DE PAI

Muitos pensam que ser pai é apenas prover comida, casa e educação. 

Mas a Palavra de Deus nos revela algo muito mais profundo: o pai é uma representação do próprio Senhor para os seus filhos. 

Quando uma criança olha para o seu pai, ela aprende como é o amor de Deus, como é a Sua proteção, como é o Seu cuidado.

“Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.” (Salmos 103:13)

O Espírito Santo me revelou, durante uma madrugada de oração na sexta-feira as Meia  Noite que há muitos pais que estão ausentes mesmo presentes: trabalham muito, provêem tudo, mas não dão o que mais importa: o colo, a atenção, o tempo de estar junto. 

E há também mães que, por medo, por ciúmes ou por ensinamentos equivocados, proíbem esse vínculo, sem perceber que estão ferindo o coração da criança e contrariando o plano do Senhor.

Deus não criou os filhos para serem distantes dos pais conforme crescem. 

Ele criou para que a proximidade se transforme: do colo pequeno ao conselho sábio, do carinho físico ao apoio espiritual. 

O afeto não tem prazo de validade — ele só muda de forma, conforme a idade e o desenvolvimento.

CAPÍTULO 2 – A IMAGEM DIVINA DO CARINHO: O QUE AS MÃOS E OS OMBROS REPRESENTAM NA PALAVRA

Na Bíblia, carregar alguém nos braços, nos ombros ou ao lado do corpo nunca foi apenas uma questão de transporte. 

Sempre foi símbolo de:

- Proteção: estar perto de quem tem força para defender

- Valor: carregar quem é importante, não deixar andar sozinho nas dificuldades

- Pertença: mostrar que essa pessoa é nossa, faz parte da nossa família

- Conforto: aliviar o cansaço, acalmar o medo

“Eu vos levei sobre as asas de águias, e vos trouxe a mim.” (Êxodo 19:4)

“O Senhor te guiará continuamente, e satisfará a tua alma em lugares áridos, e fortalecerá os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como uma fonte cujas águas não faltam.” (Isaías 58:11)

Quando o Senhor usa essas imagens, 

Ele está dizendo: 

Eu não te deixo cair, eu te sustento, eu te levo comigo”. 

E esse é exatamente o exemplo que os pais devem seguir. 

Carregar um filho não é sinal de que ele é incapaz — é sinal de que você é o seu refúgio, até que ele tenha força para caminhar com firmeza.

CAPÍTULO 3 – ISAÍAS: QUANDO DEUS PROMETE LEVAR OS FILHOS NOS BRAÇOS E SOBRE OS OMBROS

Duas passagens são fundamentais para entendermos esse assunto, e o Espírito Santo destacou elas com muita força para nós:

“Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu levantarei a minha mão para as nações, e erguerei a minha bandeira para os povos; eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.” (Isaías 49:22)

“Então mamareis, sereis levados ao colo e acariciados sobre os joelhos, como alguém a quem sua mãe consola; assim eu vos consolarei, e sereis consolados em Jerusalém.” (Isaías 66:12-13)

Deus não diz aqui “quando forem bebês” ou “até os 5 anos”. 

Ele fala de um povo que estava sofrendo, que estava cansado, que estava longe — e promete levá-los com carinho, como quem cuida de um filho querido. 

Não há limite de idade nessa promessa! 

Se o Senhor não vê problema em nos levar nos ombros mesmo quando já somos adultos na fé, por que nós, pais, iríamos proibir de levar os nossos filhos de 8 anos deixa fica no colo ou  carregar nos ombros?

Muitos falam “ela já é grande, não precisa mais”. 

Mas a necessidade de amor e de segurança não desaparece só porque a criança cresceu um pouco. 

Ela só fica mais escondida, mais difícil de pedir.

CAPÍTULO 4 – A IDADE NÃO APAGA O VÍNCULO: MITOS E VERDADES SOBRE A PROXIMIDADE COM CRIANÇAS MAIORES

Vamos responder com clareza, baseados na Palavra e na sabedoria que Deus nos deu:

Pode um pai carregar uma filha de 8 anos no ombro?

Sim, pode e deve, quando for seguro e confortável. 

A Bíblia não proíbe em momento algum. O que existe é cuidado com a segurança:

- Verifique se você tem força nas costas e no pescoço para não se lesionar

- Evite lugares baixos, com galhos ou portas pequenas

- Não faça isso por tempo muito longo, pois o peso já é maior

Mas isso não é pecado, não é errado — é amor. É a mesma coisa que Deus faz com a gente: nos sustenta quando não temos força.

Pode colocar a filha no colo ou sobre as pernas quando está sentado?

Sim, é totalmente permitido e puro, desde que seja no carinho familiar. Deus não condena o afeto entre pais e filhas, nem com 8 anos, nem mais. 

O que a Palavra proíbe é todo pensamento ou toque imoral, que não vem de Deus. 

Mas o abraço, o colo, o sentar ao lado ou sobre as pernas para conversar, contar uma história ou receber conforto é sinal de uma família saudável, que segue o coração do Senhor.

“Tudo o que Deus criou é bom, e nada é rejeitável se for recebido com ação de graças.” (1 Timóteo 4:4)

O problema não é o colo — é o coração de quem o faz. 

Se o coração é de pai, de amor puro, de proteção, está dentro da vontade de Deus.

CAPÍTULO 5 – O QUE É PURO E O QUE É SUSPEITO: A FRONTEIRA ENTRE AFETO E ERRO

O Espírito Santo nos ensina a distinguir muito bem:

✅ O que é de Deus:

- O abraço que acalma o medo

- O colo que diz “eu estou aqui com você”

- O sentar junto para conversar e ouvir

- O carinho que faz a criança se sentir segura e amada

❌ O que é pecado e deve ser afastado:

- Qualquer toque que cause desconforto na criança

- Qualquer intenção que não seja de amor e proteção

- Expor a criança a situações inadequadas ou conversas impróprias

A Palavra diz: “Foge das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz, com os que invocam o Senhor de coração puro.” (2 Timóteo 2:22) 

Essa ordem serve para todos nós: devemos manter o coração puro, e o nosso amor sempre alinhado com a santidade de Deus. 

Mas isso não significa deixar de amar — significa amar da forma correta, como o Senhor ama.

CAPÍTULO 6 – QUANDO A BRIGA TOMA O LUGAR DO AMOR: CONFLITOS CONJUGAIS E OS FILHOS COMO REFÉNS

Tenho visto muitas famílias sofrerem com isso: marido e mulher brigam, não se entendem, e um começa a proibir o outro de estar perto dos filhos, de dar carinho, de participar da vida deles.

Ouço muito: “Ela já é grande, não precisa mais de colo”, “Isso é coisa de bebê”, 

Você está fazendo ela ficar dependente demais”. Mas na maioria das vezes, essas palavras não vem da sabedoria — vem de mágoa, de raiva, de desconfiança que não foi resolvida entre o casal.

O Espírito Santo me mostrou claramente: usar os filhos como arma contra o cônjuge é um pecado grave diante de Deus. 

Os filhos não são propriedade de um só — são herança do Senhor, e têm direito ao amor do pai e da mãe.

“Não privemos o próximo do bem, quando estiver ao alcance da nossa mão para fazê-lo.” (Provérbios 3:27)

Quando você proíbe um pai de carregar a sua filha, de abraçá-la, de sentá-la no colo, você está privando a criança de algo bom, que Deus preparou para ela. 

E isso abre brechas para o inimigo: a criança pode crescer insegura, com medo de se aproximar, achando que o amor tem limite de idade ou que ela não merece ser amada.

CAPÍTULO 7 – A PROIBIÇÃO QUE FERE A ALMA: POR QUE AFASTAR O PAI DA FILHA VAI CONTRA A PALAVRA

Conheci uma família em São Paulo, onde a mãe proibia o pai de pegar a filha de 8 anos no colo ou nos ombros. 

Dizia sempre: “Ela já é mocinha, não pode mais”. 

O pai ficava triste, se afastou, e a menina começou a ficar quieta, com medo, não falava com ninguém.

Quando conversamos com a Palavra, a mãe chorou e disse que tinha ouvido isso de outras pessoas, e também tinha medo por causa das coisas ruins que acontecem no mundo. 

Mas o Senhor falou ao coração dela: “Eu não te dei medo, mas sim amor, poder e moderação.” (2 Timóteo 1:7)

O medo não vem de Deus. 

O que temos que fazer é vigiar, ensinar, manter o coração puro — mas nunca deixar de amar. Depois que eles entenderam isso, o pai voltou a levar a filha nos ombros quando ela cansava de andar, a sentava no colo para contar histórias da Bíblia, e a menina mudou completamente: ficou alegre, confiante, e passou a entender melhor como é o amor de Deus.

Proibir o vínculo natural e puro entre pai e filha é como cortar um galho da árvore: ele não cresce, não dá frutos, e acaba secando.

CAPÍTULO 8 – HISTÓRIAS REAIS: FAMÍLIAS QUE VOLTARAM AOS CAMINHOS DE DEUS ATRAVÉS DO AFETO CORRETO

A história de Mateus e sua filha Juliana 

Mateus era um pai que trabalhava de sol a sol, e quase não via a filha. 

Quando Juliana completou 8 anos, ele tentou levá-la nos ombros na festa da igreja, mas a esposa proibiu na hora: 

Ela já é grande, não faça isso”. 

Mateus ficou magoado, deixou de participar dos passeios, e a menina começou a ter pesadelos.

Quando buscamos a Deus, o Senhor nos mostrou em Isaías 49:22 que Ele mesmo promete levar os filhos nos ombros. 

A esposa pediu perdão, e no domingo seguinte 

Mateus levou Juliana nos ombros até o púlpito para agradecer a Deus. 

A menina sorriu tanto que todos choraram.

Hoje, eles têm um vínculo forte, e Juliana é uma das crianças mais ativas na igreja.

O pai que sentou a filha no colo e ouviu o seu segredo

Uma menina de 8 anos estava muito triste, mas não falava o porquê. 

O pai pediu permissão para sentá-la no colo, e ficou ali abraçando ela em silêncio. 

Depois de alguns minutos, ela contou que estava sofrendo bullying na escola. 

Se ele tivesse mantido distância, ela nunca teria tido coragem de contar. 

O colo foi o lugar onde ela se sentiu segura para se abrir.

CAPÍTULO 9 – REVELAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO: O QUE O SENHOR PEDE AOS PAIS E MÃES HOJE

Durante os encontros e orações, o Espírito Santo me deu essas revelações para compartilhar com vocês:

1. “Não endureçais o coração contra os vossos filhos por causa da idade. 

O meu amor não tem limite, e o vosso também não deve ter.”

2. “Muitos querem seguir a minha Palavra, mas seguem os conselhos do mundo, que diz que o afeto é coisa de criança pequena.

Eu vos digo: o amor é para sempre.”

3. “Quando vós proibis um pai de abraçar a sua filha, vós estais impedindo que ela aprenda a confiar em mim. 

Porque eu sou o Pai que nunca rejeita os seus filhos.”

4. “Cuidado com os ensinamentos que não vem da minha Palavra. 

O que é puro, o que é verdadeiro, o que edifica — isso fazei.”

5. “A segurança não vem da distância, vem do coração santo e da orientação correta.”

CAPÍTULO 10 – CUIDADO E RESPONSABILIDADE: COMO EXERCER O AMOR SEM NEGLIGENCIAR A SEGURANÇA E A SANTIDADE

Para viver esse plano de Deus, seguimos esses princípios:

1. Respeite os limites físicos: com 8 anos, não carregue por muito tempo, cuide da sua postura e da segurança da criança.

2. Respeite os limites da criança: se ela não quiser no momento, não force — espere o momento certo.

3. Mantenha o coração focado em Deus: sempre que abraçar ou acariciar, faça com o mesmo amor que Cristo tem por nós.

4. Resolva os conflitos entre o casal: não leve as mágoas para a relação com os filhos. Conversem, busquem a Deus juntos, e concordem em como cuidar deles.

5. Ensine a Palavra: mostre aos filhos, com o exemplo, que o amor de Deus se reflete no amor dos pais.

“E tudo o que fizerdes, seja em palavras ou em obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças por ele a Deus Pai.” (Colossenses 3:17)

CONCLUSÃO

Ser pai ou mãe é uma missão divina. 

Carregar os filhos nos braços, nos ombros ou no colo não é sinal de fraqueza — é sinal de que vocês estão imitando o Pai celestial, que nunca deixa de cuidar dos seus. 

Que nenhuma briga, nenhum ensinamento errado, nenhum medo os afaste desse chamado. 

Que os vossos lares sejam lugares de amor, de abraços e da presença de Deus.

LIVRO NÃO DEVE NADA A NINGUÉM

 

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.”

— Provérbios 22:1

Muitos vivem presos ao peso de contas, empréstimos e vergonha de não cumprir o que prometeram. Mas Deus não quer que você seja servo de ninguém, a não ser do Seu amor.

Este livro traz revelações profundas da Palavra de Deus, histórias reais de pessoas que saíram do endividamento e ensinamentos práticos para viver com honestidade, sabedoria e verdadeira liberdade. 

Não é apenas sobre dinheiro: é sobre honrar a Deus, cuidar do seu próximo e recuperar a paz que só Ele pode dar.

“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” — João 8:36


SUMÁRIO – 

1. A Palavra de Deus sobre a dívida e a liberdade

2. O dinheiro e o coração: o que Deus quer de nós

3. Não pagar dívida é pecado e desonestidade

4. A escravidão da dívida e a liberdade que Cristo dá

5. O bom nome vale mais que toda riqueza

6. Planejamento e sabedoria: o caminho para quitar

7. Busque ajuda: Deus usa pessoas para nos auxiliar

8. Como evitar novas dívidas

9. O perdão de Deus e o recomeço

10. Vivendo livres e honrando a Deus


LIVRO NÃO DEVE NADA A NINGUÉM

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 30/07/2026


APRESENTAÇÃO

Este livro não é apenas um guia financeiro comum. 

É uma mensagem que o Senhor colocou no meu coração, através da revelação do Espírito Santo, para libertar vidas do peso, da vergonha e da escravidão das dívidas. 

Tudo o que aqui escrevo está fundamentado na Palavra de Deus, e vem acompanhado de histórias reais que testemunham como o Senhor age quando nos voltamos para Ele com sinceridade, obediência e fé.

Muitos irmãos e irmãs vivem ansiosos, angustiados, com a consciência pesada e a paz roubada por causa de compromissos não cumpridos. 

Mas a Palavra de Deus nos mostra que não é vontade do Senhor que vivamos escravizados.

O caminho da liberdade existe, e ele começa por entender o que Deus diz sobre nossos bens, nossos deveres e nosso coração.

 

CAPÍTULO 1 – A PALAVRA DE DEUS SOBRE A DÍVIDA E A LIBERDADE

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” (Romanos 13:8)

Começamos por esta palavra que é clara e direta. 

O apóstolo Paulo não diz isso apenas como uma regra humana, mas como ordem do Senhor. 

A dívida não é apenas um problema financeiro: é uma questão espiritual, de caráter e de obediência. 

Quando devemos a alguém, não temos total liberdade, e a Palavra nos ensina que “o tomador de empréstimo é servo daquele que lhe empresta” (Provérbios 22:7).

O Senhor não proíbe completamente o empréstimo, mas alerta sobre os riscos e nos chama a viver com sabedoria, dentro dos limites que Ele nos dá. 

Muitas vezes contraímos dívidas não por necessidade urgente, mas por desejo de ter o que não precisamos, por querer parecer iguais aos outros, ou por falta de confiança que Deus proverá conforme a Sua promessa.

Uma história real: O peso do empréstimo por vaidade

Conheci um irmão chamado Jacó que trabalhava honestamente e tinha uma vida simples, abençoada por Deus. 

Mas quando viu que todos os seus amigos compravam carros novos, sentiu vergonha do seu veículo usado e resolveu fazer um empréstimo alto para trocá-lo. 

Não precisava de outro carro: o seu ainda servia muito bem. 

Mas o desejo de se igualar aos outros falou mais alto.

Em poucos meses, as parcelas começaram a pesar. 

Depois vieram as contas de manutenção, seguro e impostos do carro novo. 

Jacó teve que fazer outro empréstimo para pagar o primeiro, e depois outro mais. 

Em menos de um ano, devia mais do que ganhava em um ano inteiro. 

Parou de dar o dízimo, deixou de ajudar a obra do Senhor, e até evitava ir à igreja por vergonha.

Quando ele veio conversar comigo, chorou muito: 

Pastor, eu sabia que não devia fazer isso.

A Palavra de Deus já me avisava, mas eu não quis ouvir”. 

Ali oramos juntos, e mostrei-lhe que o primeiro passo não era arrumar dinheiro logo, mas se arrepender, reconhecer que errou e confiar que o Senhor não o abandona. 

CAPÍTULO 2 – O DINHEIRO E O CORAÇÃO: O QUE DEUS QUER DE NÓS

“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, ao qual alguns, tendo cobiçado, se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:9-10)

Todo o que temos vem de Deus. 

O dinheiro é um instrumento para sustentar nossa família, ajudar o próximo e honrar ao Senhor — mas nunca deve se tornar o nosso senhor. 

Muitas vezes caímos na armadilha de pensar que a nossa segurança, o nosso valor e a nossa felicidade dependem de quanto temos. 

Mas a Palavra nos lembra: 

Não vos ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões furtam e roubam; mas ajuntai-vos tesouros no céu…” (Mateus 6:19-20).

Quando deixamos o desejo por riquezas dominar nosso coração, abrimos brechas para o erro, para a desonestidade e para a falta de paz.

A dívida muitas vezes nasce de um coração que não se contenta com o que Deus já deu.

Uma história real: A confiança no Senhor em vez do lucro rápido

A irmã Terezinha trabalhava comércio e tinha uma vida modesta, mas abençoada. 

Um dia, alguém lhe ofereceu um “negócio certo”: investir um valor alto, com retorno de dobro em poucos meses. 

Para isso, ela teria que contrair um empréstimo muito grande.

— “É uma oportunidade única”, disseram-lhe. “Você vai ficar rica e não precisará mais se preocupar com dinheiro”.

Terezinha ficou tentada, mas resolveu orar e buscar a Palavra. Lembrei-lhe: “Quem corre atrás de lucro enganoso, não sabe que a pobreza virá sobre ele” (Provérbios 28:22). Disse-lhe também que se o negócio depende de dívida para começar, e promete ganhos muito altos sem esforço justo, não vem do Senhor.

Ela decidiu não aceitar a proposta. Poucos meses depois, descobriu que se tratava de um golpe: dezenas de pessoas perderam todo o dinheiro que haviam emprestado, e muitas ficaram endividadas por anos. 

Terezinha veio me agradecer, dizendo: “Se eu não tivesse ouvido a Palavra e o conselho do Senhor, hoje estaria destruída”.

CAPÍTULO 3 – NÃO PAGAR DÍVIDA É PECADO E DESONESTIDADE

“O ímpio toma emprestado e não paga; mas o justo usa de misericórdia e dá.” (Salmos 37:21)

Quando fazemos um acordo, firmamos uma palavra — e para quem serve ao Senhor, a palavra é sagrada. 

Não pagar o que se deve é uma forma de mentira e de roubo: ficamos com o que não é nosso, e causamos prejuízo ao próximo. 

Isso fere o coração de Deus, que é justo e verdadeiro.

Muitos dizem: “Mas eu não tenho condições de pagar!”. 

O Senhor não pede o que você não tem, mas pede sinceridade, humildade e esforço. 

Se não pode pagar tudo de uma vez, converse com quem lhe deve, explique sua situação e negocie um pagamento conforme o que você consegue. 

O que não pode é fugir, esconder-se ou fingir que não existe.

Uma história real: A restituição que trouxe a paz

O irmão Abel  trabalhava em uma empresa e, por necessidade momentânea, pegou dinheiro do caixa, pensando que devolveria logo. 

Mas os meses passaram, ele não conseguiu repor o valor, e acabou escondendo o fato. Quando a empresa fez a auditoria, descobriram o sumiço do dinheiro.

Abel foi demitido e processado. 

Sentia-se perdido: pensou que Deus nunca mais o aceitaria. 

Mas quando oramos juntos, mostrei-lhe que o Senhor perdoa quem se arrepende de verdade. Aconselhei-o a procurar o dono da empresa, pedir perdão e assumir o compromisso de devolver cada centavo, mesmo que demorasse anos.

Ele fez assim. 

O dono da empresa, vendo sua sinceridade, aceitou o acordo e até retirou a queixa. 

Abel trabalhou extra, cortou todas as despesas desnecessárias e, com a bênção de Deus, pagou tudo em quatro anos. 

Hoje ele diz: “O dia em que terminei de pagar foi o dia em que recuperei a paz e a dignidade. Deus honrou minha obediência”.

CAPÍTULO 4 – A ESCRAVIDÃO DA DÍVIDA E A LIBERDADE QUE CRISTO DÁ

“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36)

Jesus veio para nos libertar de todo tipo de escravidão — inclusive a das dívidas. 

Mas a liberdade espiritual anda junto com a nossa obediência. 

Não podemos pedir a bênção da liberdade enquanto mantemos atitudes que nos prendem.

A dívida rouba o nosso sono, a nossa alegria, impede-nos de servir ao Senhor com todo o coração e até afasta pessoas de Deus, ao verem nossa desorganização. 

Mas quando nos voltamos para Cristo, 

Ele nos dá sabedoria, força e oportunidades para reconstruir nossa vida.

Uma história real: Da escravidão ao livramento

Dona Rita ficou viúva cedo e, para sustentar os três filhos, fez vários empréstimos. Sem planejamento, as dívidas foram se acumulando até que não conseguia mais pagar nem as parcelas mínimas. 

Os credores a perseguiam, ela chorava todas as noites e pensou até em desistir.

Um dia, uma vizinha a convidou para a igreja. Ali ouviu a Palavra:

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41:10)

Aceitou Jesus como seu auxílio e começou a orar pedindo livramento.

Aconselhei-a a listar todas as dívidas, separar o que era essencial e o que não era, e negociar com cada credor. 

Deus tocou o coração de muitas pessoas: alguns aceitaram reduzir os juros, outros parcelar em mais tempo. 

Um irmão da igreja deu-lhe trabalho extra. 

Em pouco tempo, Dona Rita viu a mão de Deus agindo: um a um, os compromissos foram quitados. 

Hoje ela vive livre e diz: “O Senhor não me deu apenas dinheiro: 

Ele me deu confiança e mostrou que Ele é quem cuida de mim”.

CAPÍTULO 5 – O BOM NOME VALE MAIS QUE TODA RIQUEZA

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.” (Provérbios 22:1)

Muitas vezes, para conseguir mais bens, arriscamos nossa reputação: mentimos, omitimos, fazemos acordos que não podemos cumprir. 

Mas o bom nome — fruto da honestidade, da fidelidade e da integridade — é algo que nenhum dinheiro compra e nenhum credor pode tirar. 

Quando vivemos com verdade, Deus abre portas que o dinheiro não consegue abrir.

Uma história real: O caráter que abriu caminhos

O jovem Tiago trabalhava como vendedor e tinha uma oportunidade de ganhar uma comissão muito alta se omitisse um defeito em um produto. 

Ele pensou: “Se eu contar, perco a venda e o dinheiro”. 

Mas lembrou da Palavra:

O que anda com integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Provérbios 10:9).

Contou tudo ao cliente, explicou o problema e indicou um produto mais adequado, mesmo que desse menos lucro. 

O cliente, vendo sua honestidade, não só comprou o produto indicado como recomendou Tiago a amigos e empresários. 

Em pouco tempo, ele se tornou um dos vendedores mais respeitados da região. 

Tiago disse-me depois: “Eu pensei que perderia dinheiro, mas Deus me deu algo muito maior: confiança e portas abertas”.

CAPÍTULO 6 – PLANEJAMENTO E SABEDORIA: O CAMINHO PARA QUITAR

“Os planos do diligente certamente prosperam, mas todo aquele que se apressa certamente empobrece.” (Provérbios 21:5)

Deus não pede que sejamos desorganizados. 

Ao contrário: 

Ele nos deu a capacidade de planejar e administrar. 

Para sair das dívidas, precisamos de um plano claro: listar tudo o que devemos, saber quanto ganhamos, cortar gastos que não são necessários e cumprir o combinado. 

O plano não é confiança em nós mesmos, mas forma de buscar a bênção de Deus.

Uma história real: O plano que transformou uma vida

O casal Joãozinho  Marina vivia endividado e sem saber por onde começar. 

Gastavam mais do que ganhavam e nunca anotavam suas despesas. 

Aconselhei-os a fazer uma lista completa: cada dívida, cada gasto — até com doces, passeios e compras pequenas.

Ao ver tudo escrito, perceberam que gastavam muito com coisas que não precisavam: refeições fora, assinaturas não usadas, compras por impulso. 

Fizeram um orçamento: primeiro as necessidades básicas, depois o pagamento das dívidas, e só o que sobrasse para outros gastos. Cortaram o que não era essencial e trabalharam juntos no plano.

Em seis meses, já tinham quitado as dívidas menores. 

Em dois anos, estavam completamente livres. 

Hoje eles guardam parte do que ganham e dizem: 

O planejamento nos ensinou a valorizar o que Deus nos dá e a viver com paz”.

CAPÍTULO 7 – BUSQUE AJUDA: DEUS USA PESSOAS PARA NOS AUXILIAR

“Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio no teu fim.” (Provérbios 19:20)

Muitos têm vergonha de pedir ajuda, mas isso é orgulho. 

Deus coloca pessoas sábias ao nosso lado para nos guiar. 

Se você não sabe lidar com suas finanças, procure alguém que tem experiência e que vive conforme a Palavra de Deus. 

Não tenha medo de perguntar.

Uma história real: O conselho que salvou uma família

O irmão Manoel ia contrair um empréstimo para quitar outro, sem saber que assim só aumentaria seu débito. 

Mas antes de assinar o contrato, resolveu procurar-me. 

Expliquei-lhe que esse caminho só aprofundaria o problema, e mostrei como organizar seus pagamentos sem precisar de novo empréstimo.

Ele seguiu o conselho, e depois agradeceu muito:

Se eu tivesse feito aquele empréstimo, hoje estaria perdido. Deus usou você para me mostrar o caminho certo”.

CAPÍTULO 8 – COMO EVITAR NOVAS DÍVIDAS

“Não estejas entre os que se comprometem, nem entre os que ficam fiadores por dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” (Provérbios 22:26-27)

Depois de pagar as dívidas, o perigo é recair no erro. Para não voltar a se prender:

- Viva sempre dentro do que ganha;

- Separe um pouco para emergências;

- Espere antes de comprar algo caro, para não decidir por impulso;

- Confie que Deus proverá tudo o que precisar, na hora certa.

Uma história real: Quem aprende a lição não repete o erro

Dona Clara já tinha passado por dificuldades enormes por causa de dívidas. 

Quando finalmente ficou livre, resolveu mudar completamente sua forma de viver. 

Sempre que surge um desejo de comprar algo que não cabe no orçamento, ela ora e espera. Seis meses depois, se ainda precisar, procura comprar com o que economizou. 

Hoje ela diz: “Prefiro esperar na bênção de Deus do que me apressar e voltar à escravidão”.

CAPÍTULO 9 – O PERDÃO DE DEUS E O RECOMEÇO

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos limpar de toda a iniqüidade.” (1 João 1:9)

Se você errou, contraiu dívidas e não conseguiu cumprir o que prometeu: não pense que Deus o rejeita. 

O Senhor não olha para o seu erro, mas para o seu coração disposto a mudar. 

Arrependa-se, busque o perdão, faça o que estiver ao seu alcance — e Deus fará o restante. 

Ele pode restaurar o que parecia perdido.

Uma história real: O recomeço que Deus deu

O irmão Valdir perdeu tudo por causa de dívidas e de más escolhas. 

Pensou que não havia mais jeito. 

Mas ao orar, sentiu o amor de Deus dizendo: “Eu não te abandonei. 

Venha, vamos recomeçar”. 

Ele aceitou a graça de Cristo, assumiu suas responsabilidades e, com muito esforço e bênção do Senhor, reconstruiu sua vida e sua família. 

Hoje ele ajuda outras pessoas a saírem do mesmo caminho.

CAPÍTULO 10 – VIVENDO LIVRES E HONRANDO A DEUS

“E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas em glória, em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19)

A verdadeira liberdade não é ter muito dinheiro: é viver sem culpa, sem medo, cumprindo seus deveres e confiando que Deus cuida de você. 

Quando vivemos conforme a Palavra, não devemos nada a ninguém — a não ser o amor ao próximo. E esse amor, sim, nunca acaba.

Que este livro seja uma luz para sua vida. 

Que você saia da escravidão, recupere seu bom nome e viva inteiramente para o Senhor. 

Ele é quem nos dá a verdadeira prosperidade: a paz, a alegria e a presença d'Ele em todos os dias.

“Eis que eu estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20)

FIM

quarta-feira, 29 de julho de 2026

LIVRO AS TRÊS COBRAS MAIS PERIGOSAS – E AS ARMADILHAS QUE ELAS REPRESENTAM

Muitos conhecem as cobras mais letais do mundo físico: a Taipan-do-interior, a Cobra-marrom oriental e a Mamba-negra. 

Mas poucos percebem que existem "serpentes" muito mais perigosas, que não rastejam na terra, mas habitam corações, destroem laços e afastam vidas de Deus: a inveja, que corrói por dentro; a traição, que fere de surpresa; e a ingratidão, que fecha as portas das bênçãos.

Além delas, há outras armadilhas sutis: a mentira que engana como a Naja, e as preocupações que sufocam como a Anaconda. 

E há ainda as falsas doutrinas, as manipulações e os conselhos humanos que parecem certos, mas levam à ruína.

Neste livro, baseado na Palavra de Deus, em revelações do Espírito Santo e em histórias reais e autênticas de vidas transformadas, você vai entender:

✅ Como cada uma dessas "cobras espirituais" age e onde elas se escondem

✅ Quais brechas abrem as portas para elas entrarem na sua vida e na sua família

✅ O que a Bíblia ensina profundamente sobre como vencer cada tipo de mal

✅ Como usar a fé e a Verdade como antídoto eterno contra todo veneno espiritual

✅ Como vigiar e permanecer protegido, pois Jesus já deu poder para pisar em toda força do inimigo

Não deixe que o mal disfarçado destrua o que Deus construiu para você.

Aprenda a reconhecer as armadilhas, feche as brechas e caminhe livre, seguro e abençoado na presença do Senhor.

LIVRO: AS TRÊS COBRAS MAIS PERIGOSAS – E AS ARMADILHAS QUE ELAS REPRESENTAM

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

 Data: 29/07/2026


SUMÁRIO – CAPÍTULOS

Capítulo 1: As cobras que vemos e as que não vemos – a verdadeira face do perigo

Capítulo 2: Taipan-do-interior: o veneno mortal da INVEJA

Capítulo 3: Cobra-marrom oriental: a agilidade traiçoeira da TRAIÇÃO

Capítulo 4: Mamba-negra: a velocidade devastadora da INGRATIDÃO

Capítulo 5: Outras serpentes perigosas – a Naja que engana e a Anaconda que sufoca

Capítulo 6: Como essas "cobras" espirituais entram em nossa vida

Capítulo 7: Armadilhas humanas e falsas doutrinas – o veneno disfarçado de sabedoria

Capítulo 8: A Palavra de Deus como antídoto eterno

Capítulo 9: Histórias reais de libertação e vitória

Capítulo 10: Como vigiar e permanecer livre de todo mal


CAPÍTULO 1

AS COBRAS QUE VEMOS E AS QUE NÃO VEMOS – A VERDADEIRA FACE DO PERIGO

Quando falamos de cobras, nossa mente logo lembra as serpentes que rastejam na terra, com veneno capaz de matar em poucos minutos. Cientistas confirmam que a Taipan-do-interior, da Austrália, tem o veneno mais potente do mundo: uma única picada carrega toxina suficiente para ceifar a vida de mais de 100 pessoas. 

Depois vem a Cobra-marrom oriental, também australiana, rápida e agressiva, cujo veneno ataca o coração e o sistema nervoso. 

E a Mamba-negra, da África – veloz como poucos animais, capaz de dar várias picadas em segundos e levar alguém à morte se não houver socorro imediato. 

Há ainda a Naja, que levanta o pescoço, espalha o capuz e finge ser maior do que é, para enganar quem se aproxima; e a Anaconda, que não tem veneno, mas aperta até sufocar, tomando a força da vítima para si.

Mas há "cobras" muito mais perigosas – aquelas que não têm escamas, não rastejam no chão, mas vivem no coração humano e circulam entre as pessoas. 

Elas não matam apenas o corpo: destroem a alma, quebram famílias, apagam bênçãos e afastam você de Deus. 

O Espírito Santo me revelou, durante uma oração profunda, que as três cobras espirituais mais letais são a Inveja, a Traição e a Ingratidão.

A Bíblia começa sua história com uma serpente no Éden – e não era um animal qualquer: era o próprio diabo, usando a criatura para enganar. Gênesis 3:1 diz: “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito”. 

O diabo usa coisas que conhecemos para representar perigos que não enxergamos de primeira.

Um ditado popular diz: “A cobra não bate só por morder, bate por onde passa”. 

E os Provérbios nos ensinam muito sobre esses males: 

O ciumento não suporta ser igualado, e a sua língua fala sempre mal do que vê” (Provérbios 27:4, adaptado). 

Muitas pessoas gastam tempo e dinheiro se protegendo de animais peçonhentos, mas deixam a porta aberta para essas serpentes espirituais entrarem e dominarem sua vida.

Neste livro, baseado inteiramente na Palavra de Deus e em revelações que o Senhor me deu, vamos conhecer cada uma dessas cobras, como elas agem, de onde vêm e como podemos nos defender. 

Vamos ver também histórias reais de pessoas que foram picadas, mas encontraram cura em Jesus Cristo.

CAPÍTULO 2

TAIPAN-DO-INTERIOR: O VENENO MORTAL DA INVEJA

A Taipan-do-interior vive escondida em buracos e pedras, e muitas vezes a pessoa não percebe que está perto até ser picada. Seu veneno age devagar, mas vai destruindo todo o organismo até que não haja mais força. 

Assim é a inveja: ela se esconde no coração, parece não fazer mal no começo, mas vai corroendo tudo por dentro.

A Palavra de Deus é clara: 

Não te abras com ciúmes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade” (Salmos 37:1). 

E em Provérbios 14:30: “O coração tranqüilo é a vida do corpo, mas a inveja apodrece os ossos”.

Conheci Dona Marli, uma senhora de 62 anos que frequentava nossa igreja. 

Ela tinha uma filha que abriu uma pequena loja de roupas, e em pouco tempo o negócio prosperou. Os vizinhos começaram a falar: “Deve ser coisa de magia”, 

Ela não trabalha mais do que nós, por que Deus abençoa tanto ela?”. 

Uma vizinha, que era amiga de muitos anos, passou a vir à casa de Dona Marli com presentes e palavras doces – mas os olhos dela brilhavam de outra forma.

Em poucos meses, a loja começou a ter problemas: mercadorias desapareciam, clientes iam embora sem explicação, e a filha de Dona Marli ficou doente, com dores que nenhum médico explicava. 

Quando oramos, o Espírito Santo mostrou: a inveja daquela vizinha era o veneno que estava destruindo tudo. 

Como a Taipan, ela se aproximou sem ser notada, e seu sentimento maligno abriu brechas para o inimigo agir.

A inveja não quer o que você tem – ela quer que você não tenha. 

Ela não traz felicidade a quem sente, só destrói a quem é alvo e a quem carrega esse veneno. Como diz o provérbio antigo: 

A inveja é como o carvão: ou queima quem o carrega, ou mancha quem o toca”.

Deus diz em Provérbios 24:17: “Não te alegres quando o teu inimigo cair, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar”. 

Quem anda com Deus aprende a se alegrar com a bênção alheia, porque sabe que a sua também virá.

CAPÍTULO 3

COBRA-MARROM ORIENTAL: A AGILIDADE TRAIÇOEIRA DA TRAIÇÃO

A Cobra-marrom oriental é rápida: se se sente ameaçada, ataca antes que você consiga reagir.

E muitas vezes ela se esconde em lugares que parecem seguros – perto de casas, em jardins, onde confiamos estar livres de perigo. 

Assim é a traição: ela vem de quem você confia, chega de surpresa e deixa feridas profundas.

Jesus foi traído por Judas – um dos seus doze discípulos, que andou com ele por três anos, ouviu seus ensinamentos e viu seus milagres. 

E como foi a traição? Com um beijo – sinal de afeto e amizade (Mateus 26:48-49). 

A Bíblia diz em Salmos 55:12-14: “Pois não é um inimigo que me afronta – então eu suportaria; nem é quem me odeia que se levanta contra mim – então eu me esconderia dele. 

Mas tu, meu companheiro, meu guia e meu amigo íntimo! 

Nós tínhamos uma doce comunhão na casa de Deus, entre as multidões”.

Um irmão chamado Joel nos contou sua história: ele tinha um sócio que considerava como irmão. 

Começaram uma obra juntos, e 

Joel colocou todo o seu dinheiro e esforço. 

Mas quando o negócio começou a dar certo, o sócio falsificou documentos, tomou tudo e ainda espalhou mentiras para que 

Joel  parecesse o culpado. 

Eu pensei que estávamos no mesmo lado”, disse ele chorando. 

Não vi a picada chegar – era como se ele fosse eu mesmo”.

O Espírito Santo me mostrou que a traição é uma das armas mais usadas contra o povo de Deus: ela abala a confiança, destrói parcerias e faz pessoas duvidarem até da bondade do Senhor. 

Mas a Palavra garante: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que o teu coração deseja” (Salmos 37:3-4). Quem é traído por homens, nunca fica desamparado por Deus.

Como diz o ditado: “A faca que mais corta é a que vem da mão que você apertou”. 

Mas Jesus foi traído para que nós fôssemos salvos – e ele preparou um lugar onde a traição nunca mais existirá.

CAPÍTULO 4

MAMBA-NEGRA: A VELOCIDADE DEVASTADORA DA INGRATIDÃO

A Mamba-negra é conhecida por não parar: ela avança rápido, não volta atrás, e seu veneno age no sistema nervoso, fazendo a vítima perder a noção do que é real e do que é importante.

 Assim é a ingratidão: ela esquece rápido o que recebeu, não reconhece quem ajudou, e faz a pessoa perder o rumo da vida e da fé.

Na Bíblia, temos o caso dos dez leprosos que Jesus curou: todos foram limpos, mas só um voltou para agradecer – e era um estrangeiro (Lucas 17:11-19). 

O Senhor perguntou: 

Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove? 

Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?”.

Conheci uma jovem chamada Vanessa, que estava desempregada, sem casa e com um filho pequeno. 

Uma irmã da igreja acolheu ela, deu comida, roupas e ajudou a conseguir um emprego. 

Mas quando Vanessa começou a ganhar dinheiro, mudou de casa e nunca mais deu notícias. 

Quando a irmã ficou doente e precisou de ajuda, Vanessa nem quis saber: “Eu já me virei sozinha antes, agora ela que se vire”.

O Espírito Santo me mostrou: a ingratidão fecha as portas para novas bênçãos.

 Quem não reconhece o bem que recebeu, não merece mais – porque o coração endurece. Provérbios 17:13 diz: “Quem paga o bem com o mal, nunca afastará o mal da sua casa”. 

E o apóstolo Paulo adverte: “Sejam agradecidos” (Colossenses 3:15).

Muitas pessoas são assim com Deus também: quando estão doentes, pedem cura; quando precisam, pedem socorro; mas quando tudo vai bem, esquecem de orar, de agradecer e de viver conforme a sua Palavra. 

Como diz o provérbio: “Quem comeu o pão, logo esquece quem o assou”. 

Mas Deus não se esquece de quem o ama – e espera que também não nos esqueçamos dele.

CAPÍTULO 5

OUTRAS SERPENTES PERIGOSAS – A NAJA QUE ENGANA E A ANACONDA QUE SUFOCA

Além das três principais, há outras cobras que representam perigos espirituais muito comuns:

A Naja – a mentira que parece verdade

A Naja levanta o corpo, espalha o capuz e faz-se parecer maior e mais forte do que realmente é. Ela pode cuspir veneno à distância, enganando quem vê. 

Isso é a falsidade, a mentira e as doutrinas erradas.

O diabo é o “pai da mentira” (João 8:44). Ele usa pessoas que falam bonito, que parecem sábios, mas ensinam coisas contrárias à Palavra de Deus – como se a salvação viesse de dinheiro, ou de rituais, e não de fé em Jesus. 

Muitos caem nessa armadilha porque a mentira vem disfarçada de “nova revelação” ou “sabedoria humana”. 

Mas a Bíblia avisa: “Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:9).

A Anaconda – o sufocamento das preocupações e das dívidas

A Anaconda não tem veneno: ela envolve o corpo da vítima e aperta mais forte a cada respiração, até que não haja mais espaço para viver. 

Assim é o excesso de preocupação, o medo, as dívidas e o apego às coisas materiais. 

Eles vão apertando pouco a pouco, até que você não consegue mais respirar espiritualmente.

Jesus ensinou: “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?… 

Porque o vosso Pai celestial sabe que precisais de todas essas coisas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:31-33). 

Quem deixa as preocupações tomar conta, deixa Deus de lado – e isso é o que o inimigo quer.

CAPÍTULO 6

COMO ESSAS "COBRAS" ESPIRITUAIS ENTRAM EM NOSSA VIDA

Nenhuma cobra entra na nossa casa se nós deixarmos todas as portas e janelas fechadas. Do mesmo jeito, esses males não chegam sem que abramos alguma brecha. 

O Espírito Santo me revelou as portas mais comuns:

1. Falta de vigilância: Quando não lemos a Palavra e não oramos, não percebemos quando o mal se aproxima. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mateus 26:41).

2. Palavras mal ditas: Quando falamos mal de outros, comparamos ou desejamos o que não é nosso, chamamos a inveja e a discórdia. “A morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18:21).

3. Aceitar conselhos de quem não tem fé: Quem ouve só o que o mundo diz, acaba seguindo caminhos errados. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” (2 Coríntios 6:14).

4. Esquecer de agradecer: Quando não reconhecemos o bem, o coração fica duro e aberto à ingratidão.

Como diz o provérbio: “Quem abre a porta ao lobo, não pode reclamar que ele coma as ovelhas”.

 Deus nos deu o livre-arbítrio – mas também nos deu a Palavra para sabermos o que escolher.

CAPÍTULO 7

ARMADILHAS HUMANAS E FALSAS DOUTRINAS – O VENENO DISFARÇADO DE SABEDORIA

Hoje em dia, muitas pessoas usam o nome de Deus para ensinar coisas que não existem na Bíblia. 

Elas dizem que “basta dar dinheiro para ser abençoado”, ou que “se você sofre é porque tem pecado oculto”, ou ainda que “há caminhos diferentes para chegar ao céu”. 

Isso é como o veneno da Naja: parece inofensivo, mas mata a fé.

O Espírito Santo me mostrou que essas falsas doutrinas vêm de pessoas que querem poder, dinheiro ou fama – e elas são instrumentos do inimigo para afastar você da verdade. 

A Bíblia avisa: “Mas houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá entre vós falsos mestres que introduzirão secretamente heresias perniciosas, negando o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos rápida destruição” (2 Pedro 2:1).

Outra armadilha é confiar só na sabedoria humana. Muitos dizem: “Eu consigo tudo sozinho, não preciso de Deus”.

 Mas a Palavra diz: “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1 Coríntios 3:19). 

O diabo usa o orgulho, a ciência e a cultura para fazer as pessoas acharem que não precisam do Senhor – e isso é uma picada mortal.

Como diz o ditado: “Nem tudo o que brilha é ouro, nem tudo o que fala de Deus vem do céu”. Sempre compare o que ouvir com a Bíblia – se não estiver de acordo com a Palavra, é armadilha.

CAPÍTULO 8

A PALAVRA DE DEUS COMO ANTÍDOTO ETERNO

Não existe antídoto para todos os venenos naturais – mas existe uma defesa completa contra todas as cobras espirituais: a Palavra de Deus.

- Contra a inveja: “Eu vos digo: amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mateus 5:44). Quem ama não tem espaço para invejar.

- Contra a traição: “Mas eu vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” – e também: “Vingança é minha; eu recompensarei, diz o Senhor” (Romanos 12:19). Não se vingue: Deus cuida de tudo.

- Contra a ingratidão: “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vós” (1 Tessalonicenses 5:18). A gratidão mantém o coração aberto para mais bênçãos.

- Contra a mentira: “Conhecei a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). A verdade da Bíblia nunca muda.

- Contra o sufocamento: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:7). Entregue tudo a Deus.

Jesus disse: “Eis que vos dou poder para pisar cobras e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10:19). Esse poder não vem de mim, nem de nenhum homem – vem só de quem crê em Jesus.

CAPÍTULO 9

HISTÓRIAS REAIS DE LIBERTAÇÃO E VITÓRIA

A libertação da inveja

Um homem chamado Antônio trabalhava em uma obra e via seu colega ser promovido várias vezes. 

A inveja o consumia: ele falava mal do colega, fazia fofocas e até tentou prejudicá-lo. 

Mas quando ficou doente e teve que parar de trabalhar, foi o mesmo colega que o ajudou – levou comida, pagou remédios e orou por ele. Antônio chorou, pediu perdão a Deus e ao amigo, e hoje ele é um dos mais gratos pela bênção alheia. 

O veneno saiu do meu coração quando eu aprendi a amar como Deus ama”, disse ele.

Superando a traição

Um casal que conheci foi roubado e traído por um parente de confiança. 

Perderam quase tudo, e a dor era grande. Mas ao orar, lembraram-se de que Jesus perdoou quem o crucificou. 

Eles perdoaram o parente – e Deus abriu uma porta inesperada: um amigo de longa data apareceu com uma proposta de trabalho melhor do que a que tinham antes. 

A traição tentou nos destruir, mas Deus usou para nos levar a algo maior”, contou a esposa.

Da ingratidão à gratidão

Um jovem chamado  Michael 

foi abençoado com um emprego muito bom. 

Mas passou a achar que era graças ao seu esforço, e esqueceu de Deus e das pessoas que o ajudaram. 

Então perdeu o emprego, ficou doente e viu todos se afastarem. 

Quando se ajoelhou e pediu perdão, 

Deus ouviu: um ano depois, ele teve uma oportunidade ainda melhor – e hoje ele ajuda outros jovens e nunca deixa de agradecer ao Senhor.

CAPÍTULO 10

COMO VIGIAR E PERMANECER LIVRE DE TODO MAL

Para não ser picado por nenhuma dessas cobras espirituais, siga esses passos que o Espírito Santo me passou:

1. Leia a Bíblia todos os dias: Ela é a luz que mostra onde está o perigo. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para as minhas veredas” (Salmos 119:105).

2. Ore sem cessar: Fale com Deus sobre tudo, e peça proteção. “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).

3. Cuidado com o que entra no coração: Não ouça fofocas, não veja o que faz mal, não deseje o que não é seu. 

Guarda o teu coração acima de tudo, porque dele procedem as saídas da vida” (Provérbios 4:23).

4. Perdoe sempre: Quem guarda rancor, alimenta o veneno. “Perdoai, e sereis perdoados” (Lucas 6:37).

5. Confie só em Deus: Não ponha a sua esperança em pessoas, dinheiro ou poder – só no Senhor. 

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Lembre-se: as cobras terrestres podem ser perigosas, mas não podem tocar quem está sob a proteção de Deus. 

E as cobras espirituais? Elas fogem de quem anda com Jesus, porque ele já venceu todo o mal na cruz.

Que este livro abra os seus olhos, fortaleça a sua fé e te ajude a viver livre de todo veneno – hoje e sempre.

LIVRO O JUSTO CAI SETE VEZES E TORNA A LEVANTAR-SE

Cada queda se torna uma oportunidade para experimentar a graça, a força e a misericórdia de Deus. 

Quando todos pensam que acabou, o Senhor estende a Sua mão e levanta aquele que confia n'Ele.

Se hoje você se sente cansado, ferido ou desanimado, lembre-se: sua história não termina na queda. 

Enquanto Deus estiver com você, sempre haverá um novo começo.

O mesmo Deus que o sustentou ontem continuará fortalecendo seus passos hoje.

Não importa quantas vezes você caiu. O que importa é que, pela força de Deus, você pode se levantar mais uma vez.

A queda não define quem você é; o Deus que o levanta define o seu futuro.


LIVRO O JUSTO CAI SETE VEZES E TORNA A LEVANTAR-SE

Mas não é desculpa para permanecer no erro

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 29/07/2026


SUMÁRIO

Capítulo 1: O que realmente diz a Palavra: queda não é permissão para pecar

Capítulo 2: O exemplo de Salomão: sabedoria que se tornou desobediência

Capítulo 3: A graça liberta, não autoriza o pecado

Capítulo 4: A nova criatura em Cristo: a semente de Deus em nós

Capítulo 5: Armadilhas ocultas: amizades que nos levam a errar

Capítulo 6: Fugir da aparência do mal: o alerta que muitos ignoram

Capítulo 7: Quem cai e se levanta: histórias reais de restauração

Capítulo 8: Quem usa a graça como desculpa: histórias de quem se perdeu

Capítulo 9: O que o Espírito Santo revela sobre a queda e a permanência

Capítulo 10: Se levantar e não mais cair: o caminho da santidade


CAPÍTULO 1

O QUE REALMENTE DIZ A PALAVRA: QUEDA NÃO É PERMISSÃO PARA PECAR

“Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.” (Provérbios 24:16)

Muitos interpretam este versículo como se Deus dissesse: “Você pode errar quantas vezes quiser, que eu sempre te perdoo”. 

Mas esta não é a revelação da Palavra. 

O Senhor não diz que o justo cai sete vezes de propósito, nem que ele permanece caindo na mesma falha repetidamente. 

Ele diz que, mesmo quando cai, ele não fica no chão.

A diferença entre o justo e o ímpio não é que um nunca erra e o outro sempre erra. 

A diferença é a resposta à queda:

- O justo cai, reconhece o seu erro, se arrepende e busca a força de Deus para mudar.

- O ímpio cai, justifica-se, culpa os outros e continua no caminho que o destrói.

Quando lemos todo o versículo, vemos que ele contrasta a queda temporária do justo com a queda definitiva do ímpio. 

Não há aqui nenhuma permissão para viver no pecado. 

O apóstolo Paulo escreve com clareza: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça aumente? 

De maneira nenhuma! 

Porque os que já morremos ao pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:1-2).

Deus conhece a nossa fraqueza. 

Ele sabe que somos pó. 

Por isso, quando tropeçamos sem intenção, ou quando lutamos contra uma falha e caímos, 

Ele estende a mão para nos levantar. Mas Ele não aceita que usemos a nossa queda como uma desculpa para não lutar, para não mudar, para continuar fazendo o que sabemos que é errado.

O Espírito Santo me revelou isso em uma manhã de oração: “Diga ao meu povo: a minha misericórdia é o socorro para quem quer se levantar, não o assento para quem quer ficar caído”.

Quem usa a frase “o justo cai sete vezes” para continuar vivendo em desobediência, está distorcendo o sentido da Palavra, e está construindo a sua vida sobre areia. 

A queda não é uma rotina do cristão: é uma situação que ele luta para vencer, e que vence pela força de Deus.

CAPÍTULO 2

O EXEMPLO DE SALOMÃO: SABEDORIA QUE SE TORNOU DESOBEDIÊNCIA

Salomão é um dos maiores exemplos de como ninguém está livre de cair, mas também de como a queda não pode ser justificada. 

Ele começou a sua vida buscando a Deus. 

Quando se tornou rei, o Senhor apareceu-lhe e perguntou o que ele queria pedir. Salomão não pediu riquezas, nem morte dos seus inimigos: pediu “entendimento para discernir o bem e o mal” (1 Reis 3:9).

Deus amou o seu pedido, e deu-lhe sabedoria que ninguém jamais teve, além de riquezas e glória. 

Mas este mesmo homem, que escreveu Provérbios, que conhecia a Palavra melhor do que qualquer outro, caiu profundamente.

A Bíblia conta: “E sucedeu que, na velhice de Salomão, as suas mulheres o inclinaram a seguir outros deuses... e Salomão fez o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou após o Senhor, como Davi, seu pai” (1 Reis 11:4-6).

Por que o homem mais sábio do mundo errou tanto? 

Porque ele deixou de vigiar, e começou a achar que a sua sabedoria era suficiente. Ele conhecia a Palavra que dizia: “Não te farás deuses de prata e ouro”, mas pensou: “Eu sei o que é certo, mas posso fazer isso e depois me arrepender”. 

Ele conhecia o mandamento: “Não te casarás com elas, para que não inclinem o teu coração após os seus deuses”, mas achou que o seu amor por Deus era forte o suficiente para não ser influenciado.

Salomão não caiu porque era fraco. 

Caiu porque usou a sua posição e a sua graça como desculpa para relaxar. 

Ele pensou que, como Deus o tinha escolhido, podia viver como quisesse. 

Mas a sua queda nos ensina uma lição dura: conhecer a verdade não salva quem não a pratica.

No final da sua vida, depois de ver que tudo o que ele construiu com desobediência era vão, Salomão escreveu as palavras que nos chegam até hoje: 

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é a inteligência” (Provérbios 9:10). 

Ele aprendeu da pior forma: não importa quanto sabedoria, quanto dom ou quanto favor você tem, se você desobedece a Deus, você cai. E não há desculpa para isso.

CAPÍTULO 3

A GRAÇA LIBERTA, NÃO AUTORIZA O PECADO

Muitos pensam que a graça de Jesus é uma “licença” para errar. Dizem: “Deus é amor, Ele me perdoa, então não tem problema se eu fizer isso”. Mas a Palavra de Deus diz exatamente o contrário.

“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação para todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos sóbria, justa e piedosamente neste presente mundo” (Tito 2:11-12).

Veja bem: a graça não ensina a pecar. A graça ensina a deixar de pecar. Ela não diz “você pode errar”, diz “você foi libertado para não errar mais”.

Quando Jesus morreu na cruz, Ele não pagou o preço para que você continuasse vivendo como escravo do pecado. Ele pagou para que você fosse livre: “E se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Se você continua praticando o pecado que Ele já levou sobre si, você está voltando para a escravidão de onde Ele te tirou.

O Espírito Santo me deu uma ilustração: Imagine que você está preso em uma cela escura, acorrentado. 

Alguém vem, quebra as correntes, abre a porta e diz: “Você está livre, pode sair!”. 

Se você fica sentado no chão da cela, dizendo: “Ele já pagou a minha liberdade, então não importa se eu fico aqui”, você está desperdiçando o preço que ele pagou.

É isso que fazemos quando usamos a graça como desculpa. Jesus pagou com o seu sangue para que você não mais viva na mentira, na imoralidade, na raiva, na mentira. 

Se você continua fazendo essas coisas, você está dizendo que o seu sangue não teve valor suficiente para mudar você.

O apóstolo Pedro escreve: “Se, depois de terem escapado das corrupções do mundo pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam novamente envolver e vencer por elas, o seu último estado torna-se pior do que o primeiro” (2 Pedro 2:20). 

A graça não é um passe livre: é uma força para vivermos de forma digna de Deus.

CAPÍTULO 4

A NOVA CRIATURA EM CRISTO: A SEMENTE DE DEUS EM NÓS

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17)

Quem realmente encontra Jesus não é a mesma pessoa.

Não é que você deixa de ter sentimentos, de ter fraquezas, de enfrentar tentações. Mas o seu coração muda. 

O que antes você achava normal, agora te incomoda. 

O que antes você queria fazer, agora você quer fugir.

A Bíblia diz ainda: “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus” (1 João 3:9). Muita gente lê este versículo e diz: “Então ninguém é filho de Deus, porque todo mundo erra”. Mas precisamos entender o que a Palavra quer dizer.

Aqui, “não praticar o pecado” significa não viver no pecado como forma de vida. 

Quem tem a semente de Deus dentro de si, não se sente bem fazendo o mal. 

Quando erra, sente dor no coração, busca perdão, luta para não repetir. 

Quem não tem essa semente, peca e se sente bem, ou usa a graça como desculpa para continuar.

O Espírito Santo revelou-me: “A semente não muda de natureza. 

Se você planta uma semente de laranja, ela vai dar laranja, não vai dar limão. 

Se a semente de Deus está em você, o seu fruto vai ser da natureza de Deus: amor, perdão, santidade, verdade”.

Se você vive acostumado com a mentira, com a traição, com a desobediência, e não sente nenhuma dor, nenhum desejo de mudar, é porque a semente de Deus ainda não cresceu em você. 

Não é porque “é assim mesmo”, ou porque “o justo cai sete vezes”. 

É porque ainda não houve uma verdadeira transformação.

Jesus disse: “Conhece-los-eis pelos seus frutos” (Mateus 7:16). Quem tem Deus dentro de si, luta contra o pecado, não se justifica nele. 

A queda é uma exceção, não a regra.

CAPÍTULO 5

ARMADILHAS OCULTAS: AMIZADES QUE NOS LEVAM A ERRAR

Muitas vezes caímos não porque queremos, mas porque deixamos pessoas erradas influenciar o nosso caminho. 

A Bíblia alerta com muita clareza: 

Não vos enganeis: as más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33).

Eu conheci um irmão chamado Marcos, que fazia parte da nossa igreja há anos. 

Ele amava a Deus, era fiel nos dízimos, sempre ajudava os necessitados. 

Mas ele fez amizade com um grupo de colegas do trabalho que zombavam da fé, que viviam em festas, mentiras e traições.

Marcos dizia: “Eu sou forte, eu vou influenciar eles, não eles a mim”. 

Mas pouco a pouco, ele começou a ouvir as piadas contra Deus sem dizer nada. Depois, começou a faltar aos cultos para sair com eles. 

Depois, começou a fazer as mesmas coisas que eles faziam. 

Quando percebeu, já estava longe do Senhor.

Ele veio até mim muito triste, e disse: “Pastor, eu pensei que como eu era filho de Deus, nada ia me acontecer. 

Mas eu caí feio”. 

Eu lhe mostrei a Palavra: “Aquele que confia no seu próprio coração é um tolo, mas o que anda com sabedoria será salvo” (Provérbios 28:26).

As amizades não são neutras. 

Elas ou nos puxam para mais perto de Deus, ou nos afastam d'Ele. 

Muitas vezes, o diabo não usa um demônio para te atacar: ele usa uma pessoa que você ama, que te diz “isso não tem problema”, “Deus não vai ligar para isso”, “você merece se divertir um pouco”.

Quem quer se levantar e não mais cair, precisa aprender a escolher bem quem caminha ao seu lado. 

Não é para ser orgulhoso, nem para julgar os outros: é para proteger a sua fé. 

Como diz a Palavra: “Andai com os sábios, e sereis sábios, mas o companheiro dos tolos será confundido” (Provérbios 13:20).

CAPÍTULO 6

FUGIR DA APARÊNCIA DO MAL: O ALERTA QUE MUITOS IGNORAM

“Abstende-vos de toda a aparência do mal.” (1 Tessalonicenses 5:22)

Muitos dizem: “Mas eu não estou fazendo nada de errado! 

É só uma brincadeira, é só uma conversa, é só um lugar onde eu vou”. 

Mas a Palavra nos ensina a fugir até mesmo da aparência do mal. 

Se algo parece mau, se algo te leva a pensar no pecado, se algo faz com que os outros pensem que você não serve a Deus, é para ficar longe.

Eu conheci uma irmã chamada Beatriz. 

Ela dizia: “Eu não traio o meu marido, só converso com esse homem nas redes sociais. 

É só amizade”. 

Mas aquela conversa começou a tomar o lugar da oração, começou a fazer ela se interessar menos pelo seu casamento, começou a ferir o coração do seu esposo. 

Ela não tinha feito o erro ainda, mas já estava na aparência do mal — e logo depois, caiu.

O diabo não costuma chegar e dizer: “Venha, peca contra Deus!”. 

Ele chega devagar: “Isso não tem problema, é só um pouco, ninguém vai saber, você consegue controlar”. 

Ele te leva para perto do erro, pensando que você vai ficar bem ali. 

Mas ninguém resiste ao pecado quando fica perto dele.

José, o filho de Jacó, é o nosso exemplo. 

Quando a mulher de Potifar o chamou para pecar, ele fugiu. 

Ele não ficou discutindo, não ficou pensando “até onde eu posso ir sem errar”. 

Ele fugiu, porque sabia que a força não está em ficar de frente com a tentação: está em correr para longe dela.

Quem quer não cair, não testa até onde pode chegar. Ele obedece a Deus e foge de tudo o que pode levá-lo para longe do Senhor.

CAPÍTULO 7

QUEM CAI E SE LEVANTA: HISTÓRIAS REAIS DE RESTAURAÇÃO

A história de Antônio

Antônio era um homem que servia a Deus desde jovem. 

Mas ele passou por uma provação muito dura: perdeu o seu negócio, ficou doente, e as pessoas que ele mais confiava o traíram. 

No meio da dor, ele se afastou da igreja, começou a beber, a brigar, a dizer que Deus não existia.

Ele caiu, e caiu muito. 

Mas ele não ficou no chão. Um dia, ao passar em frente à igreja, ouviu o cântico e lembrou-se de como Deus tinha sido bom para ele. 

Ele entrou, se ajoelhou e chorou muito. 

Ele não inventou desculpas: disse: “Senhor, eu errei, eu me irritei contigo, mas eu não sei viver sem ti”.

Deus o levantou. Hoje Antônio testemunha: “Eu caí, mas não usei a queda como desculpa. 

Eu reconheci a minha fraqueza e busquei a força do Senhor. 

Ele não me julgou: Ele me abraçou e me deu um novo começo”.

A história de Joana

Joana viveu muitos anos no erro: usava drogas, vivia em relacionamentos errados, feriu muito a sua família. 

Quando conheceu Jesus, ela mudou de vida. Mas depois de alguns anos, encontrou uma amiga de antigamente, e acabou voltando a usar drogas. 

Ela caiu de novo.

Mas ela não disse: “Ah, eu já sou assim mesmo, não tem jeito”. 

Ela buscou ajuda, contou para a igreja, lutou com todas as forças. 

Hoje ela diz: “Eu caí porque fui descuidada. 

Mas aprendi: a queda é para aprender, não para ficar. Deus me deu força para lutar de novo, e hoje eu vigio muito mais”.

Estas histórias nos mostram: o justo cai, mas não permanece. Ele usa a sua queda para se tornar mais forte, mais humilde, mais dependente de Deus.

CAPÍTULO 8

QUEM USA A GRAÇA COMO DESCULPA: HISTÓRIAS DE QUEM SE PERDEU

A história de Rogério

Rogério sabia muito da Palavra. Ele falava sobre a graça, sobre o amor de Deus, sobre como o justo cai e se levanta. Mas ele vivia em adultério, mentia para a sua esposa e para a igreja. 

Quando alguém o alertava, ele dizia: “Não se preocupe, Deus é amor,

 Ele me perdoa. O justo cai sete vezes e se levanta”.

Ele usou a Palavra de Deus como desculpa para o seu pecado. 

Não quis se arrepender, não quis mudar. Até que um dia, a sua esposa descobriu tudo, saiu de casa, e ele perdeu a sua família. 

Depois, ficou doente, e até hoje vive sozinho, amargurado. 

Ele tinha a desculpa na boca, mas não tinha a graça no coração.

A história de Carla

Carla gostava de falar: “Eu sou nova criatura, não importa o que eu faça, Jesus morreu por mim”. 

Mas ela vivia mentindo, roubando, falando mal dos outros. 

Quando alguém a corrigia, ela dizia: “Você está julgando, a graça de Deus é maior”.

Ela confundiu a tolerância com a santidade. Pensou que como Deus é bom, ela podia viver como quisesse. 

Mas a Palavra diz: “Não vos enganeis: ninguém vos engane com palavras vãs, porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Efésios 5:6). 

Carla se afastou da igreja, e hoje não quer nem ouvir falar de Deus. Ela usou a graça como desculpa, e acabou perdendo o caminho.

Estas histórias nos alertam: não brinque com a Palavra de Deus. Não use o amor do Senhor como permissão para o mal.

CAPÍTULO 9

O QUE O ESPÍRITO SANTO REVELA SOBRE A QUEDA E A PERMANÊNCIA

Durante os anos de ministério, o Espírito Santo me deu estas revelações, que guardo no coração:

1. “A queda não é o seu destino: é apenas um tropeço no caminho. Mas se você fica deitado, o caminho deixa de ser o seu.”

2. “Eu perdoo o erro de quem luta. Mas não aceito a desculpa de quem não quer mudar.”

3. “A graça é o socorro para se levantar, não o travesseiro para descansar no chão.”

4. “Quem diz ‘eu não consigo mudar’, está dizendo que o meu sangue não tem poder para mudá-lo.”

5. “Sete vezes você cai, mas a cada vez que se levanta, eu te ensino a caminhar melhor. 

Mas se você não quer aprender, você vai cair sempre.”

Deus não quer que você viva caindo. 

Ele quer que você cresça, que se fortaleça, que vença. 

O versículo de Provérbios não é uma garantia de quedas: é uma garantia de que, se você quiser se levantar, 

Ele estende a mão.

CAPÍTULO 10

SE LEVANTAR E NÃO MAIS CAIR: O CAMINHO DA SANTIDADE

Como fazer para se levantar e evitar cair de novo? A Palavra de Deus nos mostra o caminho:

1. Reconheça o erro, sem desculpas

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos limpar de toda a iniqüidade” (1 João 1:9). 

Não culpe ninguém, não use versículos para se justificar. 

Diga: “Senhor, eu errei, preciso de ti”.

2. Busque a força de Deus, não a sua própria

“Achegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e vós, de coração duvidoso, purificai os corações” (Tiago 4:8).

3. Vigie e ore

Jesus disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

4. Escolha bem quem caminha com você

Fique perto de pessoas que te ajudam a ser mais parecido com Jesus, que te corrigem com amor, que oram por você.

5. Alimente a sua fé com a Palavra

“Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti” (Salmo 119:11). 

Quem conhece a Palavra e a pratica, tem força para resistir ao erro.

6. Não pare no primeiro tropeço

Se você caiu, levante-se hoje mesmo. 

Não espere “ficar melhor” para buscar a Deus: Ele te aceita exatamente como você é, mas não te deixa como você é.

CONCLUSÃO

O justo cai sete vezes, e se levanta. 

Mas ele se levanta para caminhar melhor, para lutar mais, para amar mais a Deus. 

A graça de Jesus não é para que você continue caindo: é para que você nunca mais precise ficar caído.

Que o Espírito Santo ilumine o seu coração, e que você nunca mais use a bondade de Deus como desculpa para o erro. 

Que você seja uma pessoa que, mesmo quando tropeça, se levanta e anda cada vez mais perto do Senhor.

“O Senhor te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma. 

O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.” (Salmo 121:7-8)

LIVRO NÃO LANCE AS PÉROLAS AO POUCOS

 

Muitas vezes, gastamos o melhor de nós mesmos, as verdades mais preciosas da Palavra de Deus, com pessoas que não querem, não podem ou decidem não reconhecer o valor daquilo que oferecemos. Isso não é falta de amor — é falta de discernimento.

Ao ler este livro, você vai entender:

✅ O que Jesus realmente quis ensinar com a frase "não lance as pérolas aos porcos"

✅ Como distinguir quem precisa de ajuda de quem só quer brigar e zombar

✅ Por que insistir com quem fecha a porta pode ferir o seu próprio coração

✅ Como guardar o que é santo e oferecê-lo apenas a quem tem fome de verdade

Com histórias reais, lições profundas da Bíblia, sabedoria dos Provérbios e revelações do Espírito Santo, este livro vai te ensinar a valorizar o tesouro que Deus confiou a você — e a saber exatamente onde colocá-lo.

“A sabedoria não está apenas em saber o que falar, mas em saber com quem falar.”


LIVRO NÃO LANCE AS PÉROLAS AO POUCOS

Base Bíblica: Mateus 7:6

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 29/07/2026


SUMÁRIO

1. O VALOR INCOMPARÁVEL DA SUA PÉROLA

2. QUEM NÃO CONHECE O VALOR NUNCA CUIDARÁ DO BEM

3. A DIFERENÇA ENTRE QUEM NÃO ENTENDE E QUEM SE RECUSA A ENTENDER

4. NÃO PERCA SUA ENERGIA COM DISCUSSÕES VAZIAS

5. QUANDO A SUA VERDADE SE TORNA ALVO DE ATAQUES

6. DISCERNIMENTO: O DOM QUE PROTEGE O QUE É SANTO

7. HISTÓRIAS DE QUEM APRENDEU A GUARDAR SUAS PÉROLAS

8. O QUE ACONTECE QUANDO INSISTIMOS EM LANÇAR AO QUE NÃO QUER RECEBER

9. COMO RECONHECER QUEM ESTÁ PRONTO PARA O VALOR DO EVANGELHO

10. GUARDE O QUE DEUS LHE CONFIOU: A SUA MAIOR SABEDORIA


Muitas vezes gastamos nossa energia, nossa paz e os tesouros espirituais que Deus nos confiou tentando convencer quem já decidiu não ver, não ouvir e não valorizar. 

Passamos horas explicando, provando e insistindo — e no fim, só recebemos zombaria, rejeição e dor.

Mas Jesus não nos ensinou a desprezar pessoas: Ele nos ensinou a discernir.

Este livro não é um chamado para fechar o coração, mas para abrir os olhos. 

Você vai entender por que aquilo que custou tanto para chegar até você não deve ser desperdiçado em discussões vazias; vai reconhecer a diferença entre quem ainda não entendeu e quem se recusa a entender; e vai aprender a guardar o que é santo até encontrar corações prontos para receber.

Com histórias reais, revelações profundas da Palavra de Deus, sabedoria dos Provérbios e orientações do Espírito Santo, o pastor Carlos Alberto  mostra que proteger a sua fé não é egoísmo: é obediência e amor ao que Deus fez em sua vida.

Não permita que ninguém pise naquilo que custou o sangue de Jesus.

Aprenda a guardar a sua pérola, e entregue-a apenas a quem souber reconhecer o seu verdadeiro valor.

 

CAPÍTULO 1 – O VALOR INCOMPARÁVEL DA SUA PÉROLA

“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.” (Mateus 7:6)

Jesus não está aqui falando de desprezar pessoas. 

Ele está ensinando a discernir ambientes, corações e momentos. 

Para entender bem essa palavra, precisamos primeiro compreender o que era uma pérola no tempo em que Ele falou.

Hoje existem fazendas de cultivo de pérolas, elas são mais acessíveis. 

Mas naquele tempo, uma pérola era algo raro, frágil e caríssimo. 

Ninguém conseguia criá-las: elas surgiam por acidente, quando um grão de areia ou um parasita entrava na concha de uma ostra em mares profundos. 

A ostra demorava anos para cobrir aquele corpo estranho com camadas de nácar, formando a joia. 

Para encontrá-la, mergulhadores arriscavam a vida, desciam a profundidades perigosas, muitas vezes enfrentando tubarões ou ficando sem ar. 

E quando a achavam, era um tesouro que valia mais do que terras, casas ou servos.

Quando Jesus usa essa imagem,

Ele quer nos mostrar: aquilo que Deus colocou dentro de você, a sua fé, a sua verdade, a sua experiência com Ele, é uma pérola rara, custosa e preciosa. 

Não é algo que você criou por si mesmo: foi Deus quem formou, lapidou e entregou aos seus cuidados.

O ditado popular diz: “O que não tem preço, não se vende a qualquer preço”. E a Palavra de Deus confirma em Provérbios 3:15: “Mais preciosa é ela do que as jóias; e tudo o que se pode desejar não se pode comparar com ela”.

O Espírito Santo me revelou, em uma madrugada de oração: “Filho, muitos querem receber o que é Meu, mas poucos querem pagar o preço para guardá-lo. 

A pérola não serve para alimentar quem só procura o que é material; ela serve para iluminar quem procura a Mim”.

Muitas vezes nós nos frustramos porque damos o melhor de nós, damos a palavra de Deus, damos o nosso conselho, e as pessoas não dão valor. 

Mas a frustração não vem da rejeição: vem de nós mesmos, por não reconhecermos o quanto vale o que temos nas mãos.

Advertência para sua vida: 

Se você não souber o valor daquilo que Deus lhe deu, ninguém mais saberá. 

Aprenda primeiro a admirar a sua própria pérola, antes de oferecê-la a quem não vai cuidar dela.

CAPÍTULO 2 – QUEM NÃO CONHECE O VALOR NUNCA CUIDARÁ DO BEM

Imagine a cena que Jesus descreve: alguém pega uma pérola de valor incalculável e joga diante de porcos. 

O porco olha, cheira, percebe que não é ração, não é comida, e logo a pisa no chão, ou até se vira contra quem a lançou.

Não é que o porco seja mau: ele não tem capacidade de reconhecer uma joia. Ele foi criado para procurar alimento, para viver no lodo. 

Pedir que ele valorize uma pérola é o mesmo que pedir a quem só vive para as coisas do mundo que entenda o que é espiritual. 

Como diz 1 Coríntios 2:14: “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque se discernem espiritualmente”.

Lembro de uma história real que vivi aqui no ministério: um homem chamado Avaci.

que conheci há anos. 

Ele tinha passado por uma cura milagrosa: sofreu de câncer em fase terminal, os médicos já não tinham mais esperanças, mas oramos, e Deus o restaurou completamente. 

Ele sabia o quanto Deus tinha feito por ele, e passou a contar a sua história para todos os lugares.

Um dia ele foi conversar com um vizinho, que vivia de festas, bebidas e brigas. 

Avaci contou sobre a cura, sobre o amor de Deus, sobre como Jesus podia mudar a sua vida. 

O vizinho riu, disse que era “coisa de gente fraca”, que “Deus não existe, se existisse não deixava tanta gente sofrer”. 

E ainda zombou: “Se o seu Deus é tão bom assim, por que não me dá um carro novo? Aí eu acreditava”.

Avaci ficou muito triste, e veio me procurar. 

Eu lhe disse: “Irmão, você tem uma pérola que custou a sua própria vida para ser reconhecida. Esse homem não está pronto para ver o seu valor. 

Ele está procurando coisas que servem para consumir, não para guardar. 

Não jogue o seu tesouro diante de quem só quer pisar nele”.

O ditado popular ensina: 

Quem não sente o gosto, não sabe o valor”. 

E Provérbios 9:7-8 diz: “O que repreende o escarnecedor recebe afronta sobre si; e o que corrige o ímpio, recebe a sua mancha. 

Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará”.

O Espírito Santo me lembrou: 

Você não precisa provar o valor da pérola para quem não tem olhos para ver. 

A sua função não é convencer quem já decidiu não crer: é guardar o que é santo e entregá-lo a quem tem coração para receber”.

Advertência para sua vida: 

Não perca tempo tentando fazer com que alguém veja o que Deus fez na sua vida, se essa pessoa só quer ver o que é do mundo. 

O problema não está na sua história: está na visão de quem não quer enxergar.

CAPÍTULO 3 – A DIFERENÇA ENTRE QUEM NÃO ENTENDE E QUEM SE RECUSA A ENTENDER

Muitas vezes confundimos quem ainda não entendeu com quem decidiu não entender. 

E essa confusão nos faz desperdiçar muita força e muito amor.

Jesus não mandou abandonar quem está perdido, quem ainda não conhece a verdade, quem tem dúvidas e quer aprender. 

Ele mandou discernir quem deliberadamente rejeita o que é santo.

Como diferenciar?

- Quem não entende pergunta com humildade, ouve com atenção, busca entender melhor.

- Quem se recusa a entender interrompe, discute por discutir, zomba, usa argumentos para atacar, não para aprender.

Lembro de uma outra história real: 

uma senhora chamada Mariana, que participava dos nossos cultos. 

Ela tinha uma filha que vivia com muitos problemas no casamento, e procurou a mãe para conversar. 

Mariana começou a falar sobre o perdão, sobre a paciência, sobre como Deus podia restaurar a família. 

A filha ouviu, fez perguntas, disse que não entendia algumas coisas, mas queria saber mais. 

Mariana continuou falando, orando, e com o tempo a filha foi mudando, e hoje tem um casamento restaurado.

Mas houve outra situação: um homem chamado Antônio, que veio ao culto algumas vezes. 

Eu falei com ele sobre o arrependimento, sobre como Deus queria mudar o seu coração. 

Ele não perguntou nada: logo começou a dizer que “isso é coisa de passado”, que “cada um vive como quer”, que “Deus não se importa com detalhes”. 

Quando tentei explicar melhor, ele se levantou, disse que não precisava de lições, e saiu zombando.

No primeiro caso, era uma pessoa que precisava de luz. No segundo, era uma pessoa que fechou os olhos para não ver a luz.

A Palavra diz em Provérbios 18:15: “O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a ciência”. 

E o ditado popular diz: “Não se ensina sabedoria a quem prefere a ignorância”.

O Espírito Santo me revelou: “A paciência é para quem quer aprender; o silêncio sábio é para quem quer discutir. Não confunda misericórdia com insistência inútil”.

Advertência para sua vida: 

Não trate quem quer aprender da mesma forma que quem quer brigar. 

Entregar a sua pérola a quem tem sede é bênção; entregá-la a quem tem ódio da verdade é desperdício e dano para você.

CAPÍTULO 4 – NÃO PERCA SUA ENERGIA COM DISCUSSÕES VAZIAS

Quantas vezes nós ficamos cansados, com a alma esgotada, porque passamos horas tentando provar algo para quem não quer aceitar? 

Pensamos: “Se eu falar mais uma vez, se eu achar um argumento melhor, se eu explicar devagar, ele vai entender”. 

Mas não vai.

Nem toda rejeição pede uma nova explicação. Nem toda porta fechada precisa ser arrombada. Nem toda discussão merece a sua energia.

Lembro de quando eu estava começando no ministério, há mais de 20 anos. 

Eu tinha muita sede de salvar todos, de convencer todos. 

Uma vez, em uma praça, comecei a conversar com um grupo de homens que bebiam e zombavam da fé. 

Falei por mais de duas horas, usei todos os versículos que sabia, todos os exemplos que lembrava. 

E o resultado? 

Eles riram mais, disseram que eu era “sonhador”, e um deles ainda me empurrou. Cheguei em casa muito cansado, me sentindo fracassado.

O Senhor me falou na oração: 

Filho, você gastou a sua força, a sua voz e a sua paz para quem não pediu e não quis receber.

A sua missão não é brigar com quem não quer Me conhecer: é anunciar a verdade e deixar que cada um escolha o caminho”.

A Bíblia diz em 2 Timóteo 2:23-24: “Rejeita as questões insensatas e sem instrução, sabendo que elas geram contendas. 

Ora, o servo do Senhor não deve contender, mas sim ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente”.

O ditado popular ensina: 

Quem explica para quem não quer ouvir, cansa a si mesmo em vão”. 

E Provérbios 26:4 diz: “Não respondas ao tolo segundo a sua loucura, para que não sejas semelhante a ele”.

O Espírito Santo me mostrou: “A sua força é um tesouro também. 

Guarde-a para o que edifica, para quem busca a verdade, para a obra que Eu te confiei. Não a desperdice em vento”.

Advertência para sua vida: Se você já falou, já explicou, já orou, e a pessoa continua a discutir e a rejeitar, pare. 

A sabedoria está em saber quando parar, não em provar que você tem razão.

CAPÍTULO 5 – QUANDO A SUA VERDADE SE TORNA ALVO DE ATAQUES

Quando lançamos a pérola diante de quem não quer valorizá-la, não só ela é pisada: muitas vezes quem a lançou também sofre. Jesus disse que os porcos “voltando-se, vos despedacem”.

Isso acontece muito: nós damos o nosso melhor, contamos a nossa experiência, falamos o que Deus nos disse, e a pessoa não só rejeita como começa a atacar você, a difamar, a inventar mentiras, a virar outros contra você.

Conheci uma irmã chamada Ninar que trabalhava com ajuda a crianças carentes. 

Ela contou para uma conhecida como Deus tinha chamado ela para essa obra, como Ele tinha suprido tudo o que precisava. 

A conhecida não só não deu valor como começou a dizer que Ninar fazia isso só para aparecer”, que “usava a religião para ganhar dinheiro”, e até falou mal dela para outras pessoas. 

Ninar ficou muito ferida, quase desistiu da obra.

Eu lhe disse: “Irmã, quando você entrega o que é santo a quem não quer receber, não se surpreenda se for atacado. 

O coração que rejeita a verdade sempre ataca quem a traz. 

Mas a culpa não é sua: é de quem não soube receber”.

A Palavra diz em João 15:18-19: “Se o mundo vos odeia, sabei que a mim odiou antes do que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas porque não sois do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por isso o mundo vos odeia”.

O ditado popular diz:

Quem carrega luz, atrai olhares de quem prefere a escuridão”. 

E Provérbios 9:12 lembra: “Se és sábio, és sábio para ti mesmo; se és escarnecedor, só tu o sofrerás”.

O Espírito Santo me deu essa revelação: 

Não se culpe por ser atacado quando fala a verdade. 

O ataque não é contra você: é contra a pérola que você carrega. 

Se eles não aceitam o que é Meu, nunca aceitarão quem é Meu”.

Advertência para sua vida: 

Não se assuste nem se culpe se for rejeitado ou atacado por falar daquilo que Deus fez. 

O problema não está na sua mensagem: está no coração de quem não quer aceitar a Deus.

CAPÍTULO 6 – DISCERNIMENTO: O DOM QUE PROTEGE O QUE É SANTO

Para não desperdiçar as suas pérolas, você precisa de discernimento. 

Não é um dom que só alguns têm: é algo que Deus quer dar a todos os que pedem.

Como crescer no discernimento?

- Conhecendo a Palavra de Deus: ela é a base para distinguir o certo do errado, o verdadeiro do falso.

- Orando e pedindo ao Espírito Santo que abra os seus olhos.

- Observando o coração das pessoas, não só as palavras que elas dizem.

Um dia, eu estava em uma reunião de líderes, e um irmão queria convidar um homem muito conhecido na cidade, que vivia de escândalos e falsas doutrinas, para falar na nossa igreja. 

Ele disse: “Vamos dar uma chance para ele, quem sabe ele muda”.

Eu orei, e o Senhor me deu discernimento: esse homem não queria aprender, queria apenas usar a igreja para ganhar mais seguidores e espalhar as suas ideias. 

Eu expliquei isso aos irmãos, e não o convidamos. 

Depois descobrimos que ele tinha feito o mesmo em outras igrejas, causando confusão e divisão.

A Bíblia diz em Hebreus 5:14: “O alimento sólido, porém, é para os homens perfeitos, os que pelo uso têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”. E Tiago 1:5 promete: “Se algum de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o censura, e ser-lhe-á concedida”.

O ditado popular ensina: “Mais vale um olhar sábio do que cem ouvidos ingênuos”.

O Espírito Santo me revelou: “O discernimento não é julgar o coração alheio: é reconhecer o que serve para a edificação e o que serve para a destruição. É proteger a si mesmo e ao rebanho”.

Advertência para sua vida: Não confie só no seu coração ou na sua vontade de ajudar.

Peça a Deus discernimento antes de falar, antes de compartilhar a sua vida, antes de entregar o que Ele lhe confiou.

CAPÍTULO 7 – HISTÓRIAS DE QUEM APRENDEU A GUARDAR SUAS PÉROLAS

Vou contar agora três histórias reais, de pessoas que passaram pelo nosso ministério, e que aprenderam da forma certa como guardar o que é precioso.

História 1: A irmã Rosália e a família

Rosália se converteu há 10 anos. 

A sua família toda era contra a fé: zombavam dela, escondiam a sua Bíblia, diziam que ela tinha “ficado louca”. 

Por muito tempo ela tentou convencer todos, falava de Deus em todas as reuniões de família, chorava, orava, mas só recebia rejeição.

Ela veio conversar comigo, e eu lhe disse: “Irmã, não deixe de amar a sua família, não deixe de orar por eles. 

Mas guarde a sua experiência mais profunda, os seus segredos com Deus, para quem sabe receber. Viva a sua fé com testemunho, não com discussões”.

Ela obedeceu: parou de brigar, continuou amando, ajudando, orando. 

Hoje, três anos depois, o seu filho mais velho se converteu, e a sua mãe começou a vir aos cultos. 

Quando perguntei para o filho o que o fez mudar, ele disse: “Não foi o que ela falou: foi como ela viveu, com paz mesmo quando nós a maltratávamos”.

História 2: O irmão Mário e os amigos

Mário era jovem, tinha acabado de se entregar a Jesus. 

Os seus amigos da época de escola viviam pedindo para ele ir às festas, e quando ele não ia, zombavam da sua fé. 

Ele queria muito que eles conhecessem Deus, então contava todos os detalhes da sua conversão, todas as revelações que tinha tido. Mas eles só riam e usavam as suas palavras para fazer piadas.

Ele aprendeu a guardar o que era santo: continuou sendo amigo, ajudava quando precisavam, mas não falava mais das coisas profundas de Deus para quem só queria zombar. 

Um dia, um dos amigos ficou muito doente, e procurou Mário:

 “Eu vi como você é diferente, como tem paz. Me fala desse Deus que você tem”. 

Hoje esse amigo é um líder na igreja.

História 3: O casal Lúcia e Paulo

Eles passaram por uma grande restauração no casamento, depois de quase se separarem. Contaram a sua história para muitos conhecidos, e um casal amigo começou a criticar: “Isso não existe, casamento assim não dura, vocês só estão fingindo”.

Eles pararam de falar os detalhes da sua caminhada, continuaram vivendo o amor de Deus. 

Tempos depois, esse casal amigo passou por uma crise muito grave, e procurou eles pedindo conselho. 

Dessa vez, eles ouviram com humildade, porque precisavam daquela pérola.

A Palavra confirma em Eclesiastes 3:1,6: “Tudo tem o seu tempo, e há tempo para todo propósito debaixo do céu… tempo de guardar, e tempo de lançar fora”.

Advertência para sua vida: Guardar a sua pérola não é falta de amor: é sabedoria. O momento certo de entregar virá quando o coração estiver pronto para receber.

CAPÍTULO 8 – O QUE ACONTECE QUANDO INSISTIMOS EM LANÇAR AO QUE NÃO QUER RECEBER

Muitas vezes insistimos, pensamos que se fizermos mais, se falarmos mais, se orarmos mais, a pessoa vai mudar. 

Mas a insistência fora do tempo de Deus traz consequências ruins.

O que acontece?

- Você perde a sua paz, a sua alegria, a sua força espiritual.

- A pessoa que você tenta convencer acaba endurecendo mais o coração, porque vê a sua ansiedade e não a presença de Deus.

- A sua mensagem perde o valor, porque é vista como uma “cobrança” ou uma “briga”.

- Você pode acabar sendo usado pelo inimigo para espalhar confusão, sem querer.

Lembro de um homem chamado Moisés, que conheci em outra cidade. 

Ele insistiu por anos em falar com um parente que odiava a fé. 

Chegou a passar noites em claro, a brigar com outros parentes por causa disso. 

O resultado? 

O parente se afastou ainda mais, e Moisés ficou com depressão, perdeu a alegria de servir a Deus.

Quando ele procurou ajuda, eu lhe mostrei Mateus 10:14: “E quem não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, saindo daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés”. Sacudir o pó não é ódio: é não levar para si a responsabilidade da rejeição alheia.

O ditado popular diz: “Quem insiste no erro, acaba perdendo o que é certo”. 

E Provérbios 29:1 diz: “O homem que muitas vezes é repreendido e endurece a cerviz, de repente será destruído, sem remédio”.

O Espírito Santo me mostrou: “A sua responsabilidade é anunciar a verdade. 

A responsabilidade de aceitar ou rejeitar é de cada um. Não carregue o peso que não é seu”.

Advertência para sua vida: 

Não lute contra a porta que Deus fechou para proteger você e para chamar a pessoa ao arrependimento. 

Respeite o livre-arbítrio, e guarde o seu coração.

CAPÍTULO 9 – COMO RECONHECER QUEM ESTÁ PRONTO PARA O VALOR DO EVANGELHO

Como saber quem está pronto para receber a sua pérola? O Espírito Santo nos dá sinais claros:

1. Quem tem sede: Procura saber mais, pergunta com humildade, reconhece que não sabe tudo.

2. Quem valoriza o tempo com Deus: Dá atenção à Palavra, quer orar, quer mudar.

3. Quem aceita a correção: Quando é repreendido com amor, não fica bravo: pensa, reflete, pede perdão.

4. Quem quer ser transformado: Não quer só ouvir histórias: quer mudar a sua vida.

Conheci um jovem chamado Gabriel, que veio ao culto depois de perder o emprego e a família. Ele não zombou: sentou no fundo, ouviu tudo, e depois veio falar comigo: 

Pastor, eu vejo que vocês têm algo que eu não tenho. 

Me ensine a encontrar Deus”. 

Hoje ele é um missionário, e leva a mesma palavra para outros.

A Bíblia diz em Mateus 5:6: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. E em João 7:37: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.

O ditado popular ensina: “A água só serve para quem tem sede; a verdade só serve para quem tem humildade”.

O Espírito Santo me revelou: “Não procure quem quer ouvir: espere por quem quer receber. 

A pérola brilha ainda mais nas mãos de quem sabe agradecer”.

Advertência para sua vida: 

Não corra atrás de quem não quer. 

Espere por quem tem o coração aberto: para esses, entregue tudo o que Deus lhe confiou.

CAPÍTULO 10 – GUARDE O QUE DEUS LHE CONFIOU: A SUA MAIOR SABEDORIA

Para terminar, volto à palavra de Jesus: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos”.

Isso não é crueldade: é amor a você e respeito a Deus. Aquilo que Ele fez na sua vida, a salvação, a paz, a alegria, a verdade que você conhece, é um tesouro que Ele colocou sob a sua guarda.

Proteja o que é precioso. 

Valorize o que custou caro: custou o sangue de Jesus, custou a sua caminhada, as suas lutas, as suas orações. 

Aprenda a diferenciar quem precisa de uma explicação e quem só procura uma oportunidade para pisar no que você carrega.

Não deixe que ninguém tire o brilho da sua fé. Não deixe que ninguém faça você achar que o que Deus tem não vale nada. 

O mundo precisa da sua pérola, mas só quem está pronto vai saber cuidar dela.

A Palavra final é de Provérbios 4:23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida”.

O Espírito Santo me deu essa mensagem para você: “Filho, você é o guardião de um tesouro eterno. 

Não o desperdice. Guarde-o com sabedoria, entregue-o com amor, e Eu te recompensarei com a alegria de ver muitas vidas transformadas”.

Última advertência para sua vida: 

A maior sabedoria não é saber falar muito: é saber quando falar, quando ouvir e quando guardar o que é santo. 

Que Deus lhe dê todo o discernimento necessário!

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