segunda-feira, 7 de setembro de 2026

LIVRO DÍZIMOS COMO ESTÁ SUA FIDELIDADE COM DEUS

LIVRO DÍZIMOS COMO ESTÁ SUA FIDELIDADE COM DEUS

Autor: Pastor Carlos Alberto Cândido da Silva

Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu

Contato: (11) 95725-5927

Data: 07/09/2026


"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro... e provai-me agora nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal que não haja lugar para a recolher."

— Malaquias 3:10

Muitos vivem a dúvida silenciosa: como calcular o dízimo? 

Sobre o valor que cai na conta ou sobre o total que Deus me deu? 

A resposta está na Palavra de Deus: as primícias pertencem ao Senhor — antes de qualquer imposto, desconto ou despesa.

Não se trata de uma taxa, nem de uma obrigação humana. 

É uma questão de coração. 

O dízimo revela quem é o dono da sua vida, das suas decisões e do seu sustento.

Quando você coloca Deus em primeiro lugar, Ele assume a responsabilidade pelo resto.

Este livro não é uma cobrança — é um chamado à fidelidade. 

Com base na Palavra de Deus, exemplos reais e ensinamentos profundos, você vai entender:

✅ Por que o dízimo deve ser calculado sobre o salário BRUTO, e não o líquido

✅ A diferença entre dízimo e oferta — e por que ambos pertencem a Deus

✅ O que significa dar as primícias — a primeira e melhor parte

✅ O que acontece quando retemos o que é do Senhor

✅ Como viver a fidelidade mesmo nos momentos de pouco

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; então se encherão os teus celeiros abundantemente."

— Provérbios 3:9-10

 Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito.

A fidelidade no dízimo não muda apenas as suas contas — transforma o seu coração.


Sumário

Prefácio ............................................................................................

Capítulo 1 — O que é o dízimo? A décima parte que pertence ao Senhor .......

Capítulo 2 — Primícias: a primeira parte é do Senhor ................................ 

Capítulo 3 — Salário bruto ou líquido? A fidelidade nas contas .................. 

Capítulo 4 — Dízimo e oferta: diferença e propósito .................................. 

Capítulo 5 — "Deus ama quem dá com alegria" — a oferta também é consagração ........................................................................................ 

Capítulo 6 — A mão que dá e a mão que recebe: o que a Palavra ensina sobre o retorno ....................................................................................... 

Capítulo 7 — A fidelidade provada no pouco e no muito ............................ 

Capítulo 8 — "Roubaria o homem a Deus?" — a grave questão da omissão .. 

Capítulo 9 — Honrar ao Senhor com os teus bens ..................................... 

Capítulo 10 — A bênção da fidelidade e a promessa de Deus ..................... 

Conclusão ........................................................................................

 Prefácio

Muitos crentes vivem uma dúvida silenciosa: como devo calcular o dízimo? 

Com o salário bruto ou com o que cai na conta? Alguns pensam: "Já descontaram impostos, então Deus aceita o que sobrou.

Mas a Palavra de Deus não fala de "o que sobrou". 

Fala de primícias — a primeira, a melhor, a parte que pertence a Ele antes de qualquer despesa, imposto ou compromisso humano.

Este livro não é uma cobrança humana. 

É um retorno àquilo que a Bíblia ensina com clareza e profundidade. 

Não se trata de dar para receber, mas de reconhecer que tudo vem d’Ele e a Ele pertence. 

A fidelidade no dízimo revela a fidelidade do coração.

Que ao ler estas páginas, cada leitor encontre não apenas uma fórmula de cálculo, mas um coração disposto a honrar ao Deus que nos dá a vida, o trabalho e todo o bem..


Capítulo 1 — O que é o dízimo? A décima parte que pertence ao Senhor

"E dizeste: Não é grande coisa. 

E tornastes a desprezar o que é meu, e oferecestes o roubado, e o coxo, e o doente; assim trazeis a oferta. 

Aceitar-lhe-ia isso da vossa mão? diz o Senhor." — Malaquias 1:13

O dízimo significa, literalmente, a décima parte — 10% — de tudo o que se ganha, se produz ou se recebe. 

Não é uma invenção de igreja, não é uma taxa, não é uma ideia humana. 

É uma instituição estabelecida por Deus muito antes da Lei de Moisés.

A origem do dízimo — antes da Lei

Abraão, o pai da fé, já dava o dízimo. A Bíblia registra:

"E lhe deu o dízimo de tudo..." — Gênesis 14:20

Quando Abraão voltou vitorioso, encontrou Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. 

E deu-lhe o dízimo de tudo. Não havia lei, não havia templo, não havia imposto religioso. 

Havia apenas um coração que reconhecia que a vitória, os bens e tudo vinham de Deus. 

Abraão não foi obrigado. Ele escolheu dar a décima parte. E esse gesto se tornou um padrão de fidelidade.

O dízimo na Lei

Mais tarde, Deus estabeleceu isso claramente:

"Eis que eu vos dou a décima parte de tudo que produz a terra, a semente da terra e o fruto das árvores; será santo ao Senhor." — Levítico 27:30

"E a décima parte da terra, quer da semente da terra, quer do fruto da árvore, é do Senhor; é consagrada ao Senhor." — Levítico 27:32

O dízimo era do Senhor. 

Não era da igreja, não era do pastor, não era do templo. 

Era de Deus. 

E a pessoa não podia decidir se dava ou não. Era um reconhecimento:

O Senhor é o dono de tudo, e eu devolvo a parte que Ele reservou para Si."

O dízimo no Novo Testamento

Muitos dizem: 

Agora estamos na graça, não precisamos mais dar dízimo.

 Mas Jesus mesmo confirmou a prática:

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o que é mais importante na lei: a justiça, a misericórdia e a fé. 

Estas coisas devíeis praticar, sem, contudo, omitir aquelas." — Mateus 23:23

Ele não disse: "Deixai de dar o dízimo." Disse: "Estas coisas devíeis praticar, sem omitir aquelas." 

Ou seja: não deixeis de dar o dízimo, mas fazei também a justiça, a misericórdia e a fé. 

O dízimo permanece. É um ato de fé e reconhecimento.

O que o dízimo não é

- ❌ Não é uma taxa de adesão

- ❌ Não é uma contribuição voluntária — é uma devolução do que pertence a Deus

- ❌ Não é para pressionar ninguém — é para despertar consciência

- ❌ Não é para enriquecer homens — é para a manutenção da Casa de Deus, sustento dos ministros e socorro aos necessitados

O que o dízimo revela

O dízimo revela quem é o dono do seu coração. Jesus disse:

"Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração." — Mateus 6:21

Se você não confia a Deus os 10% que pertencem a Ele, como confiará o restante? Se você sente que Deus "tira" de você, é porque ainda não entendeu que tudo o que você tem é d'Ele. 

O dízimo não é Deus pedindo algo que é seu. 

É Deus recebendo o que já é Dele.

Capítulo 2 — Primícias: a primeira parte é do Senhor

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; então se encherão os teus celeiros abundantemente, e os teus lagares transbordarão de mosto." — Provérbios 3:9-10

A palavra primícias significa: a primeira parte, o melhor, o que vem antes de tudo o resto. 

Deus estabeleceu um princípio eterno: a primeira parte é Dele. 

Não o que sobra. Não o que resta. O primeiro.

O princípio da ordem

Quando você recebe o salário, o dinheiro entra e, antes de qualquer coisa — antes de pagar aluguel, antes de comprar comida, antes de quitar dívidas — a primeira décima parte pertence ao Senhor. 

Isso é fidelidade às primícias.

"Oferecei as primícias do vosso amassado em bolo, segundo a conta; oferecei oferta movida." — Números 15:20

No Antigo Testamento, quando o povo colhia a terra, não esperava ver quanto ia render para depois dar. 

Dava a primeira colheita. 

Mesmo que a colheita fosse pequena, a primeira parte era do Senhor. 

Isso exigia fé:

Se eu dou a primeira parte, será que vai dar para o resto?"

E é exatamente aí que entra a bênção de Deus. 

Quando você dá a primeira parte, Deus assume a responsabilidade pelo resto.

A diferença entre "primeiro" e "o que sobra"

Imagine dois agricultores:

- O primeiro: Colhe, separa logo a melhor parte para Deus, e o resto usa para si. 

A colheita pode não ser grande, mas a bênção de Deus está sobre os 90% que ficaram.

- O segundo: Guarda tudo para si, vê quanto precisa, e do que sobra dá algo para Deus. 

Muitas vezes não sobra nada. E os 100% ficam sem a bênção de Deus.

Deus não aceita o que sobra. Ele disse:

"Oferecestes o roubado, e o coxo, e o doente; assim trazeis a oferta. Aceitar-lhe-ia isso da vossa mão? diz o Senhor." — Malaquias 1:13

Dar a Deus o que sobrou depois de tudo pago é como oferecer um animal doente em sacrifício. Não é honra. 

É desrespeito. 

As primícias significam: Deus vem primeiro.

A ordem no coração

"Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." — Mateus 6:33

Não é apenas uma questão de dinheiro. 

É uma questão de prioridade. 

Quando você dá o dízimo primeiro, você está dizendo com a sua vida: "Senhor, Tu és o primeiro. 

Tu vens antes das contas, antes dos descontos, antes dos meus planos."

Se você deixa Deus para o final, está dizendo: "Se sobrar, Te dou." Mas Deus nunca aceita as sobras. 

Ele quer o primeiro lugar. 

E quando Ele é o primeiro, Ele cuida do resto.

Capítulo 3 — Salário bruto ou líquido? 

A fidelidade nas contas

"E daríeis a Deus o que é vosso?" — 1 Crônicas 29:14

Esta é uma das perguntas mais frequentes e também uma das maiores dúvidas do povo de Deus: o dízimo se calcula sobre o salário bruto ou sobre o que recebo na conta?

O que é bruto e o que é líquido?

- Salário Bruto: O valor total combinado pelo trabalho — o fruto real do seu esforço. Exemplo: R$ 2.000,00.

- Descontos: INSS, FGTS, impostos, vale-transporte, plano de saúde — valores que saem antes de você receber. Exemplo: R$ 300,00.

- Salário Líquido: O que efetivamente entra na conta. Exemplo: R$ 1.700,00.

A pergunta central: quanto Deus deu a você?

Deus não vê o que sobrou depois dos descontos. 

Ele vê o que Ele te deu. Os R$ 2.000,00 são o fruto do seu trabalho, da sua força, da sua saúde — dons de Deus. 

Os descontos são obrigações com o governo ou benefícios que você adquire, mas não diminuem o que Deus te deu.

O cálculo correto — com base nas primícias

O dízimo é a décima parte de tudo o que se ganha ou se recebe. 

O termo "ganho" refere-se ao total produzido pelo trabalho. Portanto:

✅ Salário Bruto: R$ 2.000,00 → Dízimo: 10% = R$ 200,00 (correto)

❌ Salário Líquido: R$ 1.700,00 → Dízimo: 10% = R$ 170,00 (equivocado)

Quem calcula sobre o líquido está, na prática, descontando de Deus aquilo que pagou a terceiros. 

Está dizendo: "Deus, dos R$ 2.000 que Tu me deste, eu primeiro pago os impostos, e do que sobra Te dou 10%." 

Mas isso contraria o princípio das primícias — Deus vem antes de qualquer outro.

"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"

"Respondeu-lhe: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." — Mateus 22:21

Esta é a resposta de Jesus. 

César tem o que é dele — os impostos. 

Deus tem o que é d'Ele — o dízimo. 

Um não anula o outro. O imposto é obrigação com o Estado. 

O dízimo é reconhecimento ao Criador. 

Você não pode usar o imposto para reduzir o que pertence a Deus. 

São esferas diferentes.

Os descontos são parte do seu ganho real

Muitos descontos não são perda — são investimentos ou benefícios:

- INSS/FGTS: É o seu dinheiro guardado para a sua aposentadoria e garantias trabalhistas. 

Faz parte do seu patrimônio futuro.

- Vale-refeição, plano de saúde: 

São benefícios que você usa e desfruta. São parte do que o seu trabalho vale.

Portanto, o valor bruto representa o que o seu trabalho realmente rendeu. 

E sobre esse valor total — antes de qualquer dedução — é que se deve calcular o dízimo.

Uma história real — a decisão de uma irmã na fé

Conheci uma irmã que trabalhava como vendedora e recebia comissão.

Ela sempre calculava o dízimo sobre o que recebia em conta. 

Um dia, ao estudar a Palavra, sentiu no coração: 

Estou dando a Deus o que sobrou, e não a primeira parte." 

Ela fez as contas e viu que, ao longo de dois anos, havia deixado de entregar mais de R$ 800,00 para Deus. 

Com lágrimas nos olhos, ela foi ao altar e disse:

 "Senhor, reconheço que te retive o que era Teu. 

Não quero mais fazer isso." 

Separou o valor e entregou como restituição. 

A partir daí, passou a dar sobre o bruto. 

E testemunhou: "

Não faltou nada na minha casa. 

Pelo contrário, a mão de Deus começou a prover de forma sobrenatural."

A fidelidade não depende de quem desconta

Alguns dizem: 

Mas eu nem vejo esse dinheiro — já descontam antes."

 O fato de o dinheiro não passar pela sua mão não muda o fato de que foi ganho por você e pertence ao seu trabalho. 

Se a empresa paga impostos e descontos por você, o valor bruto continua sendo o que o seu trabalho valeu. 

E Deus pede o reconhecimento sobre todo o ganho.

Capítulo 4 — Dízimo e oferta: diferença e propósito

"Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria." — 2 Coríntios 9:7

Muitos confundem dízimo e oferta. 

Mas a Palavra faz uma distinção clara e importante. 

Entender essa diferença é fundamental para viver uma vida de fidelidade completa.

O que é o Dízimo

- Natureza: É uma devolução do que já pertence a Deus.

- Valor: 10% do ganho (décima parte).

- Obrigatoriedade: É um mandato de Deus — reconhecimento de que Ele é o dono de tudo.

- Cálculo: Sobre o total do ganho (primícias, valor bruto).

- Propósito: Sustento do ministério, manutenção da Casa do Senhor e socorro aos necessitados.

- Base bíblica: Gênesis 14:20; Levítico 27:30; Malaquias 3:10; Mateus 23:23.

O que é a Oferta

- Natureza: É uma doação livre e espontânea — algo que você escolhe dar de coração.

- Valor: Sem porcentagem fixa. Cada um decide quanto dar.

- Obrigatoriedade: Não é obrigatória — nasce do amor e da gratidão.

- Cálculo: Conforme a prosperidade e a disposição do coração.

- Propósito: Projetos especiais, missões, ajuda aos necessitados, construção, expansão do Reino.

- Base bíblica: 2 Coríntios 9:7; 1 Coríntios 16:2; Êxodo 35:5, 21, 22.

A oferta também é consagração a Deus

O dízimo é a décima parte que pertence a Deus. Os 90% restantes também são d'Ele, e quando damos oferta, estamos reconhecendo isso de forma voluntária.

A oferta é o coração dizendo: 

Senhor, tudo é Teu. 

Não apenas os 10%, mas tudo. 

E eu Te dou mais um pouco, porque Tu mereces tudo."

A pergunta importante: a oferta também pode ser 10%?

Sim! Não há proibição. A oferta não tem valor fixo, mas pode ser 5%, 10%, 15% ou qualquer valor que o coração determinar. 

Ser  teu coração  esta voltado  a Deus  voces vão  da 10% da tua oferta com amor ao Senhor  Deus....

O que importa é que:

- ✅ O dízimo é os 10% que devolvemos porque pertencem a Deus.

- ✅ A oferta é o que oferecemos livremente, além do dízimo, como expressão de amor e gratidão.

Se alguém deseja dar 10% de oferta além do dízimo, é louvável e muito bem-vindo! Deus não se ofende com a generosidade. Pelo contrário:

"Deus ama a quem dá com alegria." — 2 Coríntios 9:7

Não confunda para não perder a bênção

Algumas pessoas dizem: "Eu não dou dízimo, mas dou oferta." 

Ou: "O que dou de oferta já cobre o dízimo." 

Isso não está na Palavra. Oferta não substitui o dízimo. 

São coisas diferentes. 

O dízimo é reconhecimento de propriedade.

 A oferta é expressão de amor. 

Um não anula o outro.

O exemplo da viúva

"E vendo uma viúva pobre, que lançava ali duas moedinhas, disse: 

Verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre lançou mais do que todos os que lançaram no cofre; porque todos aqueles contribuíram do que lhes sobejava, mas ela, da sua pobreza, lançou tudo o que possuía para o seu sustento." — Lucas 21:2-4

Ela não foi elogiada por dar muito em valor. 

Foi elogiada por dar de coração. 

A oferta nasce desse movimento interior — "Senhor, eu Te dou porque Te amo." 

E quando esse amor existe, a oferta não é um fardo, é uma alegria.

Capítulo 5 — "Deus ama quem dá com alegria" — a oferta também é consagração

"Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria." — 2 Coríntios 9:7

A oferta não é uma obrigação legal.

 É uma resposta de amor. 

Mas isso não significa que seja opcional no sentido de "dar se eu quiser". 

É voluntária, mas deve ser generosa, alegre e consciente.

O que motiva a oferta?

- ❌ Não deve ser por pressão humana

- ❌ Não deve ser por vergonha

- ❌ Não deve ser para aparecer

- ✅ Deve ser por amor a Deus e ao Seu Reino

- ✅ Deve ser por gratidão

- ✅ Deve ser com alegria

A proporção da oferta

"No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de lado o que puder, segundo tiver prosperado, guardando-o, para que não se façam coletas quando eu chegar." — 1 Coríntios 16:2

O apóstolo Paulo ensina: "segundo tiver prosperado". 

Ou seja, conforme Deus tem abençoado, assim deve ser a nossa oferta. 

Se Deus deu mais, podemos dar mais. 

Se deu menos, damos com alegria o que podemos. 

Não há porcentagem fixa para a oferta, mas há um princípio: proporcional à bênção recebida.

Dar com alegria — não com tristeza

"Não com tristeza ou por necessidade." — 2 Coríntios 9:7

Deus não aceita uma oferta dada com ressentimento. 

Se você dá e fica pensando "precisava disso para mim", então é melhor não dar do que dar assim. 

Porque Deus olha primeiro o coração, depois a oferta. 

Uma moeda dada com alegria vale mais do que uma nota grande dada com mágoa.

A oferta também é 10% — pode?

Sim! Muitos irmãos sentem no coração dar 10% de oferta além do dízimo. 

Isso é uma decisão pessoal, um voto, um desejo de consagrar mais a Deus. 

Não é mandamento, mas é espírito de generosidade. 

O apóstolo Paulo diz:

"E, quanto à oferta para os santos, fazei o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia." — 1 Coríntios 16:1

Cada coração decide quanto dar. Mas lembre-se: o dízimo é sempre 10% sobre o bruto, como primícias. 

A oferta é livre — pode ser 5%, 10%, 15% ou qualquer valor que o Senhor colocar no coração. 

O importante é que ambos — dízimo e oferta — sejam dados com fidelidade e amor.

Uma história de fé e generosidade

Conheci um irmão que trabalhava de pedreiro e ganhava pouco. 

Ele sentiu no coração:

Quero dar 10% de dízimo e mais 10% de oferta." 

A esposa ficou preocupada: 

Mas não vai dar para pagar as contas!" 

Ele respondeu: 

Deus tem sido fiel a nós. 

Vamos provar a Sua fidelidade." 

Começaram assim. 

No primeiro mês, pareceu difícil. 

Mas no meio do mês, um cliente que lhes devia há dois anos apareceu e pagou tudo. Depois, surgiram serviços novos. 

Ele me disse: 

Nunca faltou nada. Pelo contrário, sempre sobra. 

Deus multiplica quando damos com fé."

Capítulo 6 — A mão que dá e a mão que recebe: o que a Palavra ensina sobre o retorno

"Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão no regaço; porque com a medida com que medis, vos medirão a vós." — Lucas 6:38

Existe uma lei espiritual que não pode ser quebrada: a forma como damos determina a forma como recebemos. 

Não é uma troca comercial — "eu dou 100 e Deus me dá 200". 

É uma lei de semeadura e colheita.

Semear e colher

"E isto: aquele que semeia pouco, também colherá pouco; e aquele que semeia com fartura, também colherá com fartura." — 2 Coríntios 9:6

Quem planta pouco, colhe pouco. 

Quem planta generosamente, colhe generosamente. 

Não significa que quem dá muito sempre terá muito dinheiro. 

Significa que a bênção de Deus retorna de forma completa e transbordante — pode ser em paz, saúde, família, sabedoria, oportunidades e provisão.

A promessa de Malaquias — "provai-me nisto"

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me agora nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal que não haja lugar para a recolher." — Malaquias 3:10

Esta é a única vez na Bíblia em que Deus diz: "Provai-me nisto — ponde-Me à prova."

 Em tudo o mais, Deus pede fé. 

Aqui, Ele diz: "Testai-Me. 

Vede se não sou fiel." 

Quando o povo retém o dízimo, a casa de Deus fica vazia e a bênção é retida. 

Quando o povo é fiel, as janelas do céu se abrem.

O que acontece quando não damos o dízimo?

"Roubaria o homem a Deus? 

Contudo vós me roubais! 

E dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas." — Malaquias 3:8

Retém o dízimo não é "deixar de dar uma oferta". 

É roubar a Deus. 

Porque o dízimo já pertence a Ele. 

E quando roubamos a Deus, há consequência:

"Com maldição estais amaldiçoados, porque me roubais a Mim, sim, toda esta nação." — Malaquias 3:9

Muitas pessoas vivem lutando, trabalhando muito e com pouco resultado. Perguntam:

Por que não prospero?

Talvez a resposta esteja aqui: a mão que retém o que é de Deus não pode receber a bênção de Deus.

O retorno de Deus não é sempre dinheiro

Deus promete suprir todas as necessidades, mas nem sempre da forma que imaginamos. 

Ele promete:

- ✅ Provisão — "E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades..." (Filipenses 4:19)

- ✅ Proteção — "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará." (Salmo 23:1)

- ✅ Paz — "Deixai a vossa ansiedade sobre o Senhor, e Ele vos susterá." (Salmo 55:22)

- ✅ Sabedoria — "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus." (Tiago 1:5)

Não dê para ficar rico. Dê porque Deus é fiel. 

E confie que Ele cuidará de tudo o que diz respeito a você.

Capítulo 7 — A fidelidade provada no pouco e no muito

"Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito." — Lucas 16:10

A fidelidade no dízimo não se mede pelo valor que se dá, mas pela honestidade do coração. Dar R$ 20,00 com fidelidade é mais precioso a Deus do que dar R$ 2.000,00 calculando sobre o líquido.

O teste do pouco

Quando você ganha pouco, parece que dar o dízimo é mais difícil. 

Mas é justamente ali que a fé é provada. Se você é fiel com pouco, Deus sabe que será fiel com muito. 

Se você retém o dízimo quando ganha pouco, com muito também encontrará uma desculpa.

"Pois se não fostes fiéis no mamom injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?" — Lucas 16:11

O dinheiro é "mamom" — um poder que pode dominar o coração. 

Se você não consegue ser fiel em algo que é apenas meio de troca, como cuidará das coisas eternas que Deus quer te confiar?

A história de uma família que confiou

Uma irmã chamada Marta era faxineira e ganhava salário mínimo. 

Ela contou: 

Quando ouvi que o dízimo deve ser sobre o bruto, fiquei assustada. 

Eu já mal conseguia pagar as contas. Como dar mais?" 

Mas ela decidiu:

Vou obedecerecer a Palavra.

Passou a calcular sobre o bruto. 

No primeiro mês, pareceu que faltaria dinheiro. Mas na semana seguinte, a patroa aumentou-lhe o salário sem que ela pedisse. 

Depois, um filho que estava desempregado conseguiu trabalho. 

Ela disse: "Não foi milagre de dinheiro cair do céu. 

Foi Deus abrindo portas porque obedeci à Sua Palavra."

O perigo do "muito"

Quando a pessoa começa a prosperar, o perigo é maior. 

O coração pode dizer: "Agora tenho muito, ninguém vai sentir falta se eu não der os 10% certos." Ou: "Dou uma quantia grande, não importa se é menos de 10%." 

Mas Deus não olha o tamanho da oferta — olha a fidelidade. Se você ganha R$ 10.000 e dá R$ 500, não está dando 5% — está retendo 5% do que pertence a Deus. 

O valor é grande, mas a fidelidade está quebrada.

Deus não precisa do seu dinheiro — você precisa dar

"Porque Deus não habita em templos feitos por mãos de homens... nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa; porque Ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e todas as coisas." — Atos 17:24-25

Deus não precisa do seu dinheiro. 

Ele não come, não paga aluguel, não compra roupas. 

Quem precisa do dízimo sendo dado é você. 

Porque quando você dá, você está dizendo: "Senhor, Tu és o dono. 

Eu sou mordomo. Tudo vem de Ti." E essa consciência liberta o coração do amor ao dinheiro.

Capítulo 8 — "Roubaria o homem a Deus?" — a grave questão da omissão

"Roubaria o homem a Deus? 

Contudo vós me roubais! 

E dizeis: Em que te roubamos? 

Nos dízimos e nas ofertas." — Malaquias 3:8

Esta é uma das perguntas mais fortes de toda a Bíblia. 

O profeta Malaquias fala em nome de Deus e diz algo que deveria fazer tremer o coração de todo crente: vocês estão roubando a Mim! 

E o povo pergunta, inocente: "

Em que Te roubamos?" 

A resposta é clara: nos dízimos e nas ofertas.

O que significa roubar a Deus?

Roubar é tomar o que não é seu contra a vontade do dono. 

O dízimo já é de Deus. Portanto, quando você retém o dízimo — calculando sobre o líquido, reduzindo o valor, ou não dando nada — você está tomando para si o que pertence ao Senhor. 

Isso não é "deixar de dar". 

É roubar.

As formas de retener

- ❌ Calcular sobre o líquido em vez do bruto — retém parte do que é de Deus

- ❌ Dizer que "agora é graça, não preciso mais dar" — rejeita o mandamento de Deus

- ❌ Dar apenas o que sobra — oferece a Deus as sobras, não as primícias

- ❌ Dar de vez em quando — a fidelidade é constante, não opcional

- ❌ Pensar que a oferta substitui o dízimo — cada um tem seu lugar

A maldição da omissão

"Com maldição estais amaldiçoados, porque me roubais a Mim, sim, toda esta nação." — Malaquias 3:9

Não é uma ameaça de Deus querendo punir. 

É uma consequência natural. 

Quando você corta a ligação entre o dízimo e Deus, corta também a ligação entre a bênção e você. 

A maldição não é Deus jogando praga. 

É a vida sem a presença e a provisão d'Ele. É trabalhar muito e render pouco. 

É ter e não ter o suficiente. 

É lutar sem avançar.

A restituição — o caminho de volta

Se você percebeu que tem retido o dízimo, a Palavra mostra o que fazer: reconhecer, arrepender-se e restituir. 

No Antigo Testamento, quem retinha o que era de Deus devia devolver com acréscimo:

"Por isso diz ao filho de Israel: 

Se alguém pecar e transgredir contra o Senhor... então restituirá aquilo que roubou... e acrescentará a quinta parte, e a dará àquele a quem pertence." — Levítico 6:4-5

Não há mandamento de porcentagem de acréscimo no Novo Testamento, mas o princípio é o mesmo: reconhecer o erro e corrigir. 

Fazer as contas, ver quanto tempo não foi fiel, e entregar o valor que retém com um coração arrependido. 

Deus não te pede juros altos — pede honestidade e sinceridade.

A promessa de retorno

"Voltai para Mim, e Eu voltarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos." — Malaquias 3:7

A porta nunca está fechada. Se você tem retido o dízimo, volta. 

Não importa há quanto tempo. 

Não importa o valor. Deus diz:

Voltai para Mim."

E quando você volta com fidelidade, Ele volta com a bênção.

Capítulo 9 — Honrar ao Senhor com os teus bens

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; então se encherão os teus celeiros abundantemente, e os teus lagares transbordarão de mosto." — Provérbios 3:9-10

Honrar a Deus não é apenas cantar, orar e levantar as mãos. 

Honrar a Deus com os bens é uma das formas mais concretas de demonstrar que Ele é o Senhor da sua vida.

O que significa honrar com os bens?

Honrar significa reconhecer o valor, dar lugar de destaque, respeitar acima de tudo. 

Quando você dá o dízimo sobre o bruto, antes de qualquer despesa, você está dizendo:

Senhor, 

Tu és mais importante do que as minhas contas. 

Tu és o primeiro. 

Tu mereces o melhor e o primeiro."

A ordem de Deus — primeiro Ele, depois o resto

"Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." — Mateus 6:33

A ordem é: primeiro Deus, depois o resto. 

Se você inverte a ordem — primeiro contas, depois Deus —, está dizendo com a vida:

As minhas necessidades vêm antes de Ti, Senhor." 

Mas quando você coloca Deus em primeiro lugar, Ele assume a responsabilidade de cuidar do resto.

A diferença entre "pagar o dízimo" e "honrar a Deus"

Muitos dizem:

Eu pago o dízimo." 

Mas pagar quem? 

Deus não é cobrador. 

O dízimo não é uma conta a pagar — é uma homenagem, um reconhecimento, uma honra. 

Quando você entende isso, deixa de ser um fardo e passa a ser uma alegria. 

Deixa de ser obrigação e passa a ser culto.

O exemplo de Salomão

Salomão compreendeu isso. 

Quando começou a reinar, não pediu riquezas. 

Pediu sabedoria. 

E disse:

"Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus." — 1 Crônicas 16:26

Salomão honrou a Deus com o coração, e Deus lhe deu riquezas e sabedoria sem medida.

Quem honra a Deus, nunca perde. 

Quem dá a Deus o que é Dele, nunca fica a perder.

Os celeiros cheios — a promessa

"Então se encherão os teus celeiros abundantemente, e os teus lagares transbordarão de mosto." — Provérbios 3:10

Esta é a consequência de honrar a Deus com os bens e com as primícias. 

Não é enriquecer de forma ostentosa. 

É ter o suficiente e sobrar. 

É ter provisão para si, para a família e para poder ajudar outros. 

É viver sem ansiedade, sabendo que Deus cuida do que é Seu.

Capítulo 10 — A bênção da fidelidade e a promessa de Deus

"Fiel é aquele que vos chama, o qual também o fará." — 1 Tessalonicenses 5:24

Chegamos ao último capítulo, mas não ao fim da Palavra de Deus. 

A fidelidade no dízimo não é um ponto final — é o começo de uma caminhada de confiança e comunhão com Deus.

O que recebemos quando somos fiéis?

1. Reconciliação — Voltamos para o coração de Deus. "Voltai para Mim, e Eu voltarei para vós." (Malaquias 3:7)

2. Provisão — As janelas do céu se abrem. "Se eu não vos abrir as janelas do céu." (Malaquias 3:10)

3. Proteção — "E repreenderei por vós o devorador, para que não vos corrompa o fruto da terra." (Malaquias 3:11)

4. Reconhecimento — "E todas as nações vos chamarão bem-aventurados, porque sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos." (Malaquias 3:12)

5. Paz interior — Você vive sem culpa, sem medo, sem esconder nada de Deus.

A fidelidade é diária, não mensal

Ser fiel no dízimo é importante, mas não basta apenas dar o dízimo e viver como o mundo no resto do mês. 

A fidelidade no dinheiro é reflexo da fidelidade da vida toda. 

Jesus disse:

"Se me amais, guardareis os meus mandamentos." — João 14:15

O dízimo é uma expressão de amor. 

Não o substitui. 

Deve vir acompanhado de uma vida santa, de amor ao próximo, de oração, de leitura da Palavra, de testemunho. 

O dízimo sem santidade é apenas um gesto vazio.

Uma mensagem final de incentivo

Se você chegou até aqui e percebeu que não tem sido fiel com o dízimo — calculando sobre o líquido, dando pouco, ou não dando nada —, não desanime. 

A graça de Deus é maior do que qualquer erro. 

O Senhor não quer condenar você. 

Quer restaurar você.

Comece hoje. 

Não espere o mês que vem. Comece com o próximo ganho que receber. Calcule sobre o valor bruto, separe os 10% como primícias, e diga ao Senhor: "Senhor, a partir de agora, Tu és o primeiro. 

Tu vens antes de tudo. 

Eu reconheço que tudo vem de Ti. 

Recebe este dízimo como sinal da minha fidelidade."

E não esqueça: a oferta também é consagração a Deus. 

Além do dízimo, dê com alegria, com amor, com generosidade. 

Que a sua vida toda — não apenas o dinheiro — seja uma oferta viva ao Senhor.

"E aquele que conhece Deus, permanece fiel a Ele." — Apocalipse 2:13

Conclusão — Como está a sua fidelidade?

Chegamos ao fim deste livro, mas a decisão está apenas começando. 

O dízimo não é um tema secundário. 

É uma questão de reconhecimento, de prioridade, de amor a Deus.

- ✅ O dízimo é 10% sobre o salário bruto — as primícias, antes de qualquer desconto.

- ✅ A oferta é livre e espontânea — pode ser qualquer valor, inclusive 10%, dada com alegria além do dízimo.

- ✅ Deus não pede o que sobrou — pede o primeiro, o melhor, o que pertence a Ele.

- ✅ Quem retém o dízimo, retém a bênção. Quem dá com fidelidade, recebe a provisão de Deus.

Que a pergunta que fica no coração de cada leitor seja apenas esta: Senhor, como está a minha fidelidade para Ti?

E que a resposta seja dada não apenas com palavras, mas com a vida, com o coração e com os bens que Deus confiou a nós.

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