sexta-feira, 7 de agosto de 2026

LIVRO A MENTIRA PODE SER PEQUENA NOS LÁBIOS, MAS CAUSA GRANDES FERIDAS

Muitas vezes olhamos para uma mentira como algo inofensivo — uma forma de escapar de um problema, de não decepcionar alguém ou de parecer melhor do que realmente somos. Mas a Palavra de Deus nos alerta: a mentira nunca é apenas “um pequeno detalhe”.

Ela rompe a confiança que levou anos para ser construída, fere corações que amamos, cria distância entre nós e o Senhor, e transforma-se em uma teia que cada vez mais nos aprisiona. Deus é a própria Verdade, e todo aquele que vive na mentira afasta-se da Sua presença.

Este livro nos leva a refletir sobre o poder destrutivo da mentira — mesmo aquela que parece insignificante — e nos mostra o caminho da verdade, da sinceridade e da liberdade que só existe quando vivemos de acordo com o coração de Deus.

Que estas palavras ajudem você a escolher a verdade, pois só ela cura feridas, restaura relacionamentos e mantém nossos pés no caminho do Senhor.


LIVRO A MENTIRA PODE SER PEQUENA NOS LÁBIOS, MAS CAUSA GRANDES FERIDAS

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

 Data: 07/08/2026

Sumário

Capítulo 1: Seis coisas que Deus odeia — e a língua mentirosa está entre elas

Capítulo 2: A mentira começou no céu — a origem de todo engano

Capítulo 3: Não existe mentira pequena — toda mentira é rebelião

Capítulo 4: A mentira que separa corações — o fim da confiança

Capítulo 5: Mentiras religiosas — quando se fala de Deus mas não se vive a verdade

Capítulo 6: A mentira que encadeia — um engano leva a outro, e depois a outro

Capítulo 7: Verdade que dói por um momento, mentira que dói a vida inteira

Capítulo 8: Grandes homens de Deus que caíram pela mentira — lições que não podemos esquecer

Capítulo 9: O caminho de volta — arrependimento real e a graça que restaura

Capítulo 10: Caminhando na luz — a liberdade de quem não precisa mais esconder nada


Capítulo 1

Seis coisas que Deus odeia — e a língua mentirosa está entre elas

“Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.”

— Provérbios 6:16-19

Muitas pessoas pensam assim: “Eu não roubo, não mato, não cometo adultério — então estou bem diante de Deus. 

Aquela minha mentirinha não é nada demais, não vai fazer mal a ninguém.”

Mas quando abrimos a Palavra do Senhor, vemos algo que deveria nos fazer parar e refletir profundamente: 

Deus coloca a língua mentirosa na mesma lista de coisas que Ele odeia, ao lado de derramar sangue inocente e semear contendas entre irmãos.

Isso nos mostra que, aos olhos de Deus, a mentira não é um detalhe sem importância. É uma ofensa direta contra a Sua própria natureza.

A Bíblia diz que “Deus é luz, e nele não há treva nenhuma” (1 João 1:5). E também diz: “Toda mentira vem do mal” (1 João 2:21). Por quê? Porque Deus é a Verdade absoluta. 

Ele não pode mentir (Hebreus 6:18). Toda vez que alguém mente, está falando uma linguagem que não vem de Deus — está falando a língua do inimigo. Jesus disse isso claramente:

“Vós sois do diabo, que é o vosso pai, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai. 

Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque nele não há verdade. 

Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e o pai da mentira.”

— João 8:44

Veja bem: ele não é apenas um mentiroso — ele é o pai da mentira. 

Toda mentira, por menor que pareça, tem a sua raiz nele. E quando escolhemos mentir, estamos nos alinhando com quem é contra Deus.

Uma história real: O preço de uma classificação

Conheci um jovem chamado Manuel que estudava em uma escola pública aqui em São Paulo. 

Ele era um menino inteligente, mas naquela prova final não estudou o suficiente e tirou nota abaixo do necessário para passar. 

Com medo da decepção dos pais e dos professores, ele pegou uma caneta e, sozinho no quarto, alterou o 4,5 para 8,5. 

Uma simples marca de tinta. 

Uma mudança de dois números. 

Parecia pequeno, ninguém precisava saber.

Ele mostrou a nota para os pais. Eles ficaram radiantes, agradeceram a Deus, elogiaram seu esforço. E quanto mais eles o elogiavam, mais o coração de Manuel doía. 

Aqueles elogios não eram dele — eram de alguém que não existia. 

Durante três meses ele não teve paz. 

Em todos os cultos, quando o pastor falava sobre verdade, ele sentia que era com ele. 

Não conseguia orar de coração aberto. 

A mentira pequena nos lábios havia construído uma parede grossa entre ele e Deus.

Um dia, durante um momento de oração, ele não aguentou mais. 

Levantou a mão e, com lágrimas, contou tudo diante da igreja. 

Depois foi até os professores e confessou. 

Ele esperava ser rejeitado, mas encontrou algo melhor que aprovação: encontrou a paz que a verdade traz. 

Hoje ele diz: “A nota falsa me deu um mês de aparente alegria e três meses de tormento. 

A verdade me custou um momento de vergonha e me devolveu a paz para a vida inteira.”

Irmãos, é exatamente isso que a Palavra nos ensina: “A verdade vos libertará” (João 8:32). A mentira pode dar uma saída rápida, mas nunca uma saída verdadeira.

Capítulo 2

A mentira começou no céu — a origem de todo engano

A primeira mentira não foi dita na terra — foi dita no céu. 

Antes de o homem existir, um anjo perfeito, criado por Deus, se levantou com um pensamento que não veio do Senhor: “Eu serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:14). E com essa afirmação, ele já mentia — porque ele não seria, e nunca seria, igual a Deus.

Quando ele chegou ao Éden, aproximou-se da mulher e perguntou:

“É verdade que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”

E a mulher respondeu: “Do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.”

E então veio a primeira mentira dirigida ao coração humano — e talvez a mais perigosa de todas:

“Não morrereis absolutamente.”

— Gênesis 3:4

Uma frase curta. Parecia simples. Mas aquela pequena mentira mudou a história de toda a humanidade. 

Porque ao dizer “não morrereis”, ele estava chamando Deus de mentiroso. 

Estava dizendo que a Palavra de Deus não era confiável. 

E desde aquele dia, essa tem sido a estratégia do inimigo: fazer com que duvidemos do que Deus disse e acreditemos no que ele diz.

Uma história real: “Deus vai entender”

Uma irmã chamada Marisa estava passando por dificuldades financeiras e precisava pagar uma conta urgente. 

Na igreja, havia uma caixa de ofertas e ninguém estava vendo. O inimigo sussurrou no coração dela: “Pega esse valor, só emprestado, quando receber o salário devolves em dobro. 

Deus vai entender, é uma emergência, não é mesmo?”

Ela pensou: “Não é roubo de verdade, é só pegar por um tempo.” Mas aquela voz não era de Deus — era a mesma voz que disse no Éden: “Não acontecerá nada de mal.” Ela pegou o dinheiro. E naquele momento, o inimigo já tinha outra mentira pronta: “Não precisa contar para ninguém, nem para o pastor, nem para o seu marido.

Se você contar, vão achar que você é fraca. Guarda só para você e devolve logo.”

O salário chegou, mas vieram outras contas, e o dinheiro não foi devolvido. 

E cada vez que ela entrava no templo, sentia que não estava pisando no mesmo chão que os outros. 

Ela estava ali fisicamente, mas espiritualmente estava do lado de fora — porque carregava um segredo. 

A pequena mentira foi crescendo, crescendo, até que ela não conseguia mais orar, não conseguia cantar, não conseguia receber a Palavra.

Quando finalmente foi até o pastor e confessou, ele lhe mostrou Tiago 1:14-15: “Cada um, porém, é tentado, quando atraído e arrebatado pela sua própria concupiscência. 

Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” Veja: a mentira começa pequena, como uma semente, mas se deixada crescer, dá fruto — e esse fruto sempre traz morte. 

Não precisa ser morte física; pode ser morte da paz, da alegria, da comunhão com Deus e com os irmãos.

Marisa devolveu o dinheiro, pediu perdão publicamente e foi restaurada. 

Mas ela nunca esqueceu aquela lição: toda mentira começa com “não vai acontecer nada” e termina com “como eu cheguei até aqui?”

Capítulo 3

Não existe mentira pequena — toda mentira é rebelião

Muitos dizem: “Mas foi só uma mentirinha para não magoar ninguém!” Será que existe mentira inofensiva? Vamos ver o que a Palavra diz:

“Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; e quem é injusto no mínimo também é injusto no muito.”

— Lucas 16:10

Jesus não faz distinção entre mentira pequena e mentira grande, porque o que define o pecado não é o tamanho da palavra, mas o fato de que ao mentir, escolhemos não dizer o que Deus quer que digamos. 

Toda mentira é uma decisão de fazer a nossa vontade em vez da vontade d'Ele. É uma rebelião concentrada numa frase.

Vejamos o exemplo de Ananias e Safira, registrado em Atos 5:1-11. Eles venderam uma propriedade e separaram uma parte do valor para entregar à igreja — o que era perfeito e voluntário. 

Ninguém os obrigava a dar tudo. Mas eis que eles fizeram algo terrível: disseram que aquele valor era o valor total da venda. 

Eles não precisavam dar tudo! 

Mas mentiram sobre o que estavam entregando, buscando o reconhecimento de quem havia dado tudo, sem ter dado tudo.

Pedro lhes disse:

“Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?... Não mentiste aos homens, mas a Deus!”

— Atos 5:3-4

Veja bem: quando você mente para alguém, mesmo que pareça estar apenas falando com aquela pessoa, você está mentindo diante de Deus, que ouve tudo e conhece o coração. 

Não existe mentira que fique só entre nós e o outro — Deus está sempre presente.

Uma história real: O currículo

Conheci um irmão chamado Roberto que buscava uma oportunidade de trabalho. 

Para aumentar suas chances, acrescentou no currículo um curso que não havia concluído e uma experiência que não tinha. 

Pensou: “São detalhes. Se eu não colocar isso, não me contratam. 

E quando estiver lá, mostro que consigo fazer.”

 

Conseguiram contratá-lo. Mas a partir daquele dia, ele vivia com medo. Cada reunião era uma ameaça. 

Cada tarefa nova era motivo de ansiedade. Passou dois anos trabalhando, entregando resultados, sendo elogiado — mas nunca sentiu que aquilo era dele. 

Um dia, sem querer, alguém perguntou sobre o tal curso e ele percebeu que a qualquer momento tudo poderia desmoronar.

Ele orou e sentiu que precisava fazer algo que parecia impossível: foi até o dono da empresa e contou tudo. 

Esperava ser demitido na hora. Mas o dono, que também era cristão, olhou para ele e disse:

— Roberto, você podia ter ficado calado e eu provavelmente nunca teria descoberto. 

Mas o fato de você ter vindo me dizer isso mostra que você é mais íntegro do que aquele currículo falso. Eu não te demito. 

Agora eu sei quem você é de verdade.

Hoje Roberto é gerente naquela mesma empresa. E ele sempre diz: “A mentira me deu um emprego, mas tirou a minha paz. 

A verdade me tirou o medo e me deu de volta a mim mesmo.”

A Bíblia diz: “O que anda na sinceridade anda seguro; mas o que é perverso nos seus caminhos será descoberto” (Provérbios 10:9). Você pode até esconder a verdade dos outros, mas nunca consegue escondê-la de si mesmo — e muito menos de Deus. 

E o peso de carregar uma mentira é sempre mais pesado do que o momento de coragem necessário para falar a verdade.

Capítulo 4

A mentira que separa corações — o fim da confiança

Uma mentira pode ser dita em um segundo, mas as feridas que ela causa podem levar anos para cicatrizar — e às vezes nunca cicatrizam completamente. 

Porque a confiança é como um espelho: você pode quebrá-lo e até consertar, mas as rachaduras sempre estarão lá.

O apóstolo Paulo escreveu:

“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.”

— Efésios 4:25

Ele dá um motivo profundo pelo qual devemos falar a verdade: somos membros uns dos outros. 

Quando você mente para alguém da igreja, para seu cônjuge, para seu filho, para seu irmão ou irmã na fé, você está ferindo a si mesmo, porque faz parte do mesmo corpo. 

Quando um membro sangra, todo o corpo sente dor.

Uma história real: O casamento quase destruído

Isabel e Marcos eram um casal admirado na igreja. Ele era diácono, ela ensinava na classe bíblica. 

Parecia que tudo era perfeito. Mas Marcos começou a esconder gastos e dívidas de Isabel. No começo eram pequenos valores: “Não vale a pena preocupá-la com isso, é pouco, logo pago.” Depois vieram empréstimos que ele não contou. E para justificar a falta de dinheiro, começou a dizer que as contas estavam mais caras, que o salário veio menor — uma mentira puxava a outra.

Um dia, cobradores bateram à porta e Isabel descobriu tudo. O choque foi enorme. 

Mas o que mais doeu não foi a dívida — foi ouvir dele, durante meses, palavras que não eram verdadeiras. Ela disse:

— Marcos, eu poderia ter enfrentado qualquer dívida ao seu lado. Mas eu não consigo mais distinguir o que você diz de verdade e o que é mentira. E sem confiança, não existe casamento.

Eles se afastaram. Marcos foi humilhado, mas não desistiu. Ele foi até ela e disse: “Eu não tenho como provar com palavras que agora estou dizendo a verdade, porque foram as minhas palavras que te feriram. 

Mas eu vou provar com o tempo e com a minha vida.” Durante meses, mostrou-lhe todos os comprovantes, todas as contas, todos os extratos. 

Abriu cada gaveta, cada aplicativo, cada mensagem. Não porque fosse obrigado, mas porque amava ela o suficiente para não ter mais segredos.

Hoje eles estão restaurados, mas Marcos sempre diz:

— Nós conseguimos pagar todas as dívidas em três anos. Mas a confiança levou o dobro disso. Uma mentira é barata de dizer, mas muito cara de consertar.

Isso é exatamente o que a Palavra nos alerta: “A língua mentirosa odeia os que ela aflige; e a boca lisonjeira opera a ruína” (Provérbios 26:28). A mentira pode parecer proteger no momento, mas na verdade ela ataca e destrói aqueles que mais amamos. 

E quem mente não está apenas escondendo algo — está escondendo-se de quem deveria estar mais perto.

Capítulo 5

Mentiras religiosas — quando se fala de Deus mas não se vive a verdade

Existe um tipo de mentira que talvez seja o mais perigoso de todos: aquela que se disfarça de piedade. 

Jesus encontrou isso muitas vezes entre os líderes religiosos do seu tempo. Ele disse:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de homens e de toda a imundície.”

— Mateus 23:27

Eles tinham a aparência certa. Diziam as frases certas. Estavam nos lugares certos. 

Mas o coração não estava certo diante de Deus. Jesus não os acusou de não saberem a Lei — eles sabiam muito bem. Ele os acusou de viverem uma mentira diante do povo e diante de Deus.

Uma história real: O irmão que sempre estava orando

Havia um irmão chamado Tiago que era conhecido na igreja por suas orações longas e fervorosas. 

Sempre estava na frente nos momentos de intercessão. 

Mas alguns irmãos começaram a perceber que ele falava mal dos outros pelas costas, pedia dinheiro emprestado e não devolvia, e vivia dizendo que estava em jejum enquanto fazia refeições em segredo.

Quando alguém finalmente o confrontou, ele disse: “Mas eu oro tanto! Deus sabe o meu coração!” E o pastor lhe respondeu com a Palavra:

— Tiago, se Deus sabe o seu coração, então você está em apuros. Porque Deus não vê a oração que você faz em público; Ele vê a verdade que você esconde em particular.

A Bíblia é clara: “Se alguém entre vós parece ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião deste é vã” (Tiago 1:26). Não adianta cantar bem, orar bem, conhecer a Bíblia de cor, se a sua vida não corresponde ao que você diz crer. A religião sem verdade não é religião — é teatro. E Deus não aceita atuação; Ele quer realidade.

Tiago caiu em si. Reconheceu que estava vivendo uma mentira. Não era apenas o que dizia — era o que fingia ser. Começou a devolver o que devia, pediu perdão publicamente e parou de buscar aplausos. Hoje ele não é mais o irmão que faz as orações mais longas — é o irmão que vive a vida mais verdadeira. E isso, diante de Deus, vale muito mais.

“O Senhor não vê como o homem vê; porque o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.”

— 1 Samuel 16:7

Capítulo 6

A mentira que encadeia — um engano leva a outro, e depois a outro

Você já observou como é difícil contar apenas uma mentira? É como uma corrente: cada elo pede outro para se manter firme. Quem mente diz: “Só vou dizer isso e acabou.” Mas quando alguém faz uma pergunta simples, é preciso outra mentira para sustentar a primeira. E depois outra. E mais outra. Até que a pessoa não consegue mais lembrar o que disse para quem.

O rei Davi passou por isso. Ele cometeu adultério com Bate-Seba e ela ficou grávida. Para esconder o pecado, ele primeiro chamou o marido dela, Urias, de volta da guerra, na esperança de que ele fosse para casa e ficasse com a mulher — assim todos achariam que o filho era dele. 

Mas Urias não quis ir para casa enquanto os outros soldados estavam no campo de batalha. Então Davi teve que planejar algo pior: mandou uma carta para o comandante do exército dizendo que colocassem Urias na linha de frente mais perigosa e o deixassem ali para que morresse. 

Uma mentira levou a uma trama, e a trama levou à morte de um homem justo.

Davi pensou que havia escondido tudo. Mas o profeta Natã foi até ele e disse: “Tu és o homem!” E então veio a palavra do Senhor:

“Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o que é mau aos seus olhos?... Agora, pois, a espada nunca se apartará da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.”

— 2 Samuel 12:9-10

Veja: o pecado pode parecer escondido por um tempo, mas ele sempre deixa marcas. E quanto mais tentamos cobri-lo com mentiras, mais profundas ficam as feridas. Davi mesmo escreveu depois, em Salmos 32:3-4:

“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos através do meu gemido todo o dia. Porque de dia e de noite pesava sobre mim a tua mão; a minha seiva se tornou como a seca do verão.”

Uma história real: O emprego prometido

Um irmão chamado Elias contou à família que havia conseguido uma boa vaga em uma empresa. 

Mas não era verdade — ele ainda estava esperando uma resposta. Pensou: “Se eu disser que ainda não sei, eles vão ficar preocupados. 

Eu só vou dizer que sim, e quando a resposta chegar, se for não, eu digo que desisti por algum motivo.”

Mas a família ficou tão feliz que começou a contar para os parentes, e os parentes contaram para outros. De repente, pessoas estavam orando por essa nova fase da vida dele e até dando conselhos sobre como administrar o salário que ainda não existia.

 E cada vez que alguém perguntava como estava indo o trabalho, Elias tinha que inventar algo novo: como era o chefe, quais eram as funções, como era o horário. Passou-se um mês, dois meses, seis meses — e ele nunca foi contratado. Mas não conseguia mais dizer a verdade, porque sentia vergonha demais.

Quando finalmente não aguentou mais e confessou, ele disse:

— Eu comecei com uma frase para não preocupar ninguém e terminei vivendo uma vida inteira inventada. Acordava de madrugada pensando no que ia responder durante o dia. Não vivia — eu representava.

A Bíblia diz: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). Elias descobriu que quanto mais tentamos esconder, mais afundamos. Mas quando abrimos a boca para falar a verdade, mesmo que doa, naquele exato momento a corrente começa a se romper.

Capítulo 7

Verdade que dói por um momento, mentira que dói a vida inteira

Existe uma diferença enorme entre o preço da verdade e o preço da mentira:

- A verdade dói uma vez — no momento em que é dita.

- A mentira dói todas as vezes que você se lembra dela, todas as vezes que precisa repetí-la, todas as vezes que vê quem foi ferido por ela — e isso pode durar a vida inteira.

Salomão escreveu:

“As palavras da verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura só um instante.”

— Provérbios 12:19

Parece o contrário, não é? Parece que a mentira é mais forte porque se espalha rápido. Mas ela não tem raiz. Não sustenta. Já a verdade pode ser rejeitada, pode ser caluniada, pode ser adiada — mas ela continua ali, firme, porque é real.

Uma história real: O testemunho que valeu mais que o lucro

Uma irmã chamada Lúcia trabalhava vendendo produtos de porta em porta. Um dia, uma senhora idosa comprou um produto e pagou com uma nota de cem reais. Lúcia deu o troco e, quando a senhora já havia saído, percebeu que havia se enganado e devolvido quase o dobro do valor correto. Eram oitenta reais a mais — e para ela, que vivia com pouco, fazia muita diferença.

Ela pensou: “Ela já foi. Provavelmente nem percebeu. E se perceber, não vai saber onde me encontrar.” Mas então lembrou-se de que Jesus conhecia cada centavo e cada pensamento do seu coração. Saiu correndo, procurou pela rua e alcançou a senhora quase três quadras depois. Explicou o que havia acontecido e pediu de volta o valor que havia dado a mais.

A senhora, admirada, disse:

— Minha filha, eu já havia guardado o dinheiro e nem tinha percebido. Mas o que mais me impressiona não é o dinheiro — é o fato de você ter vindo. Hoje em dia, poucos fariam isso. Você tem algo diferente no seu coração.

Lúcia contou-lhe que era o amor de Cristo que a guiava. E aquela senhora, que há muito tempo não pisava numa igreja, começou a frequentar os cultos e entregou a vida a Jesus! Aqueles oitenta reais poderiam ter ficado com Lúcia, mas teriam custado a oportunidade de ganhar uma alma para o Senhor. Como ela mesma diz:

— A verdade pode parecer nos fazer perder algo no momento, mas ela sempre nos traz algo muito maior depois. A mentira pode parecer nos dar vantagem agora, mas ela sempre nos custa algo que não tem preço.

“Melhor é ser pobre e íntegro do que perverso nos seus caminhos, ainda que seja rico.”

— Provérbios 28:6

Capítulo 8

Grandes homens de Deus que caíram pela mentira — lições que não podemos esquecer

A Bíblia não esconde os erros dos seus personagens. Pelo contrário — registra-os para que nós, que vemos depois, aprendamos e não repitamos os mesmos erros. Vejamos alguns casos graves:

Abraão — o pai da fé, que mentiu por medo

Abraão recebeu a promessa de que seria pai de uma grande nação. Mas quando desceu ao Egito por causa da fome, teve medo de que o matassem por causa de Sara, sua mulher. Então disse: “Dize que és minha irmã” (Gênesis 12:13). E Sara também era sua meia-irmã — tecnicamente era verdade, mas não era toda a verdade. Ele escondeu que era sua esposa. E aquela meia-verdade causou grandes problemas: o Faraó tomou Sara para si e só foi devolvida após uma intervenção de Deus com pragas. Anos depois, ele fez exatamente a mesma coisa no reinado de Abimeleque (Gênesis 20). Veja: quando não tratamos a mentira, ela retorna. Mesmo o homem de fé pode cair se não vigiar.

Isaque — que repetiu o erro do seu pai

Anos depois, Isaque, filho de Abraão, enfrentou situação parecida e também disse que Rebeca era sua irmã (Gênesis 26:7). A mentira não afeta apenas quem a diz — ela deixa marcas na família, nos filhos, nas gerações que vêm depois. Se não quebramos o ciclo, ele se repete.

Moisés — que não mentiu, mas não falou a verdade com mansidão

Talvez você diga: “Mas eu nunca disse nada que não fosse verdade.” Cuidado — também existe o pecado de omitir, de esconder, de falar a verdade sem amor. E existe ainda o perigo de falar com orgulho. Moisés, o homem que falou com Deus face a face, perdeu o direito de entrar na Terra Prometida porque, ao invés de falar à rocha como o Senhor havia ordenado, ele bateu e disse: “Ouví, pois, rebeldes! Havemos de vos tirar água desta rocha?” (Números 20:10). Ele não disse mentira — mas falou com espírito próprio e não santificou a Deus diante do povo. E isso também custou caro.

Pedro — que negou com juramento e com maldição

Pedro seguiu Jesus, ouviu todos os ensinamentos, viu os milagres — e mesmo assim, quando foi pressionado, negou conhecer o Mestre. E não negou apenas uma vez: “Então começou a praguejar e a jurar que não conhecia o homem” (Mateus 26:74). Isso nos mostra que não basta estar perto de Jesus; é preciso estar firmado n'Ele todos os dias. Ninguém está imune enquanto estiver nesta terra.

Lição que fica

Se Abraão caiu, se Isaque caiu, se Pedro caiu — quem somos nós para pensar que não corremos risco? A Bíblia alerta: “Aquele, pois, que cuida estar firme, olhe que não caia” (1 Coríntios 10:12). Ninguém mente porque é forte — mente porque está fraco, porque tem medo, porque quer agradar, porque busca saída mais fácil. E a solução não é tentar com mais força — é estar mais perto d'Aquele que é a Verdade em pessoa.

Capítulo 9

O caminho de volta — arrependimento real e a graça que restaura

Até aqui vimos o quanto a mentira é grave, o quanto ela fere, o quanto ela desagrada a Deus. Mas não quero que você termine este capítulo pensando: “Então se eu já menti, não tem mais jeito.” Pelo contrário — é justamente quem cai que precisa ouvir o que vem agora.

A Bíblia não termina dizendo que os mentirosos estão perdidos para sempre. Ela diz:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.”

— 1 João 1:9

Há uma condição, e ela não é difícil de entender, mas é corajosa de praticar: confessar. E o que significa confessar? Não é dizer “ah, eu errei” sem mudar nada. Confessar é dizer o mesmo que Deus diz sobre o seu pecado. É chamar mentira de mentira. É não dar desculpas, não culpar os outros, não dizer “mas foi porque...” — simplesmente dizer: “Senhor, eu pequei. Eu menti. Foi errado. Me perdoe e me ajude a não fazer mais.”

Veja como Davi orou depois de seu pecado com Bate-Seba e de ter mentido por tanto tempo:

“Purifica-me com o hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco que a neve... Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.”

— Salmos 51:7, 10

Ele não inventou desculpas. Não disse “mas ela também quis” ou “mas o inimigo me tentou”. Ele foi direto ao ponto: “Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos” (Salmos 51:4). E quando ele fez isso, Deus não o rejeitou. Deus o restaurou.

Uma história real: Dois irmãos e uma confissão

Dois irmãos trabalhavam na mesma empresa e eram também membros da mesma igreja. 

O mais velho cometeu um erro que causou prejuízo, mas no momento em que foi questionado, disse que havia sido o irmão mais novo. 

O irmão mais novo, surpreso, não teve tempo de responder e foi punido injustamente. Passaram-se semanas e o mais velho não conseguia dormir. A mentira estava o consumindo por dentro.

Um dia, ele foi até o irmão, ajoelhou-se e, chorando, contou tudo. Pediu perdão e disse que ia até a direção da empresa assumir a responsabilidade. O irmão mais novo o levantou, abraçou-o e disse:

— Eu já sabia que tinha sido você. E eu não disse nada porque estava orando para que Deus tocasse o seu coração e você viesse por si mesmo. Agora vamos juntos — e seja o que Deus quiser.

Foram juntos. O mais velho confessou tudo. A empresa não o demitiu, mas aplicou uma punição justa. E aquela família, que poderia ter sido destruída por uma mentira, foi fortalecida pela verdade. O mais velho sempre diz:

— Eu pensei que, se eu falasse a verdade, eu ia perder tudo. Mas ao contrário — foi só quando eu falei a verdade que eu recuperei o que realmente importava: o respeito do meu irmão e a paz com o meu Deus.

Não existe pecado que o sangue de Jesus não possa lavar. Mas também não existe mentira que o sangue de Jesus vá encobrir sem arrependimento. Ele não faz de conta que não viu — Ele vê tudo. E ainda assim te ama o suficiente para te chamar de volta.

Capítulo 10

Caminhando na luz — a liberdade de quem não precisa mais esconder nada

“Mas se andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

— 1 João 1:7

Andar na luz significa não ter mais segredos. Significa que o que você é na igreja é o mesmo que você é em casa, no trabalho, na rua, sozinho no quarto. Não é preciso ser perfeito para andar na luz — é preciso ser verdadeiro. Quem anda na luz não precisa lembrar o que disse para quem, porque sempre diz a mesma coisa: a verdade.

Como praticar isso no dia a dia? Aqui ficam alguns conselhos baseados na Palavra de Deus:

 Antes de falar, pergunte: isso é verdade? — “A língua mentirosa o Senhor abomina, mas os que agem fielmente são o seu deleite” (Provérbios 12:22). Se não é verdade, não diga — por mais fácil que pareça, por mais vantajoso que pareça.

Se percebeu que falou algo que não é verdade, corrija imediatamente. — Não espere. Quanto mais tempo passa, mais difícil fica. “O que revela a verdade promove a justiça, mas o que profere mentiras engana” (Provérbios 12:17).

Não use a verdade para ferir, mas também não esconda a verdade para evitar conflito. — Falai a verdade em amor (Efésios 4:15). A verdade sem amor é dureza; o amor sem verdade é fingimento.

 Não invente desculpas. — Adão, quando foi questionado, disse: “A mulher que me deste...” Eva disse: “A serpente me enganou...” Quem culpa os outros não está pronto para ser curado. Quem diz “eu pequei” encontra graça.

Confie que Deus cuida de você quando escolhe falar a verdade. — Muitas vezes mentimos porque achamos que se dissermos a verdade, vamos sofrer prejuízo. Mas lembre-se das palavras do Senhor: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). A justiça de Deus inclui viver com verdade. E se Ele é quem cuida de você, não há perigo em dizer a verdade.

Encerramento

Querido irmão, querida irmã, talvez você esteja lendo estas linhas e carregando uma mentira há muito tempo. 

Pode ser algo pequeno que cresceu. Pode ser algo que você acha que ninguém nunca vai descobrir. 

Mas você sabe — e Deus sabe. 

E o peso que você carrega não é de Deus. 

Jesus disse:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

— Mateus 11:28

Mas não é possível estar leve enquanto segura uma mentira com uma mão e pede descanso com a outra. 

É preciso soltar. Confesse. Abandone o engano. E deixe que a verdade de Cristo preencha o espaço que a mentira ocupou por tanto tempo.

A mentira pode ser pequena nos lábios, mas causa feridas grandes demais para serem carregadas por toda a vida. 

Entregue isso hoje ao Senhor. 

Ele não te rejeita por ter mentido — Ele te chama para viver de verdade. E n'Ele, quem anda na luz nunca mais precisa se esconder.

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, e agradável, e perfeita vontade de Deus.”

— Romanos 12:2

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8:32

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

LIVRO VOCÊ NÃO É DONO DO TEMPO

LIVRO  VOCÊ NÃO É DONO DO TEMPO

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 05/08/2026

O tempo escorre pelas mãos como areia fina, e ninguém sabe se o amanhã chegará. 

Quantas vezes dissemos “depois eu faço”, “depois eu peço perdão”, “depois eu busco a Deus” — e esse “depois” nunca chegou?

Este livro não é apenas um alerta sobre a rapidez da vida. 

É um chamado urgente da Palavra de Deus: o tempo não pertence a você, pertence ao Senhor. 

Adiar o arrependimento, o amor e a obediência é brincar com algo que não controlamos.

Através de histórias reais, profundas revelações bíblicas e ensinamentos que o Espírito Santo colocou no coração do pastor Carlos, você vai entender por que “o amanhã é uma promessa, não uma garantia”. 

Não deixe para depois o que pode fazer hoje — porque o hoje é o único tempo que realmente temos.

SUMÁRIO

1. Você não decide o quanto vai durar — A vida como um vapor na Palavra de Deus

2. O perigo da frase “deixa para depois” — Quando o adiamento se torna prisão

3. Deus é o único Senhor do tempo — Quem estabelece os dias e as estações

4. História 1: O encontro que não aconteceu — O custo de adiar o perdão

5. O que a Bíblia diz sobre não esperar o amanhã — Provérbios 27:1 e Tiago 4:14

6. História 2: O sonho que ficou no papel — Quando a zona de conforto vence a obediência

7. Agora é o tempo aceitável — 2 Coríntios 6:2 e a urgência da salvação

8. História 3: O último pedido — Lições de quem não teve outra chance

9. Como usar cada dia como um presente — Sabedoria para viver com propósito

10. Prepare-se para o que não esperamos — Vivendo pronto para o encontro com Deus

CAPÍTULO 1 — VOCÊ NÃO DECIDE O QUANTO VAI DURAR

“Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”

Tiago 4:14

Quantas vezes planejamos anos à frente, falamos com segurança sobre o que faremos no futuro, como se estivéssemos segurando o relógio da vida em nossas próprias mãos. 

Mas a Palavra de Deus nos traz uma verdade que nos faz parar: nós não somos donos nem de um único segundo.

O Espírito Santo revelou ao meu coração: “Muitos vivem como se tivessem uma eternidade pela frente, mas nem sabem se ainda terão o pôr do sol de hoje”. 

A vida é comparada na Bíblia a um sopro, a uma flor que murcha rápido, a uma sombra que passa sem deixar rastro.

Em Salmos 90:12, Moisés ora assim: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos um coração sábio”. 

Saber que não temos o controle do tempo não é motivo de medo — é motivo para viver com sabedoria, valorizar cada momento e buscar o que é eterno, e não apenas o que passa.

Você pode planejar, trabalhar e construir, mas só Deus decide quando sua jornada aqui termina. 

Essa verdade não deve nos deixar desanimados; ao contrário: deve nos impulsionar a viver de forma verdadeira, sem deixar assuntos importantes para depois.

CAPÍTULO 2 — O PERIGO DA FRASE “DEIXA PARA DEPOIS”

“Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará.”

Provérbios 27:1

A frase “deixa para depois” é uma das maiores armadilhas espirituais. 

Ela parece inofensiva, mas vai endurecendo o coração pouco a pouco. 

Adiamos o pedido de perdão, a busca por Deus, a mudança de comportamento, a demonstração de amor — e não percebemos que cada adiamento enfraquece a nossa sensibilidade à voz do Senhor .

A Bíblia conta que o povo de Israel demorou 40 anos para entrar na terra prometida — tempo que não precisava gastar — por causa do medo e da indecisão. 

O que poderia ser uma conquista rápida se tornou uma longa caminhada de sofrimento, porque adiaram a obediência.

O Espírito Santo me mostrou: o diabo não precisa fazer você praticar o mal abertamente; basta fazer você adiar o bem. 

Quando dizemos “depois eu mudo”, estamos dizendo, na prática, que sabemos o que é certo, mas não queremos fazer agora — e isso já é uma forma de desobediência, como ensina Tiago 4:17 .

O “depois” nunca chega no momento em que imaginamos. 

Muitas vezes, quando queremos voltar atrás, a porta já está fechada.

CAPÍTULO 3 — DEUS É O ÚNICO SENHOR DO TEMPO

“Nas tuas mãos, estão os meus tempos.”

Salmos 31:15

Desde a criação, o tempo pertence ao Senhor. Ele estabeleceu os dias, as estações e o limite de cada vida. 

Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim — não está sujeito ao tempo, mas o governa com perfeição.

Não temos poder para estender nem um pouco a nossa existência (Mateus 6:27). 

Quando achamos que controlamos tudo, estamos apenas iludidos. 

Como disse o profeta: “Deus faz tudo belo ao seu tempo” (Eclesiastes 3:11).

 

Quando reconhecemos que Ele é o dono do tempo, deixamos de ter ansiedade pelo futuro e passamos a confiar no Seu cuidado. 

Não precisamos dominar o relógio — precisamos confiar em Quem segura o relógio.

CAPÍTULO 4 — HISTÓRIA REAL: O ENCONTRO QUE NÃO ACONTECEU

Conheci um irmão chamado lúcio que trabalhava comigo na região de São Paulo. 

Ele tinha uma relação muito distante do seu pai. Havia mágoas antigas, palavras ditas sem pensar, e há anos não se falavam.

Sempre que alguém falava para ele procurar o pai e pedir perdão, 

Lúcio dizia: “Ainda não chegou a hora. 

Quando eu estiver mais calmo, vou lá resolver isso”.

Adiou por meses, depois por anos.

Uma madrugada, recebeu uma ligação: seu pai havia sofrido um infarto e faleceu de repente.

Lúcio chegou ao hospital apenas para ver o corpo frio. 

Não houve tempo para abraçar, para dizer “me perdoe”, nem para ouvir se o pai já o perdoava.

Naquele dia, ele chorou muito e disse: “Pastor, eu achava que teria mil oportunidades. 

Mas Deus me mostrou que só temos o agora”.

Essa história nos ensina: não deixe para depois o perdão, o abraço ou a reconciliação. 

O tempo não espera por nós.

CAPÍTULO 5 — O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE NÃO ESPERAR O AMANHÃ

“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.”

Hebreus 3:15 

As Escrituras repetem, de forma clara e forte: não confie no amanhã, não adie a decisão por Deus.

- Provérbios 27:1: Não se vanglorie do dia seguinte, pois não sabe o que virá.

- Isaías 55:6: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.

- Eclesiastes 12:1: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias”.

O Espírito Santo me revelou: 

Deus prepara o tempo; nós preparamos o coração. 

Quando Ele chama, é porque o momento chegou — esperar é correr o risco de perder a graça que estava reservada para aquele instante.

CAPÍTULO 6 — HISTÓRIA REAL: O SONHO QUE FICOU NO PAPEL

Márcia era uma jovem cheia de dotes. 

Deus lhe deu um chamado especial para trabalhar com crianças carentes. Ela falava muito sobre isso, mas sempre dizia: “Primeiro vou terminar a faculdade, depois arrumo um emprego bom, depois vou cuidar da obra do Senhor”.

Passaram-se os anos. Conseguiu o emprego, comprou casa, viajou muito — mas o chamado foi ficando cada vez mais distante. 

Um dia, foi diagnosticada com uma doença grave. 

Em pouco tempo, não tinha mais forças para realizar o que tanto desejava.

Antes de partir, ela me disse: “Pastor, eu confundi o tempo de Deus com o meu tempo.

Achei que teria toda a vida para servir ao Senhor, mas o tempo que eu tinha foi gasto com coisas que não ficam”.

Não deixe que a zona de conforto, os planos pessoais ou os cuidados desta vida apaguem o propósito que Deus colocou no seu coração. 

O chamado de Deus não espera até que você esteja “pronto” — Ele te capacita quando você obedece agora.

CAPÍTULO 7 — AGORA É O TEMPO ACEITÁVEL

“Eis aqui, agora é o tempo aceitável; eis aqui, agora é o dia da salvação.”

2 Coríntios 6:2

Deus não diz: “Quando você tiver mais tempo, mais dinheiro ou menos problemas, venha a mim”. Ele diz: agora.

Não há “melhor momento” para se arrepender, para entregar a vida a Jesus, para mudar de caminho. 

O melhor momento é quando o Espírito Santo bate à porta do seu coração. 

Adiar pode endurecer o coração, até que não haja mais vontade de voltar.

O diabo quer fazer você crer que sempre haverá uma nova chance. 

Mas a Palavra de Deus nos alerta: a oportunidade é um presente, não uma dívida.

O Senhor não obriga ninguém — mas se você fecha a porta hoje, amanhã talvez não consiga mais abri-la.

CAPÍTULO 8 — HISTÓRIA REAL: O ÚLTIMO PEDIDO

Um senhor chamado Mateus já muito doente, pediu para que eu o visitasse. 

Ele estava lúcido e me contou como viveu: passou a vida trabalhando muito, acumulando bens, mas nunca dedicou tempo para Deus nem para a família.

Disse-me com lágrimas nos olhos:

— “Pastor, pensei que a vida duraria para sempre. 

Disse sempre quando for velho, paro e cuido da alma’. 

Mas agora estou velho, e não tenho forças para buscar o que realmente importa. 

O dinheiro que juntei não pode comprar nem um minuto de paz com Deus”.

Pedi a ele que orasse comigo, que entregasse seu coração a Jesus. 

Ele o fez com muita sinceridade. 

Poucos dias depois, partiu — mas partiu com a certeza de que havia chegado ao Senhor no último momento que lhe foi dado.

Essa história nos ensina: mesmo que você tenha adiado por muito tempo, se hoje ouvir a voz de Deus, não recuse. 

Ele espera por você, mas não sabe se haverá outro dia.

CAPÍTULO 9 — COMO USAR CADA DIA COMO UM PRESENTE

“Redimindo o tempo, porquanto os dias são maus.”

Efésios 5:16

Como viver sabendo que não somos donos do tempo? 

O Espírito Santo nos ensina:

1. Viva o hoje: 

Não se preocupe com o amanhã, nem se prenda ao passado. Faça o bem no instante que tem agora (Mateus 6:34).

2. Coloque Deus em primeiro lugar: 

Quando Ele é a base, o resto se encaixa no tempo certo.

3. Resolva conflitos logo: 

Não durma com raiva, não deixe o perdão para depois (Efésios 4:26).

4. Sirva com o que tem: 

Não espere ter mais recursos para servir — Deus abençoa a obediência simples.

5. Agradeça cada manhã: 

Saber que acordou é sinal de que Deus ainda tem um propósito para você.

Cada dia é uma oportunidade única que Ele nos concede. Não desperdice.

CAPÍTULO 10 — PREPARE-SE PARA O QUE NÃO ESPERAMOS

“Estar vós pois preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que não pensais.”

Mateus 24:44

O fim da vida, como o retorno de Jesus, virá quando menos esperamos. 

Não há aviso prévio, não há tempo para ajustes de última hora se o coração não estiver pronto.

Ser preparado não é saber datas — é viver em santidade, amar a Deus e ao próximo, estar em paz com a consciência. 

Não se trata de ter medo do fim, mas de viver de forma que, quando chegar o momento, você possa encontrar o Senhor com alegria.

Você não é dono do tempo — mas é dono da sua decisão de hoje. 

E hoje, o Senhor lhe diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

Não deixe para depois. O tempo pertence a Deus — mas o momento de escolher é seu, e é agora.

Palavra Final do Autor

Recebi esta mensagem do Espírito Santo para compartilhar com você: “Filho, não gastes os dias com o que passa, mas agarra-te ao que é eterno. 

O tempo que te dei é para que aprendas a amar, a perdoar e a caminhar comigo. 

Não adies o que faz bem à alma, pois não sabes se o amanhã chegará”.

Que este livro o ajude a viver cada dia como um presente do Senhor.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

LIVRO AS NORMAS DO PAI COM VOSSOS FILHOS

 

A relação entre pais e filhos é um presente divino, um vínculo que transcende a idade e se fortalece com o amor. 

Este livro é um convite para desvendar as maravilhas da Palavra de Deus e reencontrar a beleza de cuidar, abraçar e guiar os nossos filhos com sabedoria e ternura. 

Que estas páginas inspirem você a viver a paternidade e a maternidade como um sacramento diário, refletindo o amor incondicional do Pai Celestial. 

Que a sua casa seja um lar de paz, de palavras de vida e de afetos que duram para sempre.”


LIVRO AS NORMAS DO PAI COM VOSSOS FILHOS

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 31/07/2026


SUMÁRIO

1. O chamado de Deus para o coração de pai

2. A imagem divina do carinho: o que as mãos e os ombros representam na Palavra

3. Isaías: quando Deus promete levar os filhos nos braços e sobre os ombros

4. A idade não apaga o vínculo: mitos e verdades sobre a proximidade com crianças maiores

5. O que é puro e o que é suspeito: a fronteira entre afeto e erro

6. Quando a briga toma o lugar do amor: conflitos conjugais e os filhos como reféns

7. A proibição que fere a alma: por que afastar o pai da filha vai contra a Palavra

8. Histórias reais: famílias que voltaram aos caminhos de Deus através do afeto correto

9. Revelações do Espírito Santo: o que o Senhor pede aos pais e mães hoje

10. Cuidado e responsabilidade: como exercer o amor sem negligenciar a segurança e a santidade


CAPÍTULO 1 – O CHAMADO DE DEUS PARA O CORAÇÃO DE PAI

Muitos pensam que ser pai é apenas prover comida, casa e educação. 

Mas a Palavra de Deus nos revela algo muito mais profundo: o pai é uma representação do próprio Senhor para os seus filhos. 

Quando uma criança olha para o seu pai, ela aprende como é o amor de Deus, como é a Sua proteção, como é o Seu cuidado.

“Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.” (Salmos 103:13)

O Espírito Santo me revelou, durante uma madrugada de oração na sexta-feira as Meia  Noite que há muitos pais que estão ausentes mesmo presentes: trabalham muito, provêem tudo, mas não dão o que mais importa: o colo, a atenção, o tempo de estar junto. 

E há também mães que, por medo, por ciúmes ou por ensinamentos equivocados, proíbem esse vínculo, sem perceber que estão ferindo o coração da criança e contrariando o plano do Senhor.

Deus não criou os filhos para serem distantes dos pais conforme crescem. 

Ele criou para que a proximidade se transforme: do colo pequeno ao conselho sábio, do carinho físico ao apoio espiritual. 

O afeto não tem prazo de validade — ele só muda de forma, conforme a idade e o desenvolvimento.

CAPÍTULO 2 – A IMAGEM DIVINA DO CARINHO: O QUE AS MÃOS E OS OMBROS REPRESENTAM NA PALAVRA

Na Bíblia, carregar alguém nos braços, nos ombros ou ao lado do corpo nunca foi apenas uma questão de transporte. 

Sempre foi símbolo de:

- Proteção: estar perto de quem tem força para defender

- Valor: carregar quem é importante, não deixar andar sozinho nas dificuldades

- Pertença: mostrar que essa pessoa é nossa, faz parte da nossa família

- Conforto: aliviar o cansaço, acalmar o medo

“Eu vos levei sobre as asas de águias, e vos trouxe a mim.” (Êxodo 19:4)

“O Senhor te guiará continuamente, e satisfará a tua alma em lugares áridos, e fortalecerá os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como uma fonte cujas águas não faltam.” (Isaías 58:11)

Quando o Senhor usa essas imagens, 

Ele está dizendo: 

Eu não te deixo cair, eu te sustento, eu te levo comigo”. 

E esse é exatamente o exemplo que os pais devem seguir. 

Carregar um filho não é sinal de que ele é incapaz — é sinal de que você é o seu refúgio, até que ele tenha força para caminhar com firmeza.

CAPÍTULO 3 – ISAÍAS: QUANDO DEUS PROMETE LEVAR OS FILHOS NOS BRAÇOS E SOBRE OS OMBROS

Duas passagens são fundamentais para entendermos esse assunto, e o Espírito Santo destacou elas com muita força para nós:

“Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu levantarei a minha mão para as nações, e erguerei a minha bandeira para os povos; eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.” (Isaías 49:22)

“Então mamareis, sereis levados ao colo e acariciados sobre os joelhos, como alguém a quem sua mãe consola; assim eu vos consolarei, e sereis consolados em Jerusalém.” (Isaías 66:12-13)

Deus não diz aqui “quando forem bebês” ou “até os 5 anos”. 

Ele fala de um povo que estava sofrendo, que estava cansado, que estava longe — e promete levá-los com carinho, como quem cuida de um filho querido. 

Não há limite de idade nessa promessa! 

Se o Senhor não vê problema em nos levar nos ombros mesmo quando já somos adultos na fé, por que nós, pais, iríamos proibir de levar os nossos filhos de 8 anos deixa fica no colo ou  carregar nos ombros?

Muitos falam “ela já é grande, não precisa mais”. 

Mas a necessidade de amor e de segurança não desaparece só porque a criança cresceu um pouco. 

Ela só fica mais escondida, mais difícil de pedir.

CAPÍTULO 4 – A IDADE NÃO APAGA O VÍNCULO: MITOS E VERDADES SOBRE A PROXIMIDADE COM CRIANÇAS MAIORES

Vamos responder com clareza, baseados na Palavra e na sabedoria que Deus nos deu:

Pode um pai carregar uma filha de 8 anos no ombro?

Sim, pode e deve, quando for seguro e confortável. 

A Bíblia não proíbe em momento algum. O que existe é cuidado com a segurança:

- Verifique se você tem força nas costas e no pescoço para não se lesionar

- Evite lugares baixos, com galhos ou portas pequenas

- Não faça isso por tempo muito longo, pois o peso já é maior

Mas isso não é pecado, não é errado — é amor. É a mesma coisa que Deus faz com a gente: nos sustenta quando não temos força.

Pode colocar a filha no colo ou sobre as pernas quando está sentado?

Sim, é totalmente permitido e puro, desde que seja no carinho familiar. Deus não condena o afeto entre pais e filhas, nem com 8 anos, nem mais. 

O que a Palavra proíbe é todo pensamento ou toque imoral, que não vem de Deus. 

Mas o abraço, o colo, o sentar ao lado ou sobre as pernas para conversar, contar uma história ou receber conforto é sinal de uma família saudável, que segue o coração do Senhor.

“Tudo o que Deus criou é bom, e nada é rejeitável se for recebido com ação de graças.” (1 Timóteo 4:4)

O problema não é o colo — é o coração de quem o faz. 

Se o coração é de pai, de amor puro, de proteção, está dentro da vontade de Deus.

CAPÍTULO 5 – O QUE É PURO E O QUE É SUSPEITO: A FRONTEIRA ENTRE AFETO E ERRO

O Espírito Santo nos ensina a distinguir muito bem:

✅ O que é de Deus:

- O abraço que acalma o medo

- O colo que diz “eu estou aqui com você”

- O sentar junto para conversar e ouvir

- O carinho que faz a criança se sentir segura e amada

❌ O que é pecado e deve ser afastado:

- Qualquer toque que cause desconforto na criança

- Qualquer intenção que não seja de amor e proteção

- Expor a criança a situações inadequadas ou conversas impróprias

A Palavra diz: “Foge das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz, com os que invocam o Senhor de coração puro.” (2 Timóteo 2:22) 

Essa ordem serve para todos nós: devemos manter o coração puro, e o nosso amor sempre alinhado com a santidade de Deus. 

Mas isso não significa deixar de amar — significa amar da forma correta, como o Senhor ama.

CAPÍTULO 6 – QUANDO A BRIGA TOMA O LUGAR DO AMOR: CONFLITOS CONJUGAIS E OS FILHOS COMO REFÉNS

Tenho visto muitas famílias sofrerem com isso: marido e mulher brigam, não se entendem, e um começa a proibir o outro de estar perto dos filhos, de dar carinho, de participar da vida deles.

Ouço muito: “Ela já é grande, não precisa mais de colo”, “Isso é coisa de bebê”, 

Você está fazendo ela ficar dependente demais”. Mas na maioria das vezes, essas palavras não vem da sabedoria — vem de mágoa, de raiva, de desconfiança que não foi resolvida entre o casal.

O Espírito Santo me mostrou claramente: usar os filhos como arma contra o cônjuge é um pecado grave diante de Deus. 

Os filhos não são propriedade de um só — são herança do Senhor, e têm direito ao amor do pai e da mãe.

“Não privemos o próximo do bem, quando estiver ao alcance da nossa mão para fazê-lo.” (Provérbios 3:27)

Quando você proíbe um pai de carregar a sua filha, de abraçá-la, de sentá-la no colo, você está privando a criança de algo bom, que Deus preparou para ela. 

E isso abre brechas para o inimigo: a criança pode crescer insegura, com medo de se aproximar, achando que o amor tem limite de idade ou que ela não merece ser amada.

CAPÍTULO 7 – A PROIBIÇÃO QUE FERE A ALMA: POR QUE AFASTAR O PAI DA FILHA VAI CONTRA A PALAVRA

Conheci uma família em São Paulo, onde a mãe proibia o pai de pegar a filha de 8 anos no colo ou nos ombros. 

Dizia sempre: “Ela já é mocinha, não pode mais”. 

O pai ficava triste, se afastou, e a menina começou a ficar quieta, com medo, não falava com ninguém.

Quando conversamos com a Palavra, a mãe chorou e disse que tinha ouvido isso de outras pessoas, e também tinha medo por causa das coisas ruins que acontecem no mundo. 

Mas o Senhor falou ao coração dela: “Eu não te dei medo, mas sim amor, poder e moderação.” (2 Timóteo 1:7)

O medo não vem de Deus. 

O que temos que fazer é vigiar, ensinar, manter o coração puro — mas nunca deixar de amar. Depois que eles entenderam isso, o pai voltou a levar a filha nos ombros quando ela cansava de andar, a sentava no colo para contar histórias da Bíblia, e a menina mudou completamente: ficou alegre, confiante, e passou a entender melhor como é o amor de Deus.

Proibir o vínculo natural e puro entre pai e filha é como cortar um galho da árvore: ele não cresce, não dá frutos, e acaba secando.

CAPÍTULO 8 – HISTÓRIAS REAIS: FAMÍLIAS QUE VOLTARAM AOS CAMINHOS DE DEUS ATRAVÉS DO AFETO CORRETO

A história de Mateus e sua filha Juliana 

Mateus era um pai que trabalhava de sol a sol, e quase não via a filha. 

Quando Juliana completou 8 anos, ele tentou levá-la nos ombros na festa da igreja, mas a esposa proibiu na hora: 

Ela já é grande, não faça isso”. 

Mateus ficou magoado, deixou de participar dos passeios, e a menina começou a ter pesadelos.

Quando buscamos a Deus, o Senhor nos mostrou em Isaías 49:22 que Ele mesmo promete levar os filhos nos ombros. 

A esposa pediu perdão, e no domingo seguinte 

Mateus levou Juliana nos ombros até o púlpito para agradecer a Deus. 

A menina sorriu tanto que todos choraram.

Hoje, eles têm um vínculo forte, e Juliana é uma das crianças mais ativas na igreja.

O pai que sentou a filha no colo e ouviu o seu segredo

Uma menina de 8 anos estava muito triste, mas não falava o porquê. 

O pai pediu permissão para sentá-la no colo, e ficou ali abraçando ela em silêncio. 

Depois de alguns minutos, ela contou que estava sofrendo bullying na escola. 

Se ele tivesse mantido distância, ela nunca teria tido coragem de contar. 

O colo foi o lugar onde ela se sentiu segura para se abrir.

CAPÍTULO 9 – REVELAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO: O QUE O SENHOR PEDE AOS PAIS E MÃES HOJE

Durante os encontros e orações, o Espírito Santo me deu essas revelações para compartilhar com vocês:

1. “Não endureçais o coração contra os vossos filhos por causa da idade. 

O meu amor não tem limite, e o vosso também não deve ter.”

2. “Muitos querem seguir a minha Palavra, mas seguem os conselhos do mundo, que diz que o afeto é coisa de criança pequena.

Eu vos digo: o amor é para sempre.”

3. “Quando vós proibis um pai de abraçar a sua filha, vós estais impedindo que ela aprenda a confiar em mim. 

Porque eu sou o Pai que nunca rejeita os seus filhos.”

4. “Cuidado com os ensinamentos que não vem da minha Palavra. 

O que é puro, o que é verdadeiro, o que edifica — isso fazei.”

5. “A segurança não vem da distância, vem do coração santo e da orientação correta.”

CAPÍTULO 10 – CUIDADO E RESPONSABILIDADE: COMO EXERCER O AMOR SEM NEGLIGENCIAR A SEGURANÇA E A SANTIDADE

Para viver esse plano de Deus, seguimos esses princípios:

1. Respeite os limites físicos: com 8 anos, não carregue por muito tempo, cuide da sua postura e da segurança da criança.

2. Respeite os limites da criança: se ela não quiser no momento, não force — espere o momento certo.

3. Mantenha o coração focado em Deus: sempre que abraçar ou acariciar, faça com o mesmo amor que Cristo tem por nós.

4. Resolva os conflitos entre o casal: não leve as mágoas para a relação com os filhos. Conversem, busquem a Deus juntos, e concordem em como cuidar deles.

5. Ensine a Palavra: mostre aos filhos, com o exemplo, que o amor de Deus se reflete no amor dos pais.

“E tudo o que fizerdes, seja em palavras ou em obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças por ele a Deus Pai.” (Colossenses 3:17)

CONCLUSÃO

Ser pai ou mãe é uma missão divina. 

Carregar os filhos nos braços, nos ombros ou no colo não é sinal de fraqueza — é sinal de que vocês estão imitando o Pai celestial, que nunca deixa de cuidar dos seus. 

Que nenhuma briga, nenhum ensinamento errado, nenhum medo os afaste desse chamado. 

Que os vossos lares sejam lugares de amor, de abraços e da presença de Deus.

LIVRO NÃO DEVE NADA A NINGUÉM

 

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.”

— Provérbios 22:1

Muitos vivem presos ao peso de contas, empréstimos e vergonha de não cumprir o que prometeram. Mas Deus não quer que você seja servo de ninguém, a não ser do Seu amor.

Este livro traz revelações profundas da Palavra de Deus, histórias reais de pessoas que saíram do endividamento e ensinamentos práticos para viver com honestidade, sabedoria e verdadeira liberdade. 

Não é apenas sobre dinheiro: é sobre honrar a Deus, cuidar do seu próximo e recuperar a paz que só Ele pode dar.

“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” — João 8:36


SUMÁRIO – 

1. A Palavra de Deus sobre a dívida e a liberdade

2. O dinheiro e o coração: o que Deus quer de nós

3. Não pagar dívida é pecado e desonestidade

4. A escravidão da dívida e a liberdade que Cristo dá

5. O bom nome vale mais que toda riqueza

6. Planejamento e sabedoria: o caminho para quitar

7. Busque ajuda: Deus usa pessoas para nos auxiliar

8. Como evitar novas dívidas

9. O perdão de Deus e o recomeço

10. Vivendo livres e honrando a Deus


LIVRO NÃO DEVE NADA A NINGUÉM

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 30/07/2026


APRESENTAÇÃO

Este livro não é apenas um guia financeiro comum. 

É uma mensagem que o Senhor colocou no meu coração, através da revelação do Espírito Santo, para libertar vidas do peso, da vergonha e da escravidão das dívidas. 

Tudo o que aqui escrevo está fundamentado na Palavra de Deus, e vem acompanhado de histórias reais que testemunham como o Senhor age quando nos voltamos para Ele com sinceridade, obediência e fé.

Muitos irmãos e irmãs vivem ansiosos, angustiados, com a consciência pesada e a paz roubada por causa de compromissos não cumpridos. 

Mas a Palavra de Deus nos mostra que não é vontade do Senhor que vivamos escravizados.

O caminho da liberdade existe, e ele começa por entender o que Deus diz sobre nossos bens, nossos deveres e nosso coração.

 

CAPÍTULO 1 – A PALAVRA DE DEUS SOBRE A DÍVIDA E A LIBERDADE

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” (Romanos 13:8)

Começamos por esta palavra que é clara e direta. 

O apóstolo Paulo não diz isso apenas como uma regra humana, mas como ordem do Senhor. 

A dívida não é apenas um problema financeiro: é uma questão espiritual, de caráter e de obediência. 

Quando devemos a alguém, não temos total liberdade, e a Palavra nos ensina que “o tomador de empréstimo é servo daquele que lhe empresta” (Provérbios 22:7).

O Senhor não proíbe completamente o empréstimo, mas alerta sobre os riscos e nos chama a viver com sabedoria, dentro dos limites que Ele nos dá. 

Muitas vezes contraímos dívidas não por necessidade urgente, mas por desejo de ter o que não precisamos, por querer parecer iguais aos outros, ou por falta de confiança que Deus proverá conforme a Sua promessa.

Uma história real: O peso do empréstimo por vaidade

Conheci um irmão chamado Jacó que trabalhava honestamente e tinha uma vida simples, abençoada por Deus. 

Mas quando viu que todos os seus amigos compravam carros novos, sentiu vergonha do seu veículo usado e resolveu fazer um empréstimo alto para trocá-lo. 

Não precisava de outro carro: o seu ainda servia muito bem. 

Mas o desejo de se igualar aos outros falou mais alto.

Em poucos meses, as parcelas começaram a pesar. 

Depois vieram as contas de manutenção, seguro e impostos do carro novo. 

Jacó teve que fazer outro empréstimo para pagar o primeiro, e depois outro mais. 

Em menos de um ano, devia mais do que ganhava em um ano inteiro. 

Parou de dar o dízimo, deixou de ajudar a obra do Senhor, e até evitava ir à igreja por vergonha.

Quando ele veio conversar comigo, chorou muito: 

Pastor, eu sabia que não devia fazer isso.

A Palavra de Deus já me avisava, mas eu não quis ouvir”. 

Ali oramos juntos, e mostrei-lhe que o primeiro passo não era arrumar dinheiro logo, mas se arrepender, reconhecer que errou e confiar que o Senhor não o abandona. 

CAPÍTULO 2 – O DINHEIRO E O CORAÇÃO: O QUE DEUS QUER DE NÓS

“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, ao qual alguns, tendo cobiçado, se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:9-10)

Todo o que temos vem de Deus. 

O dinheiro é um instrumento para sustentar nossa família, ajudar o próximo e honrar ao Senhor — mas nunca deve se tornar o nosso senhor. 

Muitas vezes caímos na armadilha de pensar que a nossa segurança, o nosso valor e a nossa felicidade dependem de quanto temos. 

Mas a Palavra nos lembra: 

Não vos ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões furtam e roubam; mas ajuntai-vos tesouros no céu…” (Mateus 6:19-20).

Quando deixamos o desejo por riquezas dominar nosso coração, abrimos brechas para o erro, para a desonestidade e para a falta de paz.

A dívida muitas vezes nasce de um coração que não se contenta com o que Deus já deu.

Uma história real: A confiança no Senhor em vez do lucro rápido

A irmã Terezinha trabalhava comércio e tinha uma vida modesta, mas abençoada. 

Um dia, alguém lhe ofereceu um “negócio certo”: investir um valor alto, com retorno de dobro em poucos meses. 

Para isso, ela teria que contrair um empréstimo muito grande.

— “É uma oportunidade única”, disseram-lhe. “Você vai ficar rica e não precisará mais se preocupar com dinheiro”.

Terezinha ficou tentada, mas resolveu orar e buscar a Palavra. Lembrei-lhe: “Quem corre atrás de lucro enganoso, não sabe que a pobreza virá sobre ele” (Provérbios 28:22). Disse-lhe também que se o negócio depende de dívida para começar, e promete ganhos muito altos sem esforço justo, não vem do Senhor.

Ela decidiu não aceitar a proposta. Poucos meses depois, descobriu que se tratava de um golpe: dezenas de pessoas perderam todo o dinheiro que haviam emprestado, e muitas ficaram endividadas por anos. 

Terezinha veio me agradecer, dizendo: “Se eu não tivesse ouvido a Palavra e o conselho do Senhor, hoje estaria destruída”.

CAPÍTULO 3 – NÃO PAGAR DÍVIDA É PECADO E DESONESTIDADE

“O ímpio toma emprestado e não paga; mas o justo usa de misericórdia e dá.” (Salmos 37:21)

Quando fazemos um acordo, firmamos uma palavra — e para quem serve ao Senhor, a palavra é sagrada. 

Não pagar o que se deve é uma forma de mentira e de roubo: ficamos com o que não é nosso, e causamos prejuízo ao próximo. 

Isso fere o coração de Deus, que é justo e verdadeiro.

Muitos dizem: “Mas eu não tenho condições de pagar!”. 

O Senhor não pede o que você não tem, mas pede sinceridade, humildade e esforço. 

Se não pode pagar tudo de uma vez, converse com quem lhe deve, explique sua situação e negocie um pagamento conforme o que você consegue. 

O que não pode é fugir, esconder-se ou fingir que não existe.

Uma história real: A restituição que trouxe a paz

O irmão Abel  trabalhava em uma empresa e, por necessidade momentânea, pegou dinheiro do caixa, pensando que devolveria logo. 

Mas os meses passaram, ele não conseguiu repor o valor, e acabou escondendo o fato. Quando a empresa fez a auditoria, descobriram o sumiço do dinheiro.

Abel foi demitido e processado. 

Sentia-se perdido: pensou que Deus nunca mais o aceitaria. 

Mas quando oramos juntos, mostrei-lhe que o Senhor perdoa quem se arrepende de verdade. Aconselhei-o a procurar o dono da empresa, pedir perdão e assumir o compromisso de devolver cada centavo, mesmo que demorasse anos.

Ele fez assim. 

O dono da empresa, vendo sua sinceridade, aceitou o acordo e até retirou a queixa. 

Abel trabalhou extra, cortou todas as despesas desnecessárias e, com a bênção de Deus, pagou tudo em quatro anos. 

Hoje ele diz: “O dia em que terminei de pagar foi o dia em que recuperei a paz e a dignidade. Deus honrou minha obediência”.

CAPÍTULO 4 – A ESCRAVIDÃO DA DÍVIDA E A LIBERDADE QUE CRISTO DÁ

“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36)

Jesus veio para nos libertar de todo tipo de escravidão — inclusive a das dívidas. 

Mas a liberdade espiritual anda junto com a nossa obediência. 

Não podemos pedir a bênção da liberdade enquanto mantemos atitudes que nos prendem.

A dívida rouba o nosso sono, a nossa alegria, impede-nos de servir ao Senhor com todo o coração e até afasta pessoas de Deus, ao verem nossa desorganização. 

Mas quando nos voltamos para Cristo, 

Ele nos dá sabedoria, força e oportunidades para reconstruir nossa vida.

Uma história real: Da escravidão ao livramento

Dona Rita ficou viúva cedo e, para sustentar os três filhos, fez vários empréstimos. Sem planejamento, as dívidas foram se acumulando até que não conseguia mais pagar nem as parcelas mínimas. 

Os credores a perseguiam, ela chorava todas as noites e pensou até em desistir.

Um dia, uma vizinha a convidou para a igreja. Ali ouviu a Palavra:

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41:10)

Aceitou Jesus como seu auxílio e começou a orar pedindo livramento.

Aconselhei-a a listar todas as dívidas, separar o que era essencial e o que não era, e negociar com cada credor. 

Deus tocou o coração de muitas pessoas: alguns aceitaram reduzir os juros, outros parcelar em mais tempo. 

Um irmão da igreja deu-lhe trabalho extra. 

Em pouco tempo, Dona Rita viu a mão de Deus agindo: um a um, os compromissos foram quitados. 

Hoje ela vive livre e diz: “O Senhor não me deu apenas dinheiro: 

Ele me deu confiança e mostrou que Ele é quem cuida de mim”.

CAPÍTULO 5 – O BOM NOME VALE MAIS QUE TODA RIQUEZA

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.” (Provérbios 22:1)

Muitas vezes, para conseguir mais bens, arriscamos nossa reputação: mentimos, omitimos, fazemos acordos que não podemos cumprir. 

Mas o bom nome — fruto da honestidade, da fidelidade e da integridade — é algo que nenhum dinheiro compra e nenhum credor pode tirar. 

Quando vivemos com verdade, Deus abre portas que o dinheiro não consegue abrir.

Uma história real: O caráter que abriu caminhos

O jovem Tiago trabalhava como vendedor e tinha uma oportunidade de ganhar uma comissão muito alta se omitisse um defeito em um produto. 

Ele pensou: “Se eu contar, perco a venda e o dinheiro”. 

Mas lembrou da Palavra:

O que anda com integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Provérbios 10:9).

Contou tudo ao cliente, explicou o problema e indicou um produto mais adequado, mesmo que desse menos lucro. 

O cliente, vendo sua honestidade, não só comprou o produto indicado como recomendou Tiago a amigos e empresários. 

Em pouco tempo, ele se tornou um dos vendedores mais respeitados da região. 

Tiago disse-me depois: “Eu pensei que perderia dinheiro, mas Deus me deu algo muito maior: confiança e portas abertas”.

CAPÍTULO 6 – PLANEJAMENTO E SABEDORIA: O CAMINHO PARA QUITAR

“Os planos do diligente certamente prosperam, mas todo aquele que se apressa certamente empobrece.” (Provérbios 21:5)

Deus não pede que sejamos desorganizados. 

Ao contrário: 

Ele nos deu a capacidade de planejar e administrar. 

Para sair das dívidas, precisamos de um plano claro: listar tudo o que devemos, saber quanto ganhamos, cortar gastos que não são necessários e cumprir o combinado. 

O plano não é confiança em nós mesmos, mas forma de buscar a bênção de Deus.

Uma história real: O plano que transformou uma vida

O casal Joãozinho  Marina vivia endividado e sem saber por onde começar. 

Gastavam mais do que ganhavam e nunca anotavam suas despesas. 

Aconselhei-os a fazer uma lista completa: cada dívida, cada gasto — até com doces, passeios e compras pequenas.

Ao ver tudo escrito, perceberam que gastavam muito com coisas que não precisavam: refeições fora, assinaturas não usadas, compras por impulso. 

Fizeram um orçamento: primeiro as necessidades básicas, depois o pagamento das dívidas, e só o que sobrasse para outros gastos. Cortaram o que não era essencial e trabalharam juntos no plano.

Em seis meses, já tinham quitado as dívidas menores. 

Em dois anos, estavam completamente livres. 

Hoje eles guardam parte do que ganham e dizem: 

O planejamento nos ensinou a valorizar o que Deus nos dá e a viver com paz”.

CAPÍTULO 7 – BUSQUE AJUDA: DEUS USA PESSOAS PARA NOS AUXILIAR

“Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio no teu fim.” (Provérbios 19:20)

Muitos têm vergonha de pedir ajuda, mas isso é orgulho. 

Deus coloca pessoas sábias ao nosso lado para nos guiar. 

Se você não sabe lidar com suas finanças, procure alguém que tem experiência e que vive conforme a Palavra de Deus. 

Não tenha medo de perguntar.

Uma história real: O conselho que salvou uma família

O irmão Manoel ia contrair um empréstimo para quitar outro, sem saber que assim só aumentaria seu débito. 

Mas antes de assinar o contrato, resolveu procurar-me. 

Expliquei-lhe que esse caminho só aprofundaria o problema, e mostrei como organizar seus pagamentos sem precisar de novo empréstimo.

Ele seguiu o conselho, e depois agradeceu muito:

Se eu tivesse feito aquele empréstimo, hoje estaria perdido. Deus usou você para me mostrar o caminho certo”.

CAPÍTULO 8 – COMO EVITAR NOVAS DÍVIDAS

“Não estejas entre os que se comprometem, nem entre os que ficam fiadores por dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” (Provérbios 22:26-27)

Depois de pagar as dívidas, o perigo é recair no erro. Para não voltar a se prender:

- Viva sempre dentro do que ganha;

- Separe um pouco para emergências;

- Espere antes de comprar algo caro, para não decidir por impulso;

- Confie que Deus proverá tudo o que precisar, na hora certa.

Uma história real: Quem aprende a lição não repete o erro

Dona Clara já tinha passado por dificuldades enormes por causa de dívidas. 

Quando finalmente ficou livre, resolveu mudar completamente sua forma de viver. 

Sempre que surge um desejo de comprar algo que não cabe no orçamento, ela ora e espera. Seis meses depois, se ainda precisar, procura comprar com o que economizou. 

Hoje ela diz: “Prefiro esperar na bênção de Deus do que me apressar e voltar à escravidão”.

CAPÍTULO 9 – O PERDÃO DE DEUS E O RECOMEÇO

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos limpar de toda a iniqüidade.” (1 João 1:9)

Se você errou, contraiu dívidas e não conseguiu cumprir o que prometeu: não pense que Deus o rejeita. 

O Senhor não olha para o seu erro, mas para o seu coração disposto a mudar. 

Arrependa-se, busque o perdão, faça o que estiver ao seu alcance — e Deus fará o restante. 

Ele pode restaurar o que parecia perdido.

Uma história real: O recomeço que Deus deu

O irmão Valdir perdeu tudo por causa de dívidas e de más escolhas. 

Pensou que não havia mais jeito. 

Mas ao orar, sentiu o amor de Deus dizendo: “Eu não te abandonei. 

Venha, vamos recomeçar”. 

Ele aceitou a graça de Cristo, assumiu suas responsabilidades e, com muito esforço e bênção do Senhor, reconstruiu sua vida e sua família. 

Hoje ele ajuda outras pessoas a saírem do mesmo caminho.

CAPÍTULO 10 – VIVENDO LIVRES E HONRANDO A DEUS

“E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas em glória, em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19)

A verdadeira liberdade não é ter muito dinheiro: é viver sem culpa, sem medo, cumprindo seus deveres e confiando que Deus cuida de você. 

Quando vivemos conforme a Palavra, não devemos nada a ninguém — a não ser o amor ao próximo. E esse amor, sim, nunca acaba.

Que este livro seja uma luz para sua vida. 

Que você saia da escravidão, recupere seu bom nome e viva inteiramente para o Senhor. 

Ele é quem nos dá a verdadeira prosperidade: a paz, a alegria e a presença d'Ele em todos os dias.

“Eis que eu estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20)

FIM

quarta-feira, 29 de julho de 2026

LIVRO AS TRÊS COBRAS MAIS PERIGOSAS – E AS ARMADILHAS QUE ELAS REPRESENTAM

Muitos conhecem as cobras mais letais do mundo físico: a Taipan-do-interior, a Cobra-marrom oriental e a Mamba-negra. 

Mas poucos percebem que existem "serpentes" muito mais perigosas, que não rastejam na terra, mas habitam corações, destroem laços e afastam vidas de Deus: a inveja, que corrói por dentro; a traição, que fere de surpresa; e a ingratidão, que fecha as portas das bênçãos.

Além delas, há outras armadilhas sutis: a mentira que engana como a Naja, e as preocupações que sufocam como a Anaconda. 

E há ainda as falsas doutrinas, as manipulações e os conselhos humanos que parecem certos, mas levam à ruína.

Neste livro, baseado na Palavra de Deus, em revelações do Espírito Santo e em histórias reais e autênticas de vidas transformadas, você vai entender:

✅ Como cada uma dessas "cobras espirituais" age e onde elas se escondem

✅ Quais brechas abrem as portas para elas entrarem na sua vida e na sua família

✅ O que a Bíblia ensina profundamente sobre como vencer cada tipo de mal

✅ Como usar a fé e a Verdade como antídoto eterno contra todo veneno espiritual

✅ Como vigiar e permanecer protegido, pois Jesus já deu poder para pisar em toda força do inimigo

Não deixe que o mal disfarçado destrua o que Deus construiu para você.

Aprenda a reconhecer as armadilhas, feche as brechas e caminhe livre, seguro e abençoado na presença do Senhor.

LIVRO: AS TRÊS COBRAS MAIS PERIGOSAS – E AS ARMADILHAS QUE ELAS REPRESENTAM

Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

 Data: 29/07/2026


SUMÁRIO – CAPÍTULOS

Capítulo 1: As cobras que vemos e as que não vemos – a verdadeira face do perigo

Capítulo 2: Taipan-do-interior: o veneno mortal da INVEJA

Capítulo 3: Cobra-marrom oriental: a agilidade traiçoeira da TRAIÇÃO

Capítulo 4: Mamba-negra: a velocidade devastadora da INGRATIDÃO

Capítulo 5: Outras serpentes perigosas – a Naja que engana e a Anaconda que sufoca

Capítulo 6: Como essas "cobras" espirituais entram em nossa vida

Capítulo 7: Armadilhas humanas e falsas doutrinas – o veneno disfarçado de sabedoria

Capítulo 8: A Palavra de Deus como antídoto eterno

Capítulo 9: Histórias reais de libertação e vitória

Capítulo 10: Como vigiar e permanecer livre de todo mal


CAPÍTULO 1

AS COBRAS QUE VEMOS E AS QUE NÃO VEMOS – A VERDADEIRA FACE DO PERIGO

Quando falamos de cobras, nossa mente logo lembra as serpentes que rastejam na terra, com veneno capaz de matar em poucos minutos. Cientistas confirmam que a Taipan-do-interior, da Austrália, tem o veneno mais potente do mundo: uma única picada carrega toxina suficiente para ceifar a vida de mais de 100 pessoas. 

Depois vem a Cobra-marrom oriental, também australiana, rápida e agressiva, cujo veneno ataca o coração e o sistema nervoso. 

E a Mamba-negra, da África – veloz como poucos animais, capaz de dar várias picadas em segundos e levar alguém à morte se não houver socorro imediato. 

Há ainda a Naja, que levanta o pescoço, espalha o capuz e finge ser maior do que é, para enganar quem se aproxima; e a Anaconda, que não tem veneno, mas aperta até sufocar, tomando a força da vítima para si.

Mas há "cobras" muito mais perigosas – aquelas que não têm escamas, não rastejam no chão, mas vivem no coração humano e circulam entre as pessoas. 

Elas não matam apenas o corpo: destroem a alma, quebram famílias, apagam bênçãos e afastam você de Deus. 

O Espírito Santo me revelou, durante uma oração profunda, que as três cobras espirituais mais letais são a Inveja, a Traição e a Ingratidão.

A Bíblia começa sua história com uma serpente no Éden – e não era um animal qualquer: era o próprio diabo, usando a criatura para enganar. Gênesis 3:1 diz: “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito”. 

O diabo usa coisas que conhecemos para representar perigos que não enxergamos de primeira.

Um ditado popular diz: “A cobra não bate só por morder, bate por onde passa”. 

E os Provérbios nos ensinam muito sobre esses males: 

O ciumento não suporta ser igualado, e a sua língua fala sempre mal do que vê” (Provérbios 27:4, adaptado). 

Muitas pessoas gastam tempo e dinheiro se protegendo de animais peçonhentos, mas deixam a porta aberta para essas serpentes espirituais entrarem e dominarem sua vida.

Neste livro, baseado inteiramente na Palavra de Deus e em revelações que o Senhor me deu, vamos conhecer cada uma dessas cobras, como elas agem, de onde vêm e como podemos nos defender. 

Vamos ver também histórias reais de pessoas que foram picadas, mas encontraram cura em Jesus Cristo.

CAPÍTULO 2

TAIPAN-DO-INTERIOR: O VENENO MORTAL DA INVEJA

A Taipan-do-interior vive escondida em buracos e pedras, e muitas vezes a pessoa não percebe que está perto até ser picada. Seu veneno age devagar, mas vai destruindo todo o organismo até que não haja mais força. 

Assim é a inveja: ela se esconde no coração, parece não fazer mal no começo, mas vai corroendo tudo por dentro.

A Palavra de Deus é clara: 

Não te abras com ciúmes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade” (Salmos 37:1). 

E em Provérbios 14:30: “O coração tranqüilo é a vida do corpo, mas a inveja apodrece os ossos”.

Conheci Dona Marli, uma senhora de 62 anos que frequentava nossa igreja. 

Ela tinha uma filha que abriu uma pequena loja de roupas, e em pouco tempo o negócio prosperou. Os vizinhos começaram a falar: “Deve ser coisa de magia”, 

Ela não trabalha mais do que nós, por que Deus abençoa tanto ela?”. 

Uma vizinha, que era amiga de muitos anos, passou a vir à casa de Dona Marli com presentes e palavras doces – mas os olhos dela brilhavam de outra forma.

Em poucos meses, a loja começou a ter problemas: mercadorias desapareciam, clientes iam embora sem explicação, e a filha de Dona Marli ficou doente, com dores que nenhum médico explicava. 

Quando oramos, o Espírito Santo mostrou: a inveja daquela vizinha era o veneno que estava destruindo tudo. 

Como a Taipan, ela se aproximou sem ser notada, e seu sentimento maligno abriu brechas para o inimigo agir.

A inveja não quer o que você tem – ela quer que você não tenha. 

Ela não traz felicidade a quem sente, só destrói a quem é alvo e a quem carrega esse veneno. Como diz o provérbio antigo: 

A inveja é como o carvão: ou queima quem o carrega, ou mancha quem o toca”.

Deus diz em Provérbios 24:17: “Não te alegres quando o teu inimigo cair, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar”. 

Quem anda com Deus aprende a se alegrar com a bênção alheia, porque sabe que a sua também virá.

CAPÍTULO 3

COBRA-MARROM ORIENTAL: A AGILIDADE TRAIÇOEIRA DA TRAIÇÃO

A Cobra-marrom oriental é rápida: se se sente ameaçada, ataca antes que você consiga reagir.

E muitas vezes ela se esconde em lugares que parecem seguros – perto de casas, em jardins, onde confiamos estar livres de perigo. 

Assim é a traição: ela vem de quem você confia, chega de surpresa e deixa feridas profundas.

Jesus foi traído por Judas – um dos seus doze discípulos, que andou com ele por três anos, ouviu seus ensinamentos e viu seus milagres. 

E como foi a traição? Com um beijo – sinal de afeto e amizade (Mateus 26:48-49). 

A Bíblia diz em Salmos 55:12-14: “Pois não é um inimigo que me afronta – então eu suportaria; nem é quem me odeia que se levanta contra mim – então eu me esconderia dele. 

Mas tu, meu companheiro, meu guia e meu amigo íntimo! 

Nós tínhamos uma doce comunhão na casa de Deus, entre as multidões”.

Um irmão chamado Joel nos contou sua história: ele tinha um sócio que considerava como irmão. 

Começaram uma obra juntos, e 

Joel colocou todo o seu dinheiro e esforço. 

Mas quando o negócio começou a dar certo, o sócio falsificou documentos, tomou tudo e ainda espalhou mentiras para que 

Joel  parecesse o culpado. 

Eu pensei que estávamos no mesmo lado”, disse ele chorando. 

Não vi a picada chegar – era como se ele fosse eu mesmo”.

O Espírito Santo me mostrou que a traição é uma das armas mais usadas contra o povo de Deus: ela abala a confiança, destrói parcerias e faz pessoas duvidarem até da bondade do Senhor. 

Mas a Palavra garante: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que o teu coração deseja” (Salmos 37:3-4). Quem é traído por homens, nunca fica desamparado por Deus.

Como diz o ditado: “A faca que mais corta é a que vem da mão que você apertou”. 

Mas Jesus foi traído para que nós fôssemos salvos – e ele preparou um lugar onde a traição nunca mais existirá.

CAPÍTULO 4

MAMBA-NEGRA: A VELOCIDADE DEVASTADORA DA INGRATIDÃO

A Mamba-negra é conhecida por não parar: ela avança rápido, não volta atrás, e seu veneno age no sistema nervoso, fazendo a vítima perder a noção do que é real e do que é importante.

 Assim é a ingratidão: ela esquece rápido o que recebeu, não reconhece quem ajudou, e faz a pessoa perder o rumo da vida e da fé.

Na Bíblia, temos o caso dos dez leprosos que Jesus curou: todos foram limpos, mas só um voltou para agradecer – e era um estrangeiro (Lucas 17:11-19). 

O Senhor perguntou: 

Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove? 

Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?”.

Conheci uma jovem chamada Vanessa, que estava desempregada, sem casa e com um filho pequeno. 

Uma irmã da igreja acolheu ela, deu comida, roupas e ajudou a conseguir um emprego. 

Mas quando Vanessa começou a ganhar dinheiro, mudou de casa e nunca mais deu notícias. 

Quando a irmã ficou doente e precisou de ajuda, Vanessa nem quis saber: “Eu já me virei sozinha antes, agora ela que se vire”.

O Espírito Santo me mostrou: a ingratidão fecha as portas para novas bênçãos.

 Quem não reconhece o bem que recebeu, não merece mais – porque o coração endurece. Provérbios 17:13 diz: “Quem paga o bem com o mal, nunca afastará o mal da sua casa”. 

E o apóstolo Paulo adverte: “Sejam agradecidos” (Colossenses 3:15).

Muitas pessoas são assim com Deus também: quando estão doentes, pedem cura; quando precisam, pedem socorro; mas quando tudo vai bem, esquecem de orar, de agradecer e de viver conforme a sua Palavra. 

Como diz o provérbio: “Quem comeu o pão, logo esquece quem o assou”. 

Mas Deus não se esquece de quem o ama – e espera que também não nos esqueçamos dele.

CAPÍTULO 5

OUTRAS SERPENTES PERIGOSAS – A NAJA QUE ENGANA E A ANACONDA QUE SUFOCA

Além das três principais, há outras cobras que representam perigos espirituais muito comuns:

A Naja – a mentira que parece verdade

A Naja levanta o corpo, espalha o capuz e faz-se parecer maior e mais forte do que realmente é. Ela pode cuspir veneno à distância, enganando quem vê. 

Isso é a falsidade, a mentira e as doutrinas erradas.

O diabo é o “pai da mentira” (João 8:44). Ele usa pessoas que falam bonito, que parecem sábios, mas ensinam coisas contrárias à Palavra de Deus – como se a salvação viesse de dinheiro, ou de rituais, e não de fé em Jesus. 

Muitos caem nessa armadilha porque a mentira vem disfarçada de “nova revelação” ou “sabedoria humana”. 

Mas a Bíblia avisa: “Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:9).

A Anaconda – o sufocamento das preocupações e das dívidas

A Anaconda não tem veneno: ela envolve o corpo da vítima e aperta mais forte a cada respiração, até que não haja mais espaço para viver. 

Assim é o excesso de preocupação, o medo, as dívidas e o apego às coisas materiais. 

Eles vão apertando pouco a pouco, até que você não consegue mais respirar espiritualmente.

Jesus ensinou: “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?… 

Porque o vosso Pai celestial sabe que precisais de todas essas coisas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:31-33). 

Quem deixa as preocupações tomar conta, deixa Deus de lado – e isso é o que o inimigo quer.

CAPÍTULO 6

COMO ESSAS "COBRAS" ESPIRITUAIS ENTRAM EM NOSSA VIDA

Nenhuma cobra entra na nossa casa se nós deixarmos todas as portas e janelas fechadas. Do mesmo jeito, esses males não chegam sem que abramos alguma brecha. 

O Espírito Santo me revelou as portas mais comuns:

1. Falta de vigilância: Quando não lemos a Palavra e não oramos, não percebemos quando o mal se aproxima. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mateus 26:41).

2. Palavras mal ditas: Quando falamos mal de outros, comparamos ou desejamos o que não é nosso, chamamos a inveja e a discórdia. “A morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18:21).

3. Aceitar conselhos de quem não tem fé: Quem ouve só o que o mundo diz, acaba seguindo caminhos errados. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” (2 Coríntios 6:14).

4. Esquecer de agradecer: Quando não reconhecemos o bem, o coração fica duro e aberto à ingratidão.

Como diz o provérbio: “Quem abre a porta ao lobo, não pode reclamar que ele coma as ovelhas”.

 Deus nos deu o livre-arbítrio – mas também nos deu a Palavra para sabermos o que escolher.

CAPÍTULO 7

ARMADILHAS HUMANAS E FALSAS DOUTRINAS – O VENENO DISFARÇADO DE SABEDORIA

Hoje em dia, muitas pessoas usam o nome de Deus para ensinar coisas que não existem na Bíblia. 

Elas dizem que “basta dar dinheiro para ser abençoado”, ou que “se você sofre é porque tem pecado oculto”, ou ainda que “há caminhos diferentes para chegar ao céu”. 

Isso é como o veneno da Naja: parece inofensivo, mas mata a fé.

O Espírito Santo me mostrou que essas falsas doutrinas vêm de pessoas que querem poder, dinheiro ou fama – e elas são instrumentos do inimigo para afastar você da verdade. 

A Bíblia avisa: “Mas houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá entre vós falsos mestres que introduzirão secretamente heresias perniciosas, negando o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos rápida destruição” (2 Pedro 2:1).

Outra armadilha é confiar só na sabedoria humana. Muitos dizem: “Eu consigo tudo sozinho, não preciso de Deus”.

 Mas a Palavra diz: “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1 Coríntios 3:19). 

O diabo usa o orgulho, a ciência e a cultura para fazer as pessoas acharem que não precisam do Senhor – e isso é uma picada mortal.

Como diz o ditado: “Nem tudo o que brilha é ouro, nem tudo o que fala de Deus vem do céu”. Sempre compare o que ouvir com a Bíblia – se não estiver de acordo com a Palavra, é armadilha.

CAPÍTULO 8

A PALAVRA DE DEUS COMO ANTÍDOTO ETERNO

Não existe antídoto para todos os venenos naturais – mas existe uma defesa completa contra todas as cobras espirituais: a Palavra de Deus.

- Contra a inveja: “Eu vos digo: amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mateus 5:44). Quem ama não tem espaço para invejar.

- Contra a traição: “Mas eu vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” – e também: “Vingança é minha; eu recompensarei, diz o Senhor” (Romanos 12:19). Não se vingue: Deus cuida de tudo.

- Contra a ingratidão: “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vós” (1 Tessalonicenses 5:18). A gratidão mantém o coração aberto para mais bênçãos.

- Contra a mentira: “Conhecei a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). A verdade da Bíblia nunca muda.

- Contra o sufocamento: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:7). Entregue tudo a Deus.

Jesus disse: “Eis que vos dou poder para pisar cobras e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10:19). Esse poder não vem de mim, nem de nenhum homem – vem só de quem crê em Jesus.

CAPÍTULO 9

HISTÓRIAS REAIS DE LIBERTAÇÃO E VITÓRIA

A libertação da inveja

Um homem chamado Antônio trabalhava em uma obra e via seu colega ser promovido várias vezes. 

A inveja o consumia: ele falava mal do colega, fazia fofocas e até tentou prejudicá-lo. 

Mas quando ficou doente e teve que parar de trabalhar, foi o mesmo colega que o ajudou – levou comida, pagou remédios e orou por ele. Antônio chorou, pediu perdão a Deus e ao amigo, e hoje ele é um dos mais gratos pela bênção alheia. 

O veneno saiu do meu coração quando eu aprendi a amar como Deus ama”, disse ele.

Superando a traição

Um casal que conheci foi roubado e traído por um parente de confiança. 

Perderam quase tudo, e a dor era grande. Mas ao orar, lembraram-se de que Jesus perdoou quem o crucificou. 

Eles perdoaram o parente – e Deus abriu uma porta inesperada: um amigo de longa data apareceu com uma proposta de trabalho melhor do que a que tinham antes. 

A traição tentou nos destruir, mas Deus usou para nos levar a algo maior”, contou a esposa.

Da ingratidão à gratidão

Um jovem chamado  Michael 

foi abençoado com um emprego muito bom. 

Mas passou a achar que era graças ao seu esforço, e esqueceu de Deus e das pessoas que o ajudaram. 

Então perdeu o emprego, ficou doente e viu todos se afastarem. 

Quando se ajoelhou e pediu perdão, 

Deus ouviu: um ano depois, ele teve uma oportunidade ainda melhor – e hoje ele ajuda outros jovens e nunca deixa de agradecer ao Senhor.

CAPÍTULO 10

COMO VIGIAR E PERMANECER LIVRE DE TODO MAL

Para não ser picado por nenhuma dessas cobras espirituais, siga esses passos que o Espírito Santo me passou:

1. Leia a Bíblia todos os dias: Ela é a luz que mostra onde está o perigo. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para as minhas veredas” (Salmos 119:105).

2. Ore sem cessar: Fale com Deus sobre tudo, e peça proteção. “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).

3. Cuidado com o que entra no coração: Não ouça fofocas, não veja o que faz mal, não deseje o que não é seu. 

Guarda o teu coração acima de tudo, porque dele procedem as saídas da vida” (Provérbios 4:23).

4. Perdoe sempre: Quem guarda rancor, alimenta o veneno. “Perdoai, e sereis perdoados” (Lucas 6:37).

5. Confie só em Deus: Não ponha a sua esperança em pessoas, dinheiro ou poder – só no Senhor. 

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Lembre-se: as cobras terrestres podem ser perigosas, mas não podem tocar quem está sob a proteção de Deus. 

E as cobras espirituais? Elas fogem de quem anda com Jesus, porque ele já venceu todo o mal na cruz.

Que este livro abra os seus olhos, fortaleça a sua fé e te ajude a viver livre de todo veneno – hoje e sempre.

LIVRO A MENTIRA PODE SER PEQUENA NOS LÁBIOS, MAS CAUSA GRANDES FERIDAS

Muitas vezes olhamos para uma mentira como algo inofensivo — uma forma de escapar de um problema, de não decepcionar alguém ou de parecer me...