LIVRO O LADRÃO DO LADO DE JESUS CRISTO
Autor: Carlos Alberto Cândido da Silva
Ministério: Assembleia de Deus Providência do Céu
Contato: (11) 95725-5927
Data: 12/09/2026
DEDICATÓRIA
Dedico esta obra a todos aqueles que sentem que o passado os afastou demais de Deus, que pensam que não há mais volta e que suas vidas já estão perdidas.
Que através da história daquele homem na cruz, você descubra que a graça de Cristo é maior que qualquer erro.
SUMÁRIO
Capítulo 1 — Três Cruzes, Três Destinos
Capítulo 2 — O Ladrão que Exigiu Salvação
Capítulo 3 — O Reconhecimento que Muda Tudo
Capítulo 4 — A Confissão que Céu Ouve
Capítulo 5 — Um Pedido que Não Veio de Obras
Capítulo 6 — A Promessa que Ressona Até Hoje
Capítulo 7 — Não Há Tempo Perdido Quando Se Volta a Deus
Capítulo 8 — Arrependimento Não é Fuga
Capítulo 9 — Ninguém Está Longe Demais
Capítulo 10 — Hoje Pode Ser o Seu Dia
“E disse-lhe Jesus: ‘Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.’”
Lucas 23:43
Esta não é apenas a história de um ladrão.
É a história da graça que chega até o último suspiro.
Ele não tinha tempo para grandes obras, não tinha palavras bonitas, não tinha nada a oferecer além de um coração arrependido.
E mesmo assim, na hora da morte, ele encontrou misericórdia.
Nenhum passado é tão grande que torne a graça de Cristo pequena demais.
Nenhuma culpa é maior do que o perdão que Jesus oferece a quem se arrepende.
Que esta mensagem te lembre: a salvação não vem por méritos, mas por quem você escolhe seguir.
CAPÍTULO 1 — TRÊS CRUZES, TRÊS DESTINOS
"E crucificaram-no, e com ele dois outros, um de cada lado, e Jesus no meio." — João 19:18
Havia três cruzes no Calvário.
Para quem passava por ali, pareciam iguais.
Três madeiras tortas cravadas na terra, três corpos sofrendo, três histórias chegando ao fim.
Mas a semelhança parava por fora.
Por dentro, na alma, cada um vivia um mundo completamente diferente.
No centro estava Jesus.
Não era um criminoso.
Nunca fez mal a ninguém.
Curou doentes, libertou oprimidos, ensinou com autoridade.
E mesmo assim, estava ali, pregado, entre dois ladrões.
Deus permitiu que o Filho ficasse entre os pecadores, justamente para mostrar que Ele veio não para os sãos, mas para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores.
Um dos ladrões, segundo a tradição, chamava-se Gestas.
O outro, Dimas.
Não importa o nome que carregaram na vida.
O que importa é o que fizeram nos últimos momentos.
Imagine a cena: o sol escurecendo, a multidão zombando, os soldados repartindo as roupas.
Em meio à dor, um dos homens ao lado de Jesus grita:
não és tu o Cristo?
Salva-te a ti mesmo e a nós!" (Lucas 23:39).
Ele não pede perdão. Pede livramento.
Não se importa com quem Jesus é, mas com o que Jesus pode fazer por ele.
Do outro lado, o silêncio se quebra com outra voz.
Uma voz que não exige, mas reconhece.
Nós, na verdade, com justiça… mas este nenhum mal fez." (Lucas 23:41).
Dois homens.
Mesma dor.
Mesma proximidade com Jesus.
Destinos eternamente diferentes.
Isso nos ensina que estar perto de Deus não basta.
Muitos estão na igreja, ouvem a Palavra, participam dos cultos, mas o coração continua fechado.
A presença de Cristo não muda quem não quer ser mudado.
A escolha é sempre nossa.
CAPÍTULO 2 — O LADRÃO QUE EXIGIU SALVAÇÃO
"Salva-te a ti mesmo, se és o Filho de Deus…" — Mateus 27:40
O primeiro ladrão não enxergou Jesus. Enxergou apenas uma chance de escapar.
Ele viu alguém que poderia descer da cruz e tirá-lo dali.
Não viu o Rei.
Não viu o Salvador.
Viu apenas uma saída.
Quantas pessoas fazem o mesmo hoje?
Procuram a Deus apenas quando há dificuldade.
Pedem livramento da doença, da dívida, do problema, mas não mudam o coração.
Querem o céu, mas não querem abandonar o pecado.
Querem a bênção, mas não querem a presença de Deus.
Esse ladrão repreendia Jesus.
Dizia: "Salva-te a ti mesmo e a nós.
Como se o Senhor estivesse em situação de fracasso.
Como se a cruz fosse sinal de derrota e não de amor.
Muitos pensam assim:
Se Deus existe, por que permite sofrimento?
Por que não resolve tudo de uma vez?
Não entendem que a cruz não foi sinal de fraqueza de Jesus, mas de entrega voluntária por amor a nós.
Ele podia descer. Mas ficou, para que você e eu pudéssemos subir.
O ladrão que exigiu salvação morreu do mesmo jeito: sem Deus, sem esperança, sem perdão.
Porque quem exige de Deus não se rende a Ele.
Quem dita as condições nunca encontra a graça.
A graça se recebe de joelhos, não de pé.
CAPÍTULO 3 — O RECONHECIMENTO QUE MUDA TUDO
"Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença?" — Lucas 23:40
O segundo ladrão repreendeu o companheiro. Algo havia mudado dentro dele.
Talvez tivesse ouvido Jesus falar à multidão:
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
Talvez tivesse visto a calma, o amor, a doçura naquele homem que sofria sem maldizer.
Seja como for, ele reconheceu uma verdade que poucos ousam dizer: eu mereço o que estou vivendo.
Isso é raro hoje em dia.
Quando algo dá errado, culpamos o emprego, a família, o governo, a sorte.
Raramente olhamos para dentro e dizemos:
Eu errei.
Eu escolhi.
Eu me afastei."
O ladrão não culpou ninguém.
Disse simplesmente:
Recebemos o castigo que os nossos atos merecem.
Não inventou desculpas.
Não justificou.
Reconheceu.
E naquele reconhecimento, o céu começou a se abrir.
A Bíblia diz em Provérbios 28:13: "Quem encobre as suas transgressões jamais prospera; mas quem confessa e abandona alcança misericórdia.
Antes de pedir ajuda, ele admitiu a culpa.
E isso fez toda a diferença.
Reconhecer não é se humilhar para os outros.
É se curvar diante de Deus e dizer: "Senhor, sou pecador.
Não tenho mérito. Mas confio em Ti."
CAPÍTULO 4 — A CONFISSÃO QUE O CÉU OUVE
"Mas este nenhum mal fez." — Lucas 23:41
Depois de reconhecer sua própria culpa, ele declarou a inocência de Jesus.
Não era obrigado a fazer isso.
Ninguém pediu.
Mas a verdade brotou do coração.
Ele viu o que a religião não viu.
Os líderes religiosos acusaram Jesus.
Os sacerdotes pediram a morte dele.
O povo gritou por Barrabás.
E um ladrão, no fim da vida, foi quem levantou a voz para defender a justiça de Cristo.
Isso nos mostra que Deus pode revelar a verdade a quem o mundo despreza.
Não importa quem você foi.
Importa em quem você crê.
Não importa o que fez.
Importa o que o sangue de Jesus faz por você.
Ele não tinha tempo para ser religioso.
Não foi batizado.
Não ensinou na sinagoga.
Não fez caridade.
Mas confessou com a boca e creu no coração.
E a Palavra diz: "Com a boca se confessa para a salvação, e com o coração se crê para a justiça." (Romanos 10:10).
Uma confissão sincera vale mais que uma vida inteira de ritos sem fé. Deus não olha para a aparência, olha para o coração.
E aquele coração, machucado e cansado, foi visto pelo Senhor.
CAPÍTULO 5 — UM PEDIDO QUE NÃO VEIO DE OBRAS
"Jesus, lembra-te de mim, quando vieres no teu reino." — Lucas 23:42
Ele não pediu para descer da cruz.
Não pediu para recuperar a vida.
Não apresentou uma lista de feitos.
Apenas disse: "Lembra-te de mim."
Que oração linda e poderosa!
Ele não disse:
Olha o que fiz.
Disse:
Lembra-te de mim."
Não disse: "Mereço." Disse: "Preciso de Ti."
Isso é a essência da graça: não é o que fazemos por Deus, mas o que Deus faz por nós.
O ladrão não teve tempo de fazer nada.
Não podia dar dízimo, não podia pregar, não podia ajudar ninguém.
Mas creu.
E isso bastou.
Muitos pensam: "Preciso arrumar minha vida primeiro para depois buscar a Deus." Mas quem arruma a vida é Ele.
Você não precisa estar perfeito para chegar.
Chega como está.
Com as feridas, os erros, o passado. Ele recebe quem vem com sinceridade.
O pedido dele não era de fuga, era de pertencimento.
Reconheceu que Jesus tinha um Reino, mesmo pregado na cruz.
Enquanto o mundo via fracasso, ele viu realeza.
Enquanto todos viam um condenado, ele viu o Rei.
CAPÍTULO 6 — A PROMESSA QUE RESSONA ATÉ HOJE
"Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso." — Lucas 23:43
Jesus não demorou.
Não disse: "Vou pensar."
Não pediu tempo.
Naquele instante, respondeu com ternura e autoridade:
Hoje.
Não amanhã.
Não depois de provações.
Hoje. No mesmo dia.
No momento em que o coração se volta para Deus, a salvação acontece.
Não é um processo longo de negociação.
É um ato de fé que encontra um amor que já estava esperando.
"Estarás comigo.
Não apenas no paraíso, mas comigo.
Jesus não prometeu um lugar distante. Prometeu a Sua presença.
O paraíso não é lindo por si mesmo; é lindo porque estaremos com Ele.
Aquele homem não teve tempo de recomeçar. Mas teve algo melhor: foi aceito.
Não por suas obras, mas pela fé que o aproximou do Salvador.
O sangue de Jesus cobriu toda uma vida perdida em um instante.
Essa promessa não foi só para ele.
É para você também.
Se hoje você clama, a resposta é a mesma: hoje.
Não adie. Não espere.
A porta está aberta agora.
CAPÍTULO 7 — NÃO HÁ TEMPO PERDIDO QUANDO SE VOLTA A DEUS
"O Senhor não retarda a sua promessa… mas é longânimo para conosco, não querendo que ninguém pereça." — 2 Pedro 3:9
O ladrão desperdiçou anos.
Talvez roubou, feriu, afastou-se de tudo que era bom.
Mas no último momento, encontrou o caminho de volta.
Isso não significa que devemos esperar até o fim.
Significa que mesmo que você tenha desperdiçado muito, ainda há tempo para voltar.
Ninguém sabe o dia nem a hora. A Bíblia diz:
Agora é o tempo aceitável; eis que agora é o dia da salvação." (2 Coríntios 6:2).
Não há garantia de amanhã.
O ladrão não planejou aquele encontro. Simplesmente, enquanto havia fôlego, escolheu se voltar para Jesus.
Algumas pessoas dizem:
Fui longe demais."
Mas não existe distância maior que o amor de Deus.
O salmo diz: "Onde me afastarei do teu Espírito? Onde fugirei da tua presença?" (Salmo 139:7).
Não há lugar onde Ele não chegue.
Não há coração tão endurecido que não possa ser tocado.
O tempo perdido não se recupera, mas a vida nova começa no instante em que se entrega a Cristo.
O passado não é apagado da memória, mas perde o poder de condenar.
Porque "se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas." (2 Coríntios 5:17).
CAPÍTULO 8 — ARREPENDIMENTO NÃO É FUGA
"Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento." — Mateus 3:8
Há uma diferença enorme entre os dois ladrões: um queria sair do sofrimento; o outro queria estar com Jesus.
Um buscava livrar-se da cruz; o outro buscava o Reino.
Muitos confundem isso hoje.
Vão à igreja buscando alívio temporário.
Querem que Deus resolva os problemas, mas não querem mudar de vida.
O arrependimento verdadeiro não é pedir para sair da dificuldade; é entregar a vida ao Senhor, dentro ou fora da dificuldade.
O ladrão salvo não saiu da cruz.
Morreu ali. Mas morreu salvo.
Não fugiu da consequência, mas foi liberto da condenação.
Isso é profundo: Deus pode nos salvar sem tirar a cruz da nossa vida, porque Ele nos dá algo maior: a esperança eterna.
Arrepender-se não é chorar só quando dói. É mudar de direção.
É dizer: "Senhor, não quero mais viver do meu jeito. Guia-me Tu." É reconhecer que o problema não é apenas o que acontece comigo, mas quem eu sou sem Ti.
O falso arrependimento diz: "Tire-me daqui." O verdadeiro diz: "Guia-me, mesmo que eu fique aqui." E é esse coração que Deus ouve.
CAPÍTULO 9 — NINGUÉM ESTÁ LONGE DEMAIS
"Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo." — Efésios 2:13
Pense na vida daquele homem. Provavelmente cometeu crimes graves.
Vivia longe de Deus.
Sem oração, sem templo, sem fé. E mesmo assim, na hora mais sombria, a graça o alcançou.
Isso é para você que sente que errou demais. Que pensa que não tem volta. Que carrega nomes, rótulos, erros que parecem não ter perdão.
A Palavra diz: "Se os vossos pecadores forem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve." (Isaías 1:18).
Não existe pecado maior que o sangue de Jesus. Não existe vida tão perdida que Ele não possa reencontrar.
Não existe coração tão ferido que Ele não possa sarar.
O que separa o salvo do perdido não é a quantidade de erros.
É a postura diante de Cristo.
Um rejeitou; o outro se aproximou.
Um exigiu; o outro confiou.
Um viu fracasso; o outro viu Rei.
Você pode ter andado longe.
Mas o retorno não exige jornada longa.
Exige um coração que diz: "Senhor, voltei."
E Ele corre ao encontro, como o Pai recebeu o filho pródigo.
Não importa o que fez. Importa para onde você volta.
CAPÍTULO 10 — HOJE PODE SER O SEU DIA
"Eis que agora é o tempo aceitável; eis que agora é o dia da salvação." — 2 Coríntios 6:2
O ladrão não sabia que aquele seria o momento. Não ensaiou a oração.
Não se preparou.
Mas quando a verdade tocou o coração, não hesitou.
Hoje é o seu dia.
Não espere por uma vida mais arrumada.
Não espere sentir-se mais digno.
Não espere os outros entenderem.
A graça não se recebe quando se merece; se recebe quando se precisa.
Você não precisa apresentar uma lista de feitos. Não precisa justificar o passado.
Basta olhar para Jesus, reconhecer quem Ele é e dizer: "Lembra-te de mim, Senhor."
Ele não recusa ninguém que vem com sinceridade.
Aquele que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (João 6:37)
Não importa o que fez.
Importa o que você faz agora.
A promessa continua a mesma: Hoje.
Hoje pode haver perdão.
Hoje pode haver recomeço.
Hoje pode haver paz. O paraíso não está longe.
Está ao alcance de um coração que crê.
Não adie. O amanhã pertence a Deus.
O hoje é a Sua oferta. Olhe para Jesus.
Diga o seu sim. E ouça a doce voz que diz:
"Hoje estarás comigo no paraíso."
CONCLUSÃO
O Calvário nos lembra que ninguém está fora do alcance da graça.
O ladrão não teve tempo para mudar a vida exterior, mas teve tempo para entregar o coração. E isso foi suficiente.
Não importa de onde você vem. Importa para onde vai. Não importa o que levou na vida. Importa em quem você confia na morte.
E Jesus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Quem O invoca, encontra salvação.
Que este livro seja sinal de esperança para você que achava que não havia mais caminho. Há. E o caminho chama-se Jesus.
"O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os que têm o espírito contrito." — Salmo 34:18

Nenhum comentário:
Postar um comentário